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Os poréns da liberdade de expressão

por João-Afonso Machado, em 23.05.24

Em minha opinião, os turcos não são exactamente um modelo de aplicação no trabalho. Nem, de resto, todo ou quase todo o mundo árabe, muito mais amigo da negociata do que de pegar na enxada ou na picareta. Com imensas vantagens, aliás, para os proficientes portugueses emigrantes.

Na opinião do planeta Mortágua e adjacências eu serei um xenófobo. Alguém a quem, à força se necessário, deverão ser amordaçadas as opiniões, escandalosas, inadmissíveis, colonialistas, etc, etc.

É claro, também, que não alinho nas travessuras de André Ventura, nem comungo do seu espírito provocador. De resto, nunca fui deputado por respeito a mim próprio e porque a arregimentação partidária gosta de livre-pensadores mas não tolera os pensadores livres...

Tudo isto a propósito do episódio "Aguiar-Branco". Bem, e espertamente, fez ele em devolver as responsabilidades censórias à Assembleia. A coisa foi abafada, os analistas dissertaram sobre os limites da liberdade de expressão centrados («focados») na pessoa da segunda figura do estado. Porque parece que dita liberdade de dizer o que se crê certo afinal tem limites, uma descoberta que remonta aos ditâmes de Salazar. Basta que ultrapasse as "linhas vermelhas" que os "salvadores da Pátria" (e sucessores de Salazar) nos querem impor.

Quando a questão é simples: o respeito pessoal inter pares, o tratamento lhano, é conditio sine qua non; a exposição de ideias, por mais estapafúrdias que se nos assemelhem, um elemento da essência da democracia. Ou talvez não, já não sei, como ontem alguém lembrou a deputada Isabel Moreira é pródiga em chamar "mentiroso" aos Governos de Direita e a Esquerda aplaude. Talvez a revolução prossiga, talvez Marx e Lenine hajam sido uns profetas, talvez a guerra esteja aí novamente.

 


18 comentários

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De balio a 23.05.2024 às 12:47


Em minha opinião, os turcos não são exactamente um modelo de aplicação no trabalho.



Tem alguma experiência de trabalho com turcos, para poder afirmar isso?


Nem, de resto, todo ou quase todo o mundo árabe


Que tem uma coisa a ver com a outra? Os turcos não são árabes (nem vice-versa). São dois povos muito diferentes e originários de partes distintas do mundo (os turcos provêem da Ásia Central).
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De João-Afonso Machado a 23.05.2024 às 15:04

Caro Balio, como é costume V. mistura as coisas
Eu distingui os turcos do mundo árabe.
V., no seu comentário, fez como se eu fundisse os dois.
É a tal coisa...
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De Anonimus a 24.05.2024 às 14:31


Balio, Balio, Balio...
O esteriótipo nada mais é que uma figura de estilo. Tal como a hipérbole. Quando um comboio descarrila em Portugal, logo se diz que isto só cá, como se nos países civilizados e desenvolvidos não acontecesse igual. Os turcos não são conhecidos pela sua eficiência. O oposto dos alemães. Isso quer dizer que na Alemanha não há obras que deslizam no tempo e custo?

Os esteriótipos ou preconceitos, como queira chamar, dizem mais sobre quem os emite do que sobre o alvo, pois são uma percepção exterior baseada numa imagem que é cultivada. Isto vale para os dois lados, nem certos países são as esterquereiras que nós pensamos deles, nem outros são os paraísos que deles fazemos (nem têm a qualificação total dos quadros, ou super eficácia nos serviços públicos, e muito menos um povão super culto e nada intolerante). Mas por isso devemos deixar de dizer que os franceses não tomam banho? Acho que não.
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De lucklucky a 23.05.2024 às 12:53

"Em minha opinião, os turcos não são exactamente um modelo de aplicação no trabalho."



Isso é resultado de má informação. Não é surpreendente com o jornalismo que temos. Aviso, quem só recebe informação do jornalismo português é um candidato a idiota.
A afirmação mostrou uma grande fraqueza do Ventura.
Se assim fosse os turcos não teriam uma forte industria naval e de defesa. 
É aliás extraordinário vindo de nós que destruímos a nossa industria naval por ideologia de esquerda do  jornalismo e assim contribuímos para a Turca ter menos concorrência. 


