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«A mudança do espectro político foi uma aposta ponderada pelo PS há dois anos» - disse Ana Catarina Mendes em entrevista à RTPNotícias. Foi nada, é pura mentira, o único espectro que angustia o PS é o fantasma do afastamento do Poder. Mas o dito é de um valor inestimável e cumpre não o deixarmos por motivo algum esquecer.
Só para definir as coisas. O PS é de esquerda, não mais a Direita o deixará namorar, e enganar com promessas falsas, a maioria do eleitorado que tende para esta banda de cá.
A decisão de António Costa, ainda que tenha sido tomada apenas com o singelo propósito de assegurar a sua sobrevivência política imediata, é uma bênção para a Direita, desde que esta perceba, finalmente, o tal espectro político (a que se refere esta luminária) em Portugal. Ainda mais se tivermos em linha de conta as medidas absolutamente radicais, de um esquerdismo jacobino intolerante, que têm sido tomadas.
Perante tudo isto o PSD e o CDS deverão perceber que:
1 – A esquerda (PS incluído) despreza-os profundamente e só não acaba com eles por simples impossibilidade prática (já tentaram e não conseguiram).
2 – O PS é um partido de esquerda (esta devia ser óbvia…). Por um lado, herdeiro do jacobinismo radical anticlerical e maçónico da primeira república, por outro não escapou impune às mazelas da “célebre doença infantil do comunismo”.
3 – O lugar da confrontação política em Portugal (como em quase todo o lado), não é explicitamente na economia, mas na cultura (num sentido lato), sendo que a esquerda tem o prosaico objectivo de destruir a cultura e civilização ocidental (as tais hierarquias espirituais de que falava Gramsci).
4 – Nesta luta aqueles que pensam do lado do PS estão do outro lado. Dos que visam a destruição. Os outros (os que não pensam) preocupam-se tão somente com o acesso à mesa do Estado para cuidarem das suas vidinhas. Os primeiros são inimigos mais ou menos declarados da direita. Os segundos não contam.
Perante tudo isto…
1 - A direita precisa de perceber que não há entendimento possível com este PS gramsciano. No imediato a sua preocupação é sempre o controlo do poder sendo capaz de fazer tudo para o assegurar, inclusivamente apelar à “responsabilidade” da direita, por causa de certos objectivos nacionais comuns (como a Europa). Isto, naturalmente, não passa de uma estratégia para instrumentalizar a direita. Esta mantém-se o “homem de palha” disponível para todo o discurso “anti-fasssista” e para a consequente estimulação das bases, mas também o “idiota útil” quando o seu voto é necessário para passar uma medida mais polémica (que permite à esquerda não se comprometer).
2 – Por outro lado, e já fora do círculo partidário estrito, a própria Igreja tem que perceber que ou resiste ou a esquerda faz dela mera joguete, a ponto que no fim ela já nem se conseguir reconhecer a si mesma (ou a comunidade onde está). Este notável estado de coisas nos quais (particularmente nas localidades do interior a norte) muitos dos elementos mais activos das comunidades paroquiais são, simultaneamente, membros dos órgãos locais do PS, tem que ser repensada. As pessoas terão que ser chamadas a reflectir, a pensar em toda a extensão aquilo em que acreditam, no que são e a serem consequentes com isso. Ou o crucifixo ou o avental, mas não ambos.
Dito isto, para já eu espero que os partidos não-socialistas não se deixem instrumentalizar com o próximo descaramento que já se prepara e que não votem junto da esquerda por causa da hipotética recusa de sanções europeias.
Não se negoceia com o “diabo”… porque sabes que ele é o “diabo” e, no fim, vais ficar sempre a perder…
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