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O Zé Alberto "a retalho"

por João-Afonso Machado, em 23.05.15

05.OUT.2011.JPG

As alarvidades que José Alberto Carvalho terá dito - eu não ouvi, já quase não oiço noticiários televisivos - sobre o testamento do Buiça e os famosos «valores republicanos», como se matar uma, duas pessoas, pai e filho, ambos queridos da esmagadora maioria dos portugueses de então, andasse longe do respeito devido aos seres humanos, - a boçalidade do Sr. Carvalho, dizia, causou geral indignação. E talvez não seja caso para isso.

Porque se José Alberto Carvalho sabe do que está a falar, e fala em nome dos tais indiscritiveis «valores republicanos», ficamos todos entendidos. E legitimado qualquer colega seu, pela res publica que são os canais públicos da TV, para o abater a tiro sob pretextos da intrigalhada à volta dele gravitando lá dentro.

Mas o mais certo é o Sr. Carvalho ignorar completamente do que se trata. Do que papagaia, cinco minutos depois de ter folheado alguma brochura sobre o património do Museu, e só para não ficar calado. Possuido de tais ideias a retalho, o Zé Alberto - e como ele tantos! - acreditem serão os primeiros a louvaminhar o Rei assim lhes cheire a proximidade do Trono. É que acima de tudo o emprego; e só depois as convicções políticas.

Só depois do futebol, evidentemente.



11 comentários

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De Anónimo a 24.05.2015 às 10:58

Eram queridos da esmagadora maioria dos portugueses? João Afonso, a grande maioria não os conhecia de lado nenhum; não gostava deles, nem deixava de gostar. Não é preciso inventar. 
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De João-Afonso Machado a 24.05.2015 às 21:11

O Sr. Anónimo desconhece completamente o que diz.
Procure no Google uma monografia de Fermentelos (Águeda) de Armor Pires Mota (só para dar um exemplo ao acaso) e leia o que lá dizem os decanos da freguesia.
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De Anónimo a 25.05.2015 às 10:30

João Afonso, dá algum conforto aos monárquicos pensar que o rei gozava de muita popularidade entre o povo, o que teria, imagino, provocado um correspondente grande clamor popular com o seu assassinato, coisa de que também não ouvi falar. Mas esperava de si que fornecesse melhor exemplo do que uma monografia de Fermentelos. Os meus antepassados também são da Bairrada (Oiã), e nunca os ouvi falar do rei Don Carlos, nem bem, nem mal, porque os seus pais tão pouco sabiam o que ele fazia, para além do ocasional retrato em escassas publicações que vinham de Lisboa ou Porto . O único contacto próximo que tinham com o poder era com o regedor e quem os afetava no poder central, para o bem ou para o mal , era o João Franco. Não existe ninguém, entre os monárquicos, que se abalance a um estudo histórico, digamos, mais abrangente e profissional, que comprove tão "esmagadora" popularidade?

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De João-Afonso Machado a 25.05.2015 às 14:01

Sr. Anónimo: com antepassados «TAMBÉM» da Bairrada? «TAMBÉM» porquê?
Estes anónimos!...
Quanto ao resto -  dei um exemplo local muito concreto e significativo.
Mas pode ir pelo geral: Veríssimo Serrão, Mattoso, Pulido Valente... tudo o que não tenha o selo maçonico, claro. Sobre isso não é preciso estudar mais.
AH!!! Leia João Paulo Freire, jornalista republicano durante a Monarquia e depois rendido às vantagens desta instaurada a República.
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De Anónimo a 25.05.2015 às 15:01

Fermentelos TAMBÉM é Bairrada. Não se irrite. Quanto ao resto, sei muito bem o que diz o VPV, o melhor historiador do séc. XIX português,  sobre o esmagador carinho que tinha o povo por El Rei Dom Carlos, uma coisa assolapada, tão enorme como a riqueza e literacia do povo no séc. XIX. Também sei bem o que ele diz sobre o apoio que deram ao Rei as elites do país, a aristocracia e monárquicos em geral. Nunca nenhum rei foi tão amado.


Arrumado o VPV, cite-me, então, o Veríssimo Serrão e o Mattoso, sobre a tal "esmagadora maioria dos portugueses", se faz favor. 
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De João-Afonso Machado a 25.05.2015 às 15:24

Claro que não me irrito. Nunca me irrito.
Quanto a citações, a fazê-las é em post próprio.
A leitura é sua se lhe apraz.E insisto em  «O Poder e o Povo» de VPV, só porque percebi que é do seu desconhecimento.

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