Só um exemplo do lixo que é o nosso jornalismo. Angola comprou 3 corvetas aos estaleiros dos Emiratos.. Isto registou na monocultura esquerdista do nosso jornalismo e da correspondente classe politica? claro que não. Contam-se pelos dedos das mãos os interesses dos nossos jornalistas.

"Abu Dhabi Ship Building (ADSB), a subsidiary of the United Arab Emirates' (UAE's) Edge Group, will build three 71 m corvettes and an unspecified number of smaller vessels for the Angolan Navy under a EUR1 billion (USD1.05 billion) deal announced at IDEX 2023 in Abu Dhabi."
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De balio a 23.05.2024 às 16:13


Angola comprou 3 corvetas aos estaleiros dos Emiratos..


Pois, ninguém notou nada.


Mas São Tomé fez um acordo militar com a Rússia, e caiu o Carmo e a Trindade.
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De Anonimus a 23.05.2024 às 13:34

Só falta ser cancelado por dizer que os alentejanos são preguiçosos...
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De EMS a 25.05.2024 às 18:16

E acho muito bem que seja cancelado por difamar um grupo de portugueses.
Esse estereotipo que se atribui aos alentejanos já cansa, meu caro.
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De Figueiredo a 23.05.2024 às 13:57

A Assembleia da República está sequestrada pelos liberais/maçonaria, tornou-se um espaço de mediocridade, incompetência, e parolismo, de uma ponta a outra do seu espectro político, passando igualmente pela Mesa.


Os partidos políticos que se encontram na Assembleia da República e o Governo não têm nenhum projecto para o País, não são capazes de dizer como é que vão dar trabalho aos Portugueses, fingem-se combater uns aos outros mas estão alinhados com o sistema político-constitucional ainda vigente.


É a prova de que o Parlamentarismo não funciona e prejudica Portugal e os Portugueses.


Que o sobressalto cívico levado a cabo pelo Presidente Rui Rio seja capaz de gerar em torno do mesmo uma frente Patriota-Republicana, que leve à sua candidatura às próximas Eleições Presidenciais de 2026 com objectivo de se instaurar o Presidencialismo e a Regionalização em Portugal assim como realização das reformas que o País precisa, conforme apresentado no Projecto de Nação redigido pelo Sr.º Dr.º Alberto João Jardim, intitulado A Tomada da Bastilha (https://www.aofa.pt/rimp/PR_Alberto_Joao_Jardim_Documentacao.pdf).
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De João-Afonso Machado a 23.05.2024 às 15:07

Se Rio levar adiante essa ideia, serei capaz de aderir.
Na base de «para cá do Douro, o País não é mouro».
Leve em conta, sff, o meu exagero.
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De Figueiredo a 23.05.2024 às 17:11

Portugal e as Regiões que constituem o País, os naturais das Cidades, Vilas, e Aldeias, não são representados nem os seus interesses feitos valer no regime Parlamentar - que não funciona - com o Estado e a República capturados e enfraquecidos pelo Centralismo e interesses obscuros, o que é típico dos regimes liberais/maçónicos.
É preciso fazer as Reformas que o País precisa sendo a da Justiça a primeira, seguida pelas do Trabalho e Economia, uma nova Constituição tem de ser redigida e legitimada por sufrágio pelos Portugueses onde o Presidencialismo e a Regionalização, por essa via, sejam implementados.
A Lei Eleitoral também precisa de ser alterada e uma das alterações é permitir somente o Voto dos Portugueses Étnicos ou de Raça/Sangue (como se quiser chamar) e os seus Descendentes nas Eleições Presidenciais, Legislativas, Autárquicas, e Referendos, sem esquecer que nas Autárquicas também é preciso alterar a Lei para permitir somente que os naturais das Cidades, Vilas, e Aldeias, tenham direito a Voto, caso contrário, temos por exemplo Lisboetas a cometer ingerência nos assuntos internos da Cidade do Porto e dos Portuenses.
Se uma frente Patriota-Republicana for criada como referi em torno do Presidente Rui Rio e o próprio aceitar dirigi-la com base no Projecto de Nação redigido pelo Sr.º Dr.º Alberto João Jardim, seria bom para Portugal e para os Portugueses, uma esperança, ainda para mais com esta grave crise política que o País atravessa provocada pelo Sr.º Presidente da República, Marcelo Sousa, e a Sr.ª Procuradora-Geral da República, Lucília Gago. 
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De João-Afonso Machado a 23.05.2024 às 17:44

