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Oliveira da Figueira

por henrique pereira dos santos, em 08.09.22

Senhor Primeiro Ministro, a inflação vai ter um impacto brutal nas contas públicas, primeiro positivo, por aumento do IVA e dos impostos sobre o trabalho, desde que, por exemplo, não se mexa nos escalões do IRS, mas depois muito negativo por via dos mecanismos automáticos do cálculo das pensões.

Senhor Ministro, quer isso dizer que temos folga agora e temos um problema no futuro que afecta um dos nossos principais grupos de votantes?

Exactamente, Senhor Primeiro Ministro.

Senhor Ministro, vamos então fazer o seguinte: damos agora uma parte da folga que temos este ano senhor .

Tem de ser em coisas com impacto, por exemplo, não podemos fazer um desconto no IRS, que é uma coisa que se vê mais tarde, as pessoas percebem mal e, além disso, não é sentido por metade dos portugueses que não pagam IRS.

Senhor Primeiro Ministro, isso é fácil, é dar uma bolada de uma só vez, em cheques com a sua assinatura.

Bem visto senhor Ministro, fazemos então isso, e dizemos que é para compensar a perda de poder de compra em 2022.

Senhor Primeiro Ministro, parece-me bem para os que estão no activo.

E até nos ajuda na negociação dos aumentos salariais da função pública, em 2023. Vamos dizer que não é preciso compensar a perda de compra de 2022, e portanto discutir a inflação de 2022 na negociação dos aumentos, porque isso foi resolvido com a tal bolada que vamos dar agora, em Outubro, e partimos da discussão da inflação de 2023, que como é uma previsão, podemos sempre prever com um bocadinho de jeito.

O problema, Senhor Primeiro Ministro, é que isso não nos resolve o problema dos pensionistas e vai ser muito difícil discutir aumentos de 3 a 4% nos ordenados quando as pensões vão ter um aumento de 7 a 8%.

Resolve-se já, senhor Ministro, damos já em Outubro metade do que teríamos de dar em 2023, até porque temos folga, podemos até argumentar que estamos a beneficiar as pessoas porque antecipar pagamentos em tempos de inflação é benéfico para quem recebe.

E como já demos em Outubro, podemos alinhar o aumento das pensões para as percentagens que estamos a pensar dar de aumento de ordenado dos activos.

Senhor Primeiro Ministro, mas isso significa que não estamos a compensar os pensionistas pela inflação de 2022!

Tanto tempo a trabalhar comigo e não aprende, senhor Ministro? As pessoas vão receber agora dinheiro vivo, vão receber um aumento numa percentagem que é maior que o que tem sido nos últimos anos, e você acha que se vão pôr a pensar no facto de não estarem a ser compensados pela inflação de 2022, ao contrário do que acontece aos que estão no activo?

Bem visto, senhor Primeiro Ministro, mas isso significa que os pensionistas vão ficar prejudicados em 2024 e anos seguintes, visto que baixámos a base de cálculo.

Dizemos que essas previsões têm a credibilidade da previsão do Diabo que vinha aí e, sobretudo, fica toda a gente a discutir o eventual prejuízo de 2024 e anos seguintes - e nós dizemos que os portugueses nos conhecem e sabem que nunca faríamos cortes nas pensões como o Passos - e já ninguém vai discutir o facto das pensões terem perdido 7% do poder de compra em 2022, sem que haja um cêntimo de compensação, ao contrário do que estamos a fazer aos do activo.

Até porque como vamos pagar uma coisa extraordinária a todos, em Outubro, ficam convencidos de que estamos a tratar todos de forma mais ou menos igual.

Senhor Primeiro Ministro, acho que isso não vai passar assim tão facilmente, toda a gente vai rapidamente perceber a moscambilha.

Óptimo, vão todos estar a chamar-me trapaceiro e a discutir as perdas dos pensionistas em 2024, sem que haja um único que perca tempo a fazer notar que os pensionistas foram ludibriados já em 2022, ao ficarem de fora do pacote de resposta à inflação.



