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O voto ADIL

por henrique pereira dos santos, em 01.05.25

O voto tem três efeitos, no nosso sistema eleitoral.

Tem o efeito primário de eleger deputados.

Tem o efeito secundário de influenciar o orçamento dos partidos.

Tem um efeito de comunicação difícil de caracterizar.

Numa conversa sobre estes efeitos, a partir de perguntas feitas por quem tinha de votar na emigração, acabei por usar os números para explicar o primeiro efeito.

O Chega elegeu dois deputados nos círculos da emigração, há um ano, ganhou na Europa com quase 43 mil votos, o PS elegeu o segundo com 38 mil, a AD não elegeu com 33 mil e a IL teve 5 mil, ficou em segundo fora da Europa, tendo a AD elegido com 22 mil votos e o Chega com 18 mil, o PS não elegeu com 14 mil e a IL teve 1900 votos, atrás dos dois e trezentos votos do PAN. Boa sorte para 2025.

Aplicando este exemplo a todo o país, diria que quem está sobretudo preocupado com a composição da Assembleia da República, isto é, com o efeito de eleição de deputados associado ao voto e, ao mesmo tempo, acha que um governo ADIL é francamente preferível a qualquer governo que tenha como base o PS (não é preciso que se ache que um governo ADIL vai ser o paraíso na terra, basta que se considere que um governo ADIL é um bocadinho melhor que um governo de base PS), é mais ou menos indiferente votar AD ou IL em Lisboa, Porto,  Braga, Aveiro, Setúbal e, talvez, Coimbra, visto que quer o PSD quer a IL podem eleger deputados nesses círculos. Em todos os outros círculos eleitorais, votar IL é favorecer um governo de base PS, porque é diminuir as probabilidades de eleger deputados da AD, aumentando as probabilidades de eleger deputados do PS ou do Chega (os dois partidos cujo crescimento garante um governo de base PS).

Já para quem acha prioritário comunicar as suas opções políticas de fundo, achando que um governo ADIL ou de base PS não altera grande coisa, faz sentido votar em qualquer partido que se pretenda fazer crescer no futuro, porque todos os votos contam para a definição das subvenções estatais aos partidos.

No caso do PSD e do PS, estamos a falar de valores como seis milhões de euros anuais, mas mesmo partidos como o ADN, sem representação parlamentar e sem interesse nenhum e com uma votação extraordinária de 100 mil votos, recebem qualquer coisa como 340 mil euros anuais (entre 3 e 4 euros valerá cada voto, uma boa razão para, nem por brincadeira, votar em partidos absurdos).

Fazei as vossas opções em função do círculo eleitoral em que votam porque se é verdade que formalmente a uma pessoa corresponde um voto, com o actual sistema eleitoral, os votos não são todos iguais, nalguns sítios têm os três efeitos que lhes são inerentes (eleger deputados, financiar partidos e dizer ao mundo o que se pretende), só que, na prática, nalguns sítios o efeito primário, eleger deputados, está fortemente condicionado.

Não, este post não é a defesa do voto útil, até porque o voto é útil para quem o recebe, a quem o dá aplica-se o velho slogan da esquerda anti-parlamentar: se o voto é a arma do povo, quando votas ficas desarmado.


20 comentários

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De cela.e.sela a 01.05.2025 às 09:23

vi 5 minutos de comentário sobre o debate de ontem (AD vs PS).
a CS está mais interessada no espetáculo sobre apagão e empresa de LN, sem interesse para o futuro do país, do que na criação de riqueza promotora de melhor vida dos portugueses.


Provérbio Popular Português -. “Não há galinha gorda por pouco dinheiro.”
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De Nelson Goncalves a 01.05.2025 às 10:09


Contexto: sou membro da IL e voto no círculo da Europa. Nem a propósito, nos vários grupos WhatsApp por onde desperdiço o meu tempo, que incluem muita gente em Portugal, a discussão de como votar podia sem dificuldade ser enquadrada nestas três linhas.


Eu vou votar de acordo com as minhas opções políticas (assumindo que o voto chega a Lisboa e é contado), não porque a IL seja o melhor partido de todos. Mas porque a meu ver, ainda é o menos mau.


Exceptuando a parte monetária, o meu voto terá provavelmente zero efeito no resultado final. Mas isso são outros quinhentos.
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De passante a 01.05.2025 às 13:26

quando votas ficas desarmado


Sim, mas se votar no Chega, é como mandar uma granada


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De Isidro a 01.05.2025 às 13:34

Interessante postal.