Deve ter - tem - imensa razão, mas eu já só dou opiniões. Essas opiniões são minhas, só minhas, mas ainda assim as dou. Sistema presidencialista é que nunca. Já imaginou um presidente a mandar em tudo? Em Portugal? faça favor, siga o caminho da Monarquia com a inteligência que preside aos mais afortunados e pacíficos paises europeus.
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De Figueiredo a 24.05.2024 às 10:12

O Presidencialismo é a forma de Governo da República, o Presidente não manda, Governa, mandatado pelo Povo, ao contrário do Parlamentarismo que para além de não funcionar manda nisto tudo através de uma minoria representada por partidos ao serviço de interesses obscuros, contra o Interesse Nacional e os Portugueses.
Escreveu sobre "Monarquia", «...que preside aos mais afortunados e pacíficos paises europeus...», bem, nesses Países não existe Monarquia mas sim regimes liberais/maçónicos dominados e liderados por um tirano(a) e as suas famílias, e não são um paraíso como refere.
A verdadeira Monarquia já não existe, era a Monarquia da luminosa Idade-Média.
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De Andre A. a 24.05.2024 às 07:57

Pelo seu texto, o português (generalização difícil) é bom trabalhador, mas não gastamos tudo em mulheres e vinho, como dizia um certo ministro holandês?
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De Anonimus a 24.05.2024 às 09:19


Ponto 1, o Asterix é racista e devia ser cancelado.


Posto isto


Estou consciente de que aquela trupe de 50 é composta maioritariamente por grunhos (comportam-se como tal, e fazem-no de propósito), cuja táctica é berrar, insultar e criar confusão. Mais um import de outros sítios, em que o debate político se transformou numa feira, e não (só) de vaidades
Mas não deixa de ser irónico, e perceber ironia é complicado por várias razões, que tudo se abespinhe com o comportamento da bancada da "extrema direita", mas quando as bancadas de PS/CDU/BE abafavam outros com apupos, risotas ou palavreado vário, ninguém via nisso um atentado à liberdade de expressão e um insulto aos trabalhos parlamentares. Como ninguém se insurgia com as piadolas que o PM Costa endereçava aos adversários, sendo que algumas delas (especialmente as que dirigia à Catarina do Bloco) roçavam aquilo que agora se chama de ... fobia.
Divirtam-se, que poucos esperam que aquela malta faça qualquer coisa de útil, pelo menos assim ainda vão fazendo rir.
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De O apartidário a 24.05.2024 às 09:31

Os alegados limites da liberdade de expressão dos deputados
A extrema-esquerda e seus acólitos querem aproveitar a ocasião para instituir um mecanismo sancionatório oficioso cujo objectivo é limitar a expressão das opiniões da outra banda.

24 mai. 2024, 00:12

https://observador.pt/opiniao/os-alegados-limites-da-liberdade-de-expressao-dos-deputados/
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De vasco Silveira a 29.05.2024 às 19:24

Caro João
Não arrisques meter por terras alheias como se de lá viesses: O turcos não apreciam especialmente essa associação ( tal como os persas ), porque o não são. E acham , julgo com razão que a sua civilização ultrapassa em muito a dos homens do deserto. Mas  valem-se Meca , e foram generalizados (erradamente) ao turcos, persas, berberes, e qualquer dia até aos paquistaneses, e Javaneses .... Meca Dixit. Tal como as dezenas de lugares santos muçulmanos que os nossos cultivados homens da informação apontam. Nunca o disseram de    Jerusalém! Roma!
Pois eu, cristão de Portugal, nunca fui  ... palestino!


Um abraço João
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De João-Afonso Machado a 29.05.2024 às 21:38

Caro Vasco:
Eu nada arrisco nem entro em domínios desconhecidos.
Referi turcos e árabes porque os une a religião. E une-os também (já agora) o tribalismo e o barbarismo étnico-religioso.
Do resto não quero saber e ressalvo (já agora) Marrocos e a Jordânia. Enfim, monarquias modernas no meio daquela cafrealidade.
Grande abraço
João-Afonso
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De vasco Silveira a 29.05.2024 às 19:30

ups!
Já cá não estou quem falou, mal!
Abraço João e desculpa

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