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Cristiano Ronaldo custou à Juventus um pouco menos de 120 milhões de euros.
Antes de jogar, antes mesmo de ser apresentado como jogador do clube, antes de um mês sobre a contratação, a camisola com o seu nome e número já vendeu mais de 500 000 exemplares. Sendo que o preço varia, conforme os «atavios», entre 84 e 94 euros, CR7 já garantiu à Juventus um retorno de entre 42 e 49 milhões de euros, quase metade do custo, e a Juventus continua a garantir a Ronaldo a recompensa dos seus raros e enormes talento e esforço.
Agora, o que aconteceria se alastrassem a Itália e ao futebol as idiossincracias que os portugueses tanto apreciam na geringonça:
- sendo os mercados uma coisa horrível, nem a Juventus, nem Jorge Mendes, nem Cristiano Ronaldo teriam liberdade para gerir os seus negócios; o preço dos jogadores estaria tabelado, segundo algum múltiplo do salário médio português (aproximadamente o salário mínimo);
- as camisolas também estariam tabeladas, talvez por 1 ou 2 euros mais do que os 10 euros do produto normal, justificados pelo suplemento de personalização;
- não existiriam nem Juventus, nem Real, nem Mendes, nem Ronaldo, porque ambição e investimento exigem incentivo e retorno;
- todos os clubes de futebol seriam modestos e provinciais, e a sua audiência local e limitada;
-e ninguém desejaria ser profissional de futebol ou socialista.
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