44 comentários

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De entulho a 08.09.2022 às 09:43

nunca esperei nada do 'pou coxinho'


'não estou aqui para enganar ninguém!'
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De Anonimo a 08.09.2022 às 09:46


Passos tira, Costa devolve e dá.


(voei na TAP este Verão... benditos impostos. Serviço de excelência. Para a próxima serão mais meia dúzia de patacos, mas provavelmente será naquela coisa germânica)
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De balio a 08.09.2022 às 09:49


É impossível fazer parar a inflação aumentando todos os salários e pensões ao nível da inflação do ano anterior.


Nem isso será possível em anos em que o Banco Central Europeu já não estará a fabricar moeda como esteve até recentemente.


A inflação disparou em boa parte porque o Banco Central Europeu esteve todo o período da covid a fabricar moeda nova. Mas agora vai deixar de estar, pelo que, inevitavelmente, os Estados vão ter que voltar a ter contas equilibradas. E isso, inevitavelmente, implicará dar aumentos inferiores à taxa de inflação.


Nem se justifica, de forma nenhuma, que os reformados tenham todos os anos as suas reformas aumentadas em valor igual à taxa de inflação. Os reformados têm que ter as suas reformas indexadas àquilo que a Segurança Social consegue coletar dos trabalhadors no ativo, e não indexadas à inflação.
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De Carlos Sousa a 08.09.2022 às 10:26

É tão bom dizer mal só por dizer, criticar sem nexo só para mostrar que é do contra, fazer e mostrar obra feita é que é mais difícil. 
Quando é que houve em Portugal aumentos iguais à inflação?
Sejamos sérios, há quantos anos é que houve um aumento nas pensões de 8%? E nessa altura havia alguma guerra pelo meio?
A demagogia é terrível...
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De balio a 08.09.2022 às 11:07

Exatamente. Completamente de acordo.
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De henrique pereira dos santos a 08.09.2022 às 14:49

Tem toda a razão, quase se consegue chegar ao ponto daquele partido que deixou o país sem dinheiro, negociou com os credores uma forma de conseguir que lhe emprestassem dinheiro para o básico e depois passaram o tempo a dizer mal do outro governo que apenas aplicou o que tinham negociado.
No caso deste post, não percebi de que é que eu disse mal.
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De Carlos Sousa a 08.09.2022 às 16:55

Pois mas o problema é que não aplicou o que tinham negociado. A sede de ir ao pote era tão grande que aplicou a austeridade em dobro, até os desgraçados dos reformados levaram um corte nas reformas.
Foi de tal maneira o saque que enquanto houver memória bem podem barafustar mas tão cedo não tocam na bola.
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De henrique pereira dos santos a 09.09.2022 às 09:07

Peço desculpa de o dizer de esta maneira, mas não me parece que haja outra: o que está a dizer é uma mentira.
O que foi aplicado pelo governo de Passos Coelho foi o memorando negociado e assinado por Sócrates, isso é facilmente comprável e está absolutamente documentado, de maneira que se continua a repetir mentiras sobre o assunto, é mesmo porque quer mentir, não há outra maneira de dizer isto.
Não admira que, por isso, se sinta tão confortável com a maneira como António Costa tentou vender o seu pacote de austeridade (que é disso que se trata e que lamento não ter sido aplicado mais cedo e em melhor conjuntura, porque neste momento estaríamos em melhores condições para responder às nuvens negras que se acumulam no horizonte).
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De Carlos Sousa a 09.09.2022 às 10:24

O que eu disse é uma mentira?
E quem disse que não tirava o 13°mês, falou verdade?
E quem disse que não mexia nas reformas, falou verdade?
E quem disse que ia restituir o imposto especial por conta, falou verdade?
Se estamos a falar em termos de aldrabões, parece que houve alguém que começou primeiro, não, o que é que acha?
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De henrique pereira dos santos a 09.09.2022 às 11:03

Não só é mentira o que tinha dito, como é mentira o que diz agora.