Ontem, e perante uma televisão ligada durante o debate entre Santos e Montenegro, pedi a alguém aparentemente interessado que no final me dissesse o seu conteúdo útil. Ora, quando terminou, não precisei de perguntar nada . Disse que "vou votar em branco".
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De Anónimo a 02.05.2025 às 07:44

Ensinou-me alguém que sabe, que é arriscado votar em branco. Um boletim "imaculado" é muito apetecível, à socapa tudo pode acontecer... 
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De Anónimo a 01.05.2025 às 13:37


Muito bom. Já é tempo de se reavaliar, desmitificar e sobretudo corrigir este sistema eleitoral imposto pelos comunistas de Abril, que covardemente tiraram proveito da ileteracia política existente ao tempo e da emoção e indecisão que percorria essa apolítica sociedade. 
Na verdade ainda não se escolhem, nem nunca se escolheram, adequadamente representantes dos eleitores na AR. A escolha disponível é, infelizmente como se constata, entre partidos, duas cortes monarquicas absolutistas, duas famílias "reais" a desdizerem-se e a caluniarem-se uma à outra, em público.

Mais, como bem menciona partidos com menos de 5% de votos expressos só servem para poluir o discurso e a prática política no País, introduzem distorções (e despesas caricatas) no dia a dia político nacional.
O sistema tem que obrigar  os partidos, lá dentro, a ter que ouvir os representantes dos eleitores, eleitos uninominalmente, e não o contrário.  Actualmente os representantes dos partidos, na AR, são um triste espetáculo, não têm piada nenhuma e nem administram os interesses de quem ingenuamente, ou de forma compreensível, votou neles.

A escolha tem que ser uninominal, no nosso respectivo círculo eleitoral. Todos estes com semelhantes número de cidadãos eleitores. 

São necessárias duas camaras legislativas, a fiscalizarem-se mutuamente e a fiscalizarem o executivo. PM eleito por deputados dos eleitores (e não ao contrário). 
-Uma Câmara com um número de representantes segundo a demografia da Região. 
-Outra com dois representantes por Região, ali uninominalmente eleitos.
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De Anónimo a 01.05.2025 às 14:33

Concordo 
Apenas o voto AD IL é útil ao país. Qualquer outro é perpetuar a mediocridade e o estatismo.
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De Anónimo a 02.05.2025 às 07:17

(cont.)

À semelhança da ITAU, também a INETUM tem um longo histórico de contratos com o Estado, que começaram em 2011. Nos últimos 14 anos, foram celebrados 1439 contratos com entidades da esfera estatal.

A outra empresa que celebrou contratos de valor elevado com o Estado no último ano foi a Sogenave, que trabalha na área do abastecimento alimentar. Esta empresa firmou 44 contratos com o Estado, no valor de 8,9 milhões de euros, desde 2 de abril de 2024. O maior foi adjudicado pelo Instituto da Segurança Social em julho de 2024, por cerca de 1,6 milhões de euros. Tal como os casos anteriores, há mais de uma década que os organismos públicos estabelecem contratos com esta empresa, neste caso desde 2010.

Resta apenas a Grupel, que produz geradores elétricos. Com esta empresa, de Vagos, o Estado celebrou um contrato no valor de cerca de 34 mil euros durante a governação de Luís Montenegro.

Cada um faça o seu juízo sobre as tais "suspeitas de conluio", avalie os factos e pondere bem antes de decidir o seu voto.

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De Anónimo a 02.05.2025 às 07:08

«Qualquer outro é perpetuar a mediocridade e o estatismo.» Concordo e acrescento: seria perpetuar a mentira, o embuste e a desinformação. Convém sempre "checar" as notícias que põem a circular. Vou dar alguns exemplos.
Repare nesta última "novidade"  sobre a revelação de quatro empresas a quem Montenegro prestou serviços na área de protecção de dados, durante a sua vida empresarial. 
Foi noticiado que essas quatro empresas "faturaram mais de 100 milhões de euros em contratos com o Estado desde que o atual Governo tomou posse".
"A maior parte da faturação do Estado concentra-se em contratos celebrados por duas das empresas: 
a ITAU, que presta serviços de fornecimento de alimentação a cantinas e refeitórios, e 
a INETUM, uma multinacional das tecnologias da informação.


No caso da ITAU foram celebrados 80 contratos com empresas da esfera do Estado, no valor total de 53,2 milhões de euros. Mais de metade desse valor diz respeito a contratos feitos com a Santa Casa da Misericórdia. Um deles, no valor de 31 milhões de euros, foi adjudicado por concurso público , no qual participaram outras três entidades.  

