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Há um grupo muito activo nas eleições presidenciais que tem uma característica muito divertida: estão órfãos de candidato.
Grande parte da aristocracia do PS e arredores, fortemente presente na comunicação social, na academia e em todo o lado que influencia o debate público não conseguiu arranjar um candidato a presidente da república disposto a sofrer uma humilhação eleitoral desagradável.
Em consequência há um cenário de que este grupo tem bastante medo.
O risco maior não é um candidato de direita ganhar a presidência, todos sabemos que isso não afecta grandemente este grupo e até lhe pode ser útil por lhe permitir responsabilizar terceiros pelos problemas do país.
O risco maior é António José Seguro ganhar as eleições, reduzindo a influência desse grupo no campo político de que se acha dono.
Os pequenos partidos da pequena esquerda têm cada um o seu pequeno candidato, mas daí não vem mal ao mundo, limitam-se a uma actividade burocrática de fixação do eleitorado e aproveitamento das oportunidades de propaganda dos seus pontos de vista, na verdade, não contam para nada.
Na direita, temos Ventura entalado entre a falta de comparência do Chega e o risco de uma votação claramente abaixo dos 20%, mas não lhe restou outra alternativa, depois da derrota clara nas autárquicas, que não fosse tentar estancar a ideia de que o Chega não chega para as encomendas.
Temos Cotrim, como de costume, a tratar da sua vidinha, tentando demonstrar que, seja qual for a circunstância política nas próximas europeias, ele é indiscutivelmente o cabeça de lista.
Temos Marques Mendes.
Para estes órfãos de candidato de que estou a falar, sobra uma estratégia destrutiva: o fundamental é impedir que António José Seguro ganhe as eleições.
Como por razões partidárias estão "impedidos" de apoiar outras candidaturas estritamente partidárias, não dizem em quem votam, para não se comprometer, ao mesmo tempo que deixam a ideia de que António José Seguro não é um voto seguro ou apoiam Gouveia e Melo (com o resultado prático de diminuírem também a candidatura de Gouveia e Melo, que naturalmente perde votos de cada vez que um Manuel Pizarro, um Francisco George, e outros do mesmo grupo, o apoiam).
O tempo dirá qual o efeito destas manobras, mas o facto de elas existirem, em consequência dessa orgulhosa esquerda não ser capaz de gerar uma candidatura que, ao menos, perdesse com honra, diz bem do estado comatoso e da representatividade desse grupo que, há anos, tem uma representatividade na comunicação social, na academia, no espaço público, claramente desfasada da sua pequena representatividade na sociedade.
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