Quando Passos Coelho disse em 1 de Abril que era um disparate a ideia de que ele ia acabar com os subsídios de férias e 13º mês (vá o video da altura para ter a certeza de que é isto que ele diz) não está a mentir, porque nesse dia, 1 de Abril, ele não sabe que meses depois as finanças estão de tal maneira depauperadas que para cumprir o acordado entre o governo de Sócrates e os credores, ele vai ter de cortar no 13º mês dos funcionários públicos e pensionistas.

Ou seja, foi imprudente na afirmação de 1 de Abril, mas não mentiu. De resto, ele não acabou com o 13º mês, que era a acusação que lhe era feita em Março de 2011 e a que ele responde a 1 de Abril, limitou-se a não o pagar um ano, porque não havia dinheiro.
Não sei a que se refere quando diz que Passos Coelho disse que não mexia nas reformas, mas duvido que tivesse dito isso porque havia compromissos nesse sentido no memorando negociado e assinado por Sócrates, portanto suspeito que se trata de outra grossa mentira.
Não percebo o que quer dizer com restituir o imposto especial por conta, mas logo que houve condições financeiras, boa parte das medidas que foram negociadas por Sócrates começaram a ser retiradas, como forçosamente sabe.
Sim, estamos de acordo que Sócrates começou a aldrabar muito antes, bem como as pessoas à sua volta, como o seu número dois, tendo continuado depois a mentir despudoradamente sobre quem assumiu os compromissos que Passos Coelho esteve obrigado a cumprir, mas o post não é sobre isso, mas sobre a racionalidade política de apresentar um programa de austeridade disfarçado de pacote de resposta à inflação.
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De Carlos Sousa a 09.09.2022 às 11:24

Eu logo vi que era mentira do 1de Abril, é pena é a net não distinguir porque se procurar vai encontrar os cortes que estavam previstos naquela altura tanto para o SNS como para a segurança social. 
Fico admirado por você defender tanto o programa de austeridade quando o próprio Gaspar o considerou um fiasco e que lhe estava a estragar a reputação (?).
Mas diga lá, quando e em que governo é que houve um aumento de 8% nas pensões?
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De henrique pereira dos santos a 09.09.2022 às 12:23

Diz umas coisas para o ar, mas não concretiza nada.
Diga de que cortes está a falar?
Aqueles que estão implícitos no memorando de entendimento com a troica, que estabelecia indicadores muito concretos, verificados a cada três meses?
E, já agora, pode dizer-me qual é a citação de Vítor Gaspar em que diz que o programa foi um fiasco?
Vítor Gaspar defendeu outra abordagem, com certeza, mas não contou com um tribunal constitucional a chumbar medidas que já tinha aprovado anteriormente.
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De Carlos Sousa a 09.09.2022 às 12:47

Não me diga que tenho de lhe pôr os "links", se  "googlar" e puser lá cortes de 600 e 300 milhões no SNS e na segurança social no tempo do Passos, de certeza que lhe vai aparecer.
Aonde o Gaspar diz que o programa foi um fiasco foi na carta de demissão, penso que foi público, não?
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De henrique pereira dos santos a 09.09.2022 às 14:45

A carta de vítor gaspar está aqui:
Carta de Demissão do Ministro das Finanças Vitor Gaspar (ciberforma.pt)

Como pode verificar por si, é uma absoluta mentira que ele tenha dito que o programa de ajustamento foi um fiasco.
É mentira.
Simples
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De Carlos Sousa a 09.09.2022 às 18:04

" A repetição destes desvios minou a minha credibilidade enquanto ministro das finanças ".
Pois realmente, quando um ministro das finanças não prevê determinados desvios não há dúvida que o programa é um êxito. 
Foi um êxito tão grande que o prémio foi um lugarzinho no FMI. Tudo a bem de Portugal, claro.
Ó Henrique por favor...
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De henrique pereira dos santos a 09.09.2022 às 23:23

Como se vê pela sua citação, é absolutamente mentira que ele tenha dito que o programa tenha sido um fiasco.
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De Carlos Sousa a 09.09.2022 às 23:39