A ITAU ganhou ainda o fornecimento de serviços de cafetaria e bar à  empresa pública Comboios de Portugal. Entre os restantes contratos da ITAU com o Estado destacam-se seis adjudicações ao Serviço de Utilização Comum dos Hospitais. 

Contudo, talvez por distracção, parece que se "esqueceram" de noticiar que a ITAU tem já um longo histórico de contratos celebrados com o Estado: foram mais de 1100 desde 2008 . Atendendo ao histórico de contratos desta empresa com o Estado e olhando as datas, parece-me uma impossibilidade ter havido "interferências" de Montenegro ao longo do tempo e... desde 2008! 


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De Anónimo a 02.05.2025 às 09:14

À semelhança da ITAU, também a INETUM tem um longo histórico de contratos com o Estado, que começaram em 2011. Nos últimos 14 anos, foram celebrados 1439 contratos com entidades da esfera estatal.

A outra empresa que celebrou contratos de valor elevado com o Estado no último ano foi a Sogenave, que trabalha na área do abastecimento alimentar. Esta empresa firmou 44 contratos com o Estado, no valor de 8,9 milhões de euros, desde 2 de abril de 2024. O maior foi adjudicado pelo Instituto da Segurança Social em julho de 2024, por cerca de 1,6 milhões de euros. Tal como os casos anteriores, há mais de uma década que os organismos públicos estabelecem contratos com esta empresa, neste caso desde 2010.

Resta apenas a Grupel, que produz geradores elétricos. Com esta empresa, de Vagos, o Estado celebrou um contrato no valor de cerca de 34 mil euros durante a governação de Luís Montenegro.

Cada um faça o seu juízo sobre as tais "suspeitas de conluio", avalie os factos e pondere bem antes de decidir o seu voto.

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De Anónimo a 02.05.2025 às 08:31

Nunca votarei em figurões que nunca trabalharam, não sabem nada da vida... nunca fizeram nada na vida senão arrastar-se pelo partido, contendo todos os degraus, escada acima - escada abaixo, para aprender a mexer cordelinhos, e todas as espertezas e manhas. 
Por mais que tentem fazer-nos esquecer com conversa da treta, era o que mais faltava entregar um país a gente imatura, desocupada e de quem não se lhe conhece outra coisa senão a ligeireza, a leviandade, e uma irresponsabilidade quase pueril.     
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De Anónimo a 02.05.2025 às 10:29

Montenegro trabalhou, teve uma empresa de referência na sua área de negócio 
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De Anónimo a 02.05.2025 às 13:01

Mas era exactamente isso que eu estava a (tentar) dizer, por contraponto ao outro candidato.
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De Anónimo a 02.05.2025 às 14:11

Além do mais, se o Montenegro tem vida desafogada, deve-se a algum património que foi acumulando, fruto do seu trabalho empresarial ou como advogado (e de algumas heranças segundo li, pois já foi bem esmiuçado pela comunicação social e confirmado oficialmente pelas autoridades competentes). Os bens adquiridos foram ganhos por si fora da vida política,  e não vieram de transferências ou das doações de um seu familiar próximo detentor de empresa. 

Já o seu adversário viveu e cresceu sempre dentro do partido onde vicejou e acabou a desempenhar cargos governativos. Não se lhe conhece nenhum emprego, trabalho ou profissão fora da política.  Feitas as contas e tudo somado, os ordenados que auferiu não chegavam para as casas e carro de alta cilindrada que adquiriu. O resto lemos, ouvimos e, por ser público, conhecemos.
Convinha uma certa uniformidade de critérios: dois pesos e duas medidas é que não. 


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De JPT a 02.05.2025 às 09:59

Se, de facto, há uma ADIL, e, portanto, votar IL é votar na clique inclassificável que tomou conta do PSD (já vamos em duas visitas de Estado do PM aos seus clientes, e a a um outro que duplicou a sua facturação relativamente ao triénio anterior, e a lista completa só tem 2 dias), a ilação a tirar é que não vale a pena votar na IL, restando, portanto, o PS e o Chega. Esperemos, portanto, que a liderança da IL tenha lido o HPS e clarifique rapidamente se, para ter acesso a uns tachos, se vai aliar a um Sócrates em versão Toni Carreira (bem mais caro do que os indianos do PS) ou a um Vale e Azevedo com implantes (que mostra papéis que nunca entrega), com as inevitáveis consequências que isso trará para o país. É muito provável que, tal como o original, a cópia, ganhe - até porque, seguindo à risca os passos do outro, pagou aos mesmos - mas, a prazo, perderá o país, como perdeu em 2009. E, se alinhar nisto, perderá a IL. Perderá a reputação de ser diