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Pacheco Pereira terá lata ou soberba?

por Maria Teixeira Alves, em 21.01.17

Resultado de imagem para pacheco pereira

Acabo de ler este artigo no Público de José Pacheco Pereira, intitulado Uma comunicação social cada vez menos plural. Nele Pacheco Pereira critica para não variar os jornalistas, o que já é quase uma missão (os jornalistas e Pedro Passos Coelho são os seus alvos de eleição).

Está tudo muito certo porque o jornalismo é tão susceptível de ser criticado como qualquer outra profissão. Mas não é que Pacheco Pereira diz esta pérola: "o jornalismo de direita e da direita, que, em bom rigor, não é jornalismo, mas sim propaganda e manipulação, e constitui um sistema de “pensamento único” que empobrece o espaço público e o torna frágil".

Não se me acaba o espanto, então o jornalismo da direita não é bom jornalismo, devo deduzir daí que o jornalismo da esquerda é bom jornalismo?

Toda a gente sabe que os jornalistas são maioritariamente de esquerda, isso para Pacheco Pereira é bom jornalismo (de direita é que não) e ainda acusa na mesma frase de ser " um sistema de pensamento único". Ora eu não conheço maior pensamento único do que toda a gente ser de uma fação e olhar para a história e para os factos sob a mesma perspectiva. Se Pacheco Pereira é defensor da pluralidade devia ser o primeiro a querer que o jornalismo fosse composto por jornalistas de todas as ideologias.

Depois diz que o contrário desse "jornalismo da direita" não existe (pasme-se!): "o contrário não tem hoje jornais, nem estações de rádio e televisão". Caramba que miopia. E vai mais longe ao pôr no patamar noticioso "os modelos como os blogues e páginas de Facebook anónimas como os Truques da Imprensa Portuguesa ou a 'geringonça', na tradição da Câmara Corporativa", que diz serem "uma péssima resposta"... Os blogs de que Pacheco Pereira é também autor, são artigos de opinião, de ironia, de confissões, de sugestões, de desabafos. Não pretendem ser resposta aos jornais.

Por outro lado as páginas do Facebook como a Truques da Imprensa Portuguesa (que fiquei hoje a conhecer) não passam de uma versão do seu programa "Ponto Contraponto" na SIC Notícias, ou seja aponta os "truques da imprensa", que é o que o que autor deste artigo faz precisamente nesse programa, (que passa lá para a 1 hora da manhã).

Se Pacheco Pereira olhasse para a sua Quadratura do Círculo e visse a cada vez menor pluralidade de opinião, talvez percebesse que o pensamento único está hoje no mesmo lado. Na crítica ao Governo? Claro que não. É na oposição ao anterior Governo e ao líder do PSD.

Ai de quem diga o contrário sobre o PSD, ou ai de quem não seja anti-Trump, e ai de quem não veja no Marcelo Rebelo de Sousa o melhor presidente que a República portuguesa já teve. Ai de quem não alinhe pelo mainstream opiniativo de que Pacheco Pereira faz parte.

Os jornalistas são pessoas que são de esquerda ou de direita como todas as outras pessoas. Como profissionais são o mais isento possível nos seus artigos. Depois se têm blogs ou páginas nas redes sociais é um direito que lhes assiste. Os jornalistas têm toda a legitimidade de terem o seu espaço de opinião

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10 comentários

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De José Domingos a 22.01.2017 às 10:21

Em Portugal quem se assumir como jornalista de direita, nunca mais escreve ou diz nada. A censura dos comissários políticos das redações ou os patrões não perdoam. Ou se é de esquerda ou de esquerda, outra opção equivale a desemprego.
É assim a imprensa livre no nosso estado de direito, o deles.
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De Anónimo a 22.01.2017 às 11:20

Era uma vez um sujeito que tinha capacidade de análise independente, própria ...
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De Anónimo a 22.01.2017 às 14:28

Lamento mas o jornalismo por cá é mesmo mau. Não vale o dinheiro. Antes de ler um artigo, olhando para o autor, já sabemos o que está lá escrito. O pior dos jornalistas ė tentarem meter-nos poeira pelos olhos. Só que hoje há a NET. Citam a bloomberg e eu vou ler a bloomberg no original. Três quartos das notícias vêm da lusa. Por isso o jornal a Bola é o melhor diário. Como é que eu sei que um artigo separa a informaçáo da opinião? Ainda por cima metem-se nos blogues e nas redes sociais. Como é que eu separo o seu trabalho de jornalista do de blogger, exprimindo posições ideológicas? Quando o seu colega Nuno Aguiar do jornal de negócios escrevia no twitter que tinha abusado nas críticas ao PS, como é que eu vou acreditar no que ele diz como jornalista? 


A maioria deles são de esquerda talvez, mas comem e têm família e vão fazer o que o patrão lhes manda.


A desgraça dos jornalistas é a NET. Deixaram de poder voltar a informação, à esquerda e à direita. Perderam a capacidade de controlo sobre a mentira.


E os comentadores não contam
 São sempre os mesmos, uma espécie de companhia de bailado paga à peça a defender o seu nicho de.mercado.
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De JoPas a 22.01.2017 às 15:13

Este art. mostra que há muita gente que não deu pela entrada em cena há 4/5 anos para cá, do personagem Joseph Pacheco Goebels.
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De FGCosta a 22.01.2017 às 15:54


Caro Pacheco Pereira: se um dia for a Portugal poderá ver, ouvir, e ler órgãos de comunicação social como Antena 1, TSF, DN, JN, ou até alguns como Público (trata-se de um jornal) ou SIC (uma estação televisiva) que não desdenhariam tê-lo como comentador.
É uma experiência a tentar. Vai ver que nem tudo é como na Marmeleirândia. Até  pode ser que lá consiga finalmente um dia um cargo político relvante. Também por lá existe um bom SNS, que com certeza tem excelentes remédios para a azia e alucinações. Boa sorte!
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De Tiro ao Alvo a 22.01.2017 às 17:27

O Pacheco Pereira perdeu-se e já não tem os pés assentes na terra. Ele não sabe qual é o preço de um quilo de carne de boi ou de um litro de leite. Ele já não viaja no Metro, nem passa pelo mercado. E deixou de ir a romarias. Vive nas nuvens. É pena, mas acontece a muito boa gente...
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De A.Vieira a 22.01.2017 às 18:13

Mais um dos idiotas úteis ao serviço dos esfrangalhadores de Portugal !
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De jpt a 26.01.2017 às 02:46

isto mesmo
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De José Menezes a 26.01.2017 às 15:44

Soberba?
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De Rui Almeida a 23.06.2017 às 10:28

Tem razão a srª jornalista! Em Portugal, como aliás em quase todo o mundo, a imprensa e demais comunicação, em particular os grandes mass-media, não estão em poder das grandes multinacionais, os poderes políticos e demais poderes não interferem na informação e na comunicação social, os jornalistas na sua maioria não estão ao serviço dos governos, nem das grandes empresas, nem dos serviços secretos das grandes potências. Tudo vai bem neste reino da Dinamarca... as cortesãs aí estão para o atestar.

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