Pois, se calhar foi por ter sido um êxito que ele decidiu ir embora para não minar mais a sua credibilidade.
Ó Henrique sempre pensei que você conseguisse compreender um texto escrito, mas pelos vistos você só lê. 
Mas ainda não me respondeu à pergunta que lhe fiz. Quando e em que governo é que as pensões tiveram um aumento de 8%?
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De henrique pereira dos santos a 10.09.2022 às 17:10

Veja se percebe: eu não estou a discutir as suas opiniões sobre isto ou aquilo, mas sim coisas factuais.
Disse que Vítor Gaspar tinha dito que o programa de ajustamento tinha sido um fiasco.
Isso é mentira, como demonstrei e o senhor demonstra ao escolher citar a carta em que diz que está essa afirmação que, na sua interpretação, quer dizer o que diz que Vítor Gaspar disse.
O simples facto de ter de se socorrer desse subterfúgio que é explicar o que quer dizer o que Vítor Gaspar disse é a demonstração de que ele não o disse, portanto o senhor está a mentar (como, aliás, no resto das suas afirmações).
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De Carlos Sousa a 10.09.2022 às 18:22

Tem razão, o Gaspar não disse nada, ele saiu para deixar o êxito do programa à Maria Luís. 
Tenho pena é que a sua luta pela verdade não abranja a demagogia barata de um aumento de 8% nas pensões. 
Não é preciso ser economista para entender o problema, só é preciso é que a cegueira ideológica não nos tolde a razão.
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De henrique pereira dos santos a 10.09.2022 às 21:05

Gaspar disse o que disse, não disse foi o que o senhor disse que ele disse, como o senhor demonstrou.
Em vez de ter a honestidade de reconhecer isso, anda aqui em jogos florais.
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De Carlos Sousa a 11.09.2022 às 10:06

Pois é, então e quando o Coelho garantiu à criancinha que não ia tirar o 13° mês ao pai, também são jogos florais?
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De henrique pereira dos santos a 11.09.2022 às 10:47

Como já lhe respondi antes, o que Passos Coelho respondeu à criancinha foi que não ia acabar com os subsídios, como de facto não acabou.
Acresce que o fez em 1 de Abril, quando não sabia o suficiente sobre o Estado das finanças públicas e sobre o que o memorando de entendimento recentemente negociado e assinado por Sócrates implicava.
Nem podia saber como o efeito de retracção da economia ia ter efeitos surpreendentemente diferentes na colecta de impostos.
E como já lhe expliquei isso tudo e além de reconhecer que está a mentir, continua nesse registo, sim, são jogos florais e desonestidade.
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De Carlos Sousa a 11.09.2022 às 12:27

Pela sua argumentação já vi que não faz parte da classe média, aquela que foi quase arrasada no tempo do Passos Coelho. Nem era pensionista, porque se tivesse sentido na pele a injustiça da distribuição de sacrifícios, não falava assim, de certeza.
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De Anónimo a 09.09.2022 às 18:52




Há muito tempo que deixei de perder tempo com este Sr. Carlos Sousa que já nos enche a cabeça com mentiras e falácias variadas aí noutro blogue há muitos anos e aproveita todo e qualquer pretexto, mesmo que completamente deslocado, para atacar o governo anterior.
Eu sempre votei PS mas não aguento gente "doente".
Tudo o que seja atacar Passos Coelho o homem vai por aí fora e não hesita em asneirar a tempo inteiro, há ali muito "parafuso" por apertar...
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De Anonimo a 09.09.2022 às 09:19

Se houvesse "memória", o PS não metia as patas no Governo nas próximas décadas. Felizmente a memória só alcança o Coelho, e daí salta para o Cavaco. Felizmente para Portugal.
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De Anónimo a 09.09.2022 às 09:40

HPS, esta malta tem 3 coisas no adn: 1- dizer "inverdades" (em português vernáculo, mentir, mentir, mentir) 2-  aquele velho truque de atacar antes que os ataquem, num constante passa-culpas (o seu post dá inúmeros exemplos) 3-  e essa coisa de malhar em quem se lhes opõe ou lhes põe a descoberto as manobras e as tramoias.


