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Para afugentar os bárbaros

por José Mendonça da Cruz, em 24.03.23

No livro de Coetzee, que o filme segue de perto até no título À Espera dos Bárbaros, o torcionário explica a sua ação: «Mentira... Pressão... Mais mentira... Mais pressão... Mais mentira ainda... Mais pressão ainda... E por fim a verdade»

Eis o caminho do socialismo: «Pobreza... Esmola... Mais pobreza... Mais esmola... Mais pobreza ainda... Mais esmola ainda... E por fim o socialismo».

Tudo para evitar os bárbaros e as suas políticas, como esses bárbaros da Irlanda  e da Europa abastada, e o seu persistente enriquecimento com causa.

Aqui, pobreza. Quando se ouvem uns ais, esmola. Mais ais... Mais esmola. Os media -- metade por paixão íntima, metade por que são pagos para isso -- festejam. O povo, contente com a trégua, precipita-se para as bancas a comprar morangos e uvas no Inverno. Ouviram o que disse o profeta da pobreza: «Habituem-se!» Nunca vamos sair disto.


16 comentários

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De Carlos Sousa a 24.03.2023 às 15:03

Realmente não sei porque é que não seguem o caminho do progresso como o dos bancos americanos por exemplo. Ou a maravilhosa gestão privada do grupo Impala, de certeza que já tínhamos saído da pobreza. 
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De Anónimo a 24.03.2023 às 22:28

De facto o Carlos Sousa está cada vez menos perspicaz e mais "básico".
Que raio de exemplo é esse dos bancos americanos e para que é que serve?


Já agora.
Sabe em que partido vota "a maravilhosa gestão privada do grupo Impala"?
Eu se fosse assim não me "esticava" muito por esses caminhos...
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De Anónimo a 25.03.2023 às 05:34

Se o referido grupo fez má gestão da empresa e meteu trafulhices pelo meio, não é preciso pensar muito para adivinhar em quem vota...
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De entulho a 24.03.2023 às 15:26

esta republiqueta sempre pronta a esmagar o sector privado que a sustenta
transformou o zé povinho num rebanho que caminha com o focinho no cu do da frente
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De Anonimo a 24.03.2023 às 15:56


"porque", não "por que"


Os bárbaros também não gastaram tudo em **as e vinho verde, ou melhor, em palacetes e rotundas. Ou auto-estradas que se pagavam a si próprias.



A culpa é da UE. Convenceram o pessoal de que não vivia na Albânia do Oeste. Agora querem paz, pão e habitação, mas ninguém percebe como e quem paga. Valem os neoliberais do centro e norte da Europa a sustentar o jardim. Verdade seja dita, dá-lhes jeito ir passar o Verão a um sítio assim arrumadinho e com o mínimo de condições.
Continuam a querer resolver problemas de décadas (ou seculares) com pacotes de medidas a Lagardere, com aplausos da media especializada em assuntos técnicos e tácticos.
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De IO a 24.03.2023 às 17:40

...e bom habiruarmo-nos a viver de QSMOLAS!!!!
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De Anónimo a 24.03.2023 às 21:12

Citas o jornal da escumalha da especulação dos supermercados?
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De Anónimo a 24.03.2023 às 22:30

Outro que foi redator de panfletos durante o PREC!
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De Anónimo a 24.03.2023 às 19:40

Perfeito! Que se pode dizer ou acrescentar mais?
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De O apartidário a 25.03.2023 às 11:11

Talvez isto. Há milhares de processos em risco de prescrever e um deles é uma das telenovelas mais acompanhadas do país: a Operação Marquês. Também esta semana o Presidente da República ouviu o coaxar do país e finalmente disse a que lhe sabia o melão.
https://24.sapo.pt/opiniao/artigos/o-sapo-e-o-escorpiao-as-prescricoes-de-socrates-e-o-coaxar-de-marcelo
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De O apartidário a 25.03.2023 às 08:15

E há quem diga que a médio prazo (ou mesmo já hoje em dia) a economia não será o pior dos males. Check https://planetadosprimatas.blogs.sapo.pt/causas-de-degeneracao-4329
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De Ricardo A a 26.03.2023 às 12:17

A economia é uma de várias vertentes puxadas por fios escondidos. As bases do globalismo no meu blog Novomundo111. 
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De Anónimo a 25.03.2023 às 08:37

Vejamos o DN de 13 de Abril de 2013:
«Numa entrevista ao jornal 'i', Mário Soares alerta o Presidente Cavaco Silva para os riscos de falta de reação à crise» 
O ex-presidente acusa Cavaco de não ter consciência da crise que se vive no país: "O Presidente Cavaco Silva devia lembrar-se da história do século XX. Por muito menos foi morto D. Carlos".


É tudo como o JMC descreve, embora tenha sido usado este "método" _e não foi para afastar _ mas para eliminar os "bárbaros e as suas políticas" como se lê: há uma insinuação velada dos riscos que um dos "bárbaros" corria e a frase contém uma sugestão muito ambígua ao lembrar o regicídio "por muito menos", fazendo um paralelismo arriscado com a realidade de então, pois poderia  ser interpretada popularmente como quase incitamento ou instigação à violência explícita!!! _ o que foi de uma enorme gravidade. O caso aconteceu em 2013 mas quase passou em claro, como um "fait divers" sem quaisquer repercussões  _ porque, em se tratando dos intocáveis e honorables socialistas, reina a impunidade e o silêncio.

(Por falar em apelos à traulitada: não houve um que queria fazer explodir o Padrão dos Descobrimentos? E outro que gostava de malhar na direita? E mais um que ameaçava "quem se mete com o PS leva"?)
 
O PS julga que pode passar uma esponja sobre os casos que os embaraçam e reescrever a história a seu bel-prazer porque acha que ninguém se lembra das "cousas passadas". Mas engana-se.


Permita-me que o aconselhe, se eventualmente ainda não o fez, a ler o texto de Miguel Pinheiro onde nos aviva a memória e aborda precisamente esta questão da "reescrita da história" feita pelo PS.


https://observador.pt/opiniao/o-ps-acha-que-ninguem-se-lembra/



JF
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De O apartidário a 25.03.2023 às 11:10

Mais. Há milhares de processos em risco de prescrever e um deles é uma das telenovelas mais acompanhadas do país: a Operação Marquês. Também esta semana o Presidente da República ouviu o coaxar do país e finalmente disse a que lhe sabia o melão.
https://24.sapo.pt/opiniao/artigos/o-sapo-e-o-escorpiao-as-prescricoes-de-socrates-e-o-coaxar-de-marcelo
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De Marques Aarão a 26.03.2023 às 07:23

Consolemo-nos, O PS conseguiu a metamorfose de chamar aos pobres que estavam a acabar, tratando-os agora como vulneráveis e carenciados em crescendo. 
O padrinho desta cruzada de fraudulentos malfeitores continua a ser a penosa e impostora figura de Marcelo.

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