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Os erros do grande revolucionário

por henrique pereira dos santos, em 27.11.16

Tenho a impressão de que há alguma mudança na discussão pública e na forma como o rolo compressor da predominância cultural e mediática da esquerda parece estar com alguns problemas na engrenagem.

Parece-me, embora possa ser só eu a ver o que gostaria de ver, que na morte de Fidel Castro deixou de haver uma dominância avalassadora dos panegíricos temperados com alguns "mas" (veja-se Catarina Martins a falar dos erros do grande revolucionário, como ilustração) para haver debate sobre a ilegitimidade das ditaduras, independentemente dos seus resultados serem positivos ou negativos.

Ao contrário do que eu estaria à espera (e que foi ensaiado inicialmente pelos jornais até se sentir que o vento tinha mudado e que elogios a Fidel Castro não passariam facilmente sem crítica) rapidamente o discurso da liberdade empurrou o discurso romântico sobre Fidel para um tom defensivo (mais uma vez, Catarina Martins sentindo necessidade de dizer que o BE sempre esteve contra os erros do regime cubano).

Sobrou apenas o PCP (e afins) para fazer o discurso que seria dominante há vinte anos, nestas circunstâncias.

Pode ser que venha por aí um tempo novo em que, para a generalidade das pessoas, ditaduras são ditaduras e ditadores são ditadores.


2 comentários

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De João. a 28.11.2016 às 05:39

"Pode ser que venha por aí um tempo novo em que, para a generalidade das pessoas, ditaduras são ditaduras e ditadores são ditadores."



Já não há estudo histórico, já não há investigação de fenómenos políticos, há estas pérolas. Que fique então para os anais da história que Fidel Castro foi um ditador, ponto final. Fidel é um ditador, Afonso Henriques um Rei, Donald Trump um presidente e assim vai o futuro da ciência histórica e política à moda da direita... 
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De henrique pereira dos santos a 28.11.2016 às 08:23

Podem analisar-se as ditaduras, estudar os fenómenos sociais e políticos associados e etc., o que não faz sentido é pretender que Trump não é (na verdade, neste caso, ainda não é) um presidente e que Afonso Henriques não era um rei, omitindo isso na descrição sucinta do seu papel histórico.

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