 Mas as tramoias acabam quase sempre por se desmontar facilmente, por quem se dá ao trabalho, tanto mais que, desde sempre, "o diabo veste uma capa que dum lado tapa e do outro destapa". 
 (v.g. o mais recente caso (mais um!) do min. Medina e da sua ex-assessora na Câmara, que nomeou para alto cargo, depois de mandar anular o concurso em que tinha sido "eliminada" numa avaliação da cresap).


 A táctica do embuste e da trapaça parece estar-lhes no sangue, como alguém disse e a realidade o confirma nos sucessivos «casos» que têm surgido quase em catadupa. E ainda a procissão vai no adro...


Contudo, no meio desta Floresta de Enganos, parece-me que há sinais de que as pessoas já começam a topar todas as endrominas e "frioleiras" desta governação, porque é disso que se trata quando chamam a "alguém", de habilidoso. Na verdade, esse mito que a propaganda criou, do "ser hábil" , adveio de uma mera imprecisão vocabular e de uma ambiguidade no sentido, o que gerou esse enorme equívoco: é que, de facto, o "ser hábil", no caso em apreço, tem a carga negativa da esperteza, porque envolve uma enorme "astúcia" e "manha" e estas duas "qualidades"(!) não são um mero detalhe porque, se executadas com perfeição, i.e., com "habilidade", ocultam a mais acabada inabilidade e incompetência dum governo sem norte que se está a tornar uma autêntica falperra.  


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De Anónimo a 09.09.2022 às 06:04

.mostrar obra feita é que é mais difícil ".
Em contrapartida aqui está um homem, o sr. Carlos S. ("S" de Sousa e de Satisfeito) da vida, rodeado de tanta "obra feita"! Difícil - difícil é destrinçá-la no meio de tanta opacidade, nebulosidade _ ou falta de lisura e de transparência, diria eu... embora haja uma palavra mais apropriada para isto (e que não é "gamanço" nem "golpada" nem o moderado termo "moscambilha" usado pelo HPS). 


 Não, não se estão a ver bem esses "moinhos" que o sr. vê...Faça o favor de nos dar uma ajuda, esmiuçe, por favor, e troque lá isso por miúdos! 
Mas poupe-nos, caro sr., não engrosse mais as fileiras daqueles que, para obedecerem â voz do dono, se desenvencilharam da realidade, aboliram a palavra "austeridade" e embrulharam-nas, a ambas, no manto diáfano da propaganda (descarada) e da mais "terríivel demagogia" _ para usar a sua expressão.
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De Anónimo a 09.09.2022 às 10:00

A palavra "austeridade" está proibida / censurada putinescamente. É hoje impronunciável. Chamaram-lhe "cativações", com voz melosa. Tão naïf que são os portugueses.
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De Anonimo a 09.09.2022 às 11:00


Austeridade e orçamentos rectificativos é coisa de Direita. Um governo progressista cativa.
Tal como no tempo do outro havia "emigração forçada", agora é a busca de novas oportunidades na sociedade global.
Cabazes para todos!
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De Carlos Sousa a 09.09.2022 às 10:37

Quando não havia austeridade; tiraram-me o 13°mês, meteram-me um imposto extraordinário, cortaram no SNS de tal maneira que nem havia dinheiro para comprar linha para fazer operações, e já estava previsto um corte de 600 milhões na segurança social.
Agora que há austeridade; já me restituiram o que me roubaram, o SNS foi reforçado e felizmente não houve nenhum corte na segurança social. 
E já que estamos a esmiuçar, diga lá quando e em que governo é que houve um aumento de 8% nas pensões?
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De Anonimo a 09.09.2022 às 10:58


Não havia linha para fazer operações, agora no pós-austeridade há centros de saúde sem gaze. Nem indo ao pormenor que, se os funcionários quiserem ir ca*ar, o melhor é trazerem papel de casa.

