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Para que servem os novos partidos?

por João Távora, em 10.09.19

carlos guimaraes pinto.jpg

Apesar de no nosso sistema eleitoral a dispersão da direita em facções mais definidas significar inevitavelmente a perda da sua representatividade parlamentar, como referi aqui há dias a outro propósito, considero saudável o surgimento dos novos partidos a concurso nas eleições de 6 de Outubro. Neste julgamento onde não incluo o partido de Pedro Santana Lopes, que mais do que uma corrente ideológica representa apenas o candidato derrotado das directas do PSD que decide correr por fora, refiro-me ao Iniciativa Liberal e ao Chega.
Começando pelo último, tenho para mim que o partido do André Ventura poderá ter a virtude de vir a acolher a direita reaccionária (na verdadeira acepção do termo) que desde o 25 de Abril, apesar de não gostar muito de eleições, se sente órfã de representação. O Chega poderá ser útil para se perceber o real peso dessa facção em Portugal, que não é mais do que o avesso do espelho do Partido Comunista: de ruptura, nacionalista, anticapitalista e securitária. Já a Iniciativa Liberal traz para o concurso, também de forma descomplexada, o liberalismo puro e duro, uma utopia que numa nação centralista e paternalista como a portuguesa ainda tem mau nome. Talvez por isso sujeito a um sucesso limitado, o partido de Carlos Guimarães Pinto tem a virtude de trazer para a discussão pública os limites da intervenção do Estado e do individualismo, ou da maturidade da sociedade civil para tomar conta dos próprios desígnios.
Ao contrário do que possa parecer, o PSD, o CDS (e o país em última análise) têm muito a ganhar com o alargamento do debate que estes novos partidos potenciam. Certo é que a direita, se quiser um dia quiser voltar ao poder para fazer obra, terá de ter capacidade para de novo juntar todas partes que sejam compatíveis, não se esqueçam disso.

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6 comentários

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De Anónimo a 10.09.2019 às 22:36

A I.L. com gente nova,um discurso novo por cá,sem reaccionarices,querendo o emagrecimento do Estado e substituindo-o pelas organizações da sociedade civil,
a I.L. poderá ser no futuro uma esperança para um país renovado.Assim não se deixe enlear nos meandros da corrupção e do nepotismo.
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De Anónimo a 11.09.2019 às 09:16

para arranjar 'taxos' para os Amigos à custa da carteira e suor dos contribuintes
'la seda' é que está a dar
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De Anónimo a 11.09.2019 às 10:54

Com a comunicação social em peso a andar com a esquerda e a extrema esquerda ao colo, enquanto ostraciza a direita, veja-se como desavergonhadamente se comportam a SIC, a TVI, as rádios e os diários panfletarios falidos público e dn, a direita terá a vida um tanto dificultada.
R. Carrola.
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De Anónimo a 11.09.2019 às 18:33

A SIC é a voz do dono, António Costa, é uma vergonha é o "pagamento das facilidades financeiras".....

A TVI vai ser engolida pela CMTV, ficando a TVI24 , no cabo.


O bom é fugir dos canais portugueses.....


A.Vieira




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De Anónimo a 11.09.2019 às 12:34

o [partido] de Pedro Santana Lopes, que mais do que uma corrente ideológica representa apenas o candidato derrotado das directas do PSD

Não concordo. O PSD é que, com Rui Rio, se deslocou para a esquerda (tal como com Passos Coelho se tinha deslocado para a direita), sobrepondo-se ao PS e deixando portanto a ala direita desguarnecida. A Aliança vem tentar satisfazer o eleitorado dessa ala direita do PSD. Representa portanto, efetivamente, uma corrente ideológica.
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De Anónimo a 12.09.2019 às 16:22

a direita, se quiser um dia quiser voltar ao poder para fazer obra, terá de ter capacidade para de novo juntar todas partes que sejam compatíveis

O João Távora parece entender que existe uma entidade superior, "a direita", à qual alguns partidos pertencem, sendo que essa entidade superior tem algum direito de suserania sobre esses partidos, que lhe pertencem, podendo em particular exigir-lhes que se juntem.

Ora, isto não é assim. Cada partido é independente dos restantes e tem o direito de se aliar com quem quiser. Nenhum partido da "direita" é obrigado a aliar-se aos restantes partidos da "direita", nem é proibido de se aliar a partidos da "esquerda".

O PSD, o CDS, a IL e o Chega, classifique-os o João Távora, ou não, como sendo "de direita", são independentes e têm o direito de se aliar entre si ou com quaisquer outros partidos, inclusivé com partidos que o João Távora classifica como "de esquerda".

Em resumo, as classificações do João Távora só existem na cabeça dele e só a ele dizem respeito. Os partidos "de direita" não são obrigados a orientar-se por elas.

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