Mas percebo o fascínio pelo PS, o Governo de Direita roubou exclusivamente o Carlos Sousa, já o de Esquerda às vezes quando dá jeito abrange mais gente no esbulho.
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De henrique pereira dos santos a 09.09.2022 às 11:09

Obrigado pela demonstração clara do seu amor pela mentira: alguém negou que houvesse austeridade no tempo de Passos Coelho?
Com certeza há austeridade quando o dinheiro se acaba (começaram por lhe chamar PEC I, depois PEC II, depois PEC III, e, depois, pegaram numa coisa chamada PEC IV, transformaram-na num memorando de entendimento com os credores (sem as espertezas saloias, que os credores não estavam disponíveis para brincadeiras) e durante uns anos foi necessário executar esse compromisso de austeridade.
O que diz sobre os cortes do SNS é outra mentira facilmente comprovável (basta ir à PORDATA ver a despesa anual com o SNS) e o corte dos 600 milhões na segurança social é o que Costa está agora a tentar fazer, chamando-lhe programa de apoio às famílias (que, no caso dos pensionistas, corresponde a não compensar os 7% de inflação deste ano e alterar a base de cálculo do aumento de pensões para o futuro), com a diferença de que agora já não são 600 milhões, mas bastante mais.
Se alguém lhe roubou alguma coisa, vá à polícia, mas com a demora do julgamento do único que comprovadamente roubou, não espera resultados imediatos.
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De Hugo a 10.09.2022 às 12:18

É o típico pegar pela rama, sem sustentação. Mandar umas coisas para o ar que são mais ou menos. Só que de vez em quando há quem tenha dois dedos de testa e demonstre a mediocridade do pensamento desta gente. É óbvio que este comentador apoia este governo. Pelos vistos têm o mesmo modo de pensar. Felizmente ainda não chegou ao ponto de agir, portanto ainda não tem o poder de ser mais um a estragar.
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De henrique pereira dos santos a 10.09.2022 às 17:43

O meu mail é as1075017@sapo.pt
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De Anónimo a 09.09.2022 às 12:07

---  "meteram-me um imposto extraordinário"

"Extraordinário" significa que era temporário, repito  t-e-m-p-o-r-á-r-i-o,  e não definitivo portanto era reversível.
---"Tiraram-me o 13º mês" é uma  m-e-n-t-i-r-a  que repetiram até à exaustão, seguindo aquela fórmula: uma mentira repetida muitas vezes torna-se verdade Ficou intacto o 13º mês e nenhum português sofreu corte nenhum.. O que houve foi uma distribuição em duodécimos do 14º mês, que foi pago  ao longo de 12 meses.  Isto é mais uma das desonestidades intelectuais em que a esquerda é useira e vezeira. Caríssimo, a verdade é como o azeite, vem sempre ao de cima.

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De Carlos Sousa a 09.09.2022 às 12:59

O seu azeite deve ser é martelado, porque o que foi dividido em duodécimos foi o subsídio de férias para não se notar o corte do imposto especial por conta.
Não sei onde você trabalhava, mas a mim tiraram-me o 13° mês e tive de dizer por escrito como queria receber o subsídio de férias. 
Bem podem querer branquear a história mas a realidade encarrega-se sempre de repôr a verdade, felizmente.
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De Anónimo a 09.09.2022 às 18:27

HPS, sobre o SNS na altura da troika, todos nos lembramos de quem era o Ministro: Paulo Macedo. Ficou na memória de todoa agente a celeridade com que lidou com o "caso da legionela" e noutros. Tendo em conta os constrangimentos financeiros e que estávamos num período gravíssimo de assistência financeira...
Paulo Macedo era um dos ministros mais competentes do governo e não "brincava em serviço". Apesar de todas as limitações impostas pelo memorando da troika, apresentava resultados na saúde , ou seja, conseguia a proeza fazer omeletes sem ovos! 
E tanto deu nas vistas o trabalho sério e a eficiência  deste Ministro, Sr.Carlos Sousa, que na altura dos grandes apertos na CGD, quem é que o PS se lembrou de ir buscar? Paulo Macedo! Certamente porque lhe reconhecerem as melhores capacidades para a salvar. É preciso dizer mais?!
Portanto, tento na língua, caro sr..
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De Anónimo a 09.09.2022 às 19:15

O SNS foi reforçado?
Tenho um belíssimo seguro de saúde há quase 33 anos (dos primeiros) mas há 10 que acompanho quinzenalmente (sem falta) um familiar com uma doença complicada a consultas no SNS (porque não pode ter seguro, nem todos recebem como o Carlos Sousa que até teve "imposto extraordinário", sei o que era).
A queda gradual nos últimos 5 anos foi "de doidos", apesar do pessoal médico e de enfermagem que vai restando ser incansável, bastou lá passar umas boas horas por mês sentado numa sala de espera para ver (e ouvir) o que foi acontecendo.


 "Quando não havia austeridade"? Você não tem vergonha, alguém disse que não havia?
Já ningúem o aguenta com os cortes, V. tem mesmo pancada.
Também eu os tive, porventura maiores.
Ora agora não vai ter cortes mas começa a ver a sua reforma (que já percebemos ser boa) por um canudo mais estreito.
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De JPT a 08.09.2022 às 10:49

bbc.com/news de 30.03.2020: "Coronavirus: Trump signs into Law largest baylout in US history. "The new law enables direct payments to individuals and companies whose livelihoods and businesses have been affected by the pandemic. It seeks to deliver $1,200 to every American earning less than $75,000 per year and $500 per child". A criatividade do Dr. Costa foi tanta que só tirou um zero ao cheques que o "populista" ofereceu. Giro é que com tanto jornalista que há, ninguém se lembre disto (e poucos perguntem se faz sentido aplicar uma política de estímulo ao consumo quando se quer combater a inflação).
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De Zé Manel Tonto a 20.09.2022 às 22:13

Quem for honesto percebe que é um bocadinho diferente dar um cheque  quando a economia cai 30%, e há deflação, e dar um cheque quando a inflação vai nos 9%.

Não deviam ser dados, nem numa ocasião, nem noutra, mas a serem dados numa, obviamente na primeira.

A inflação que se está a sentir foi causada pelo imprimir dinheiro, e dar dinheiro às pessoas que ficaram em casa durante os confinamentos forçados.

Esqueçam a guerra, isso é palha para burros, os preços dos bens energéticos estvam no fim de Julho ao mesmo nivel que estavam antes da guerra.

A solução dos governos para o problema que criaram quando deram dinheiro às pessoas a troco de nada é dar mais dinheiro às pessoas a troco de nada.

Tem tudo para correr bem.
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De Anonimo a 09.09.2022 às 11:04


Acabei de ouvir num programa de debate a seguinte frase: Portugal quer ter um SNS de país rico, mas não produz riqueza para isso. Se calhar antes de discutir "o sns" haveria de se falar em como financiá-lo.

Eis a constatação do óbvio. Que não se resolve com austeridade ou salários mais baixos, mas também não com reforço de políticas públicas nem aumento de salários.

Portugal é estado assistencialista, que vive de injecções de capital externo. O ouro brasileiro, os dinheiros da UE, o turismo.
Achar que podemos ter um sns (ou educação, ou estruturas) ao nível dos nórdicos simplesmente implementando políticas de esquerda, seja lá o que isso for...
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De balio a 09.09.2022 às 12:05


Acabei de ouvir num programa de debate a seguinte frase: Portugal quer ter um SNS de país rico


Não quer ter: tem mesmo. O facto é que Portugal tem indicadores de saúde comparáveis aos dos países mais ricos europeus (os EUA estão noutro campeonato, mais baixo).
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De Anonimo a 09.09.2022 às 12:49

E do resto, nada a dizer?
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De Hugo a 10.09.2022 às 12:20

Henrique, boa tarde. Não queria que este comentário fosse publicado. Não sei de que outra forma o posso contactar. Deixo o meu e-mail no contacto da caixa de comentários, pode dar-me resposta pelo mesmo? Muito obrigado pela sua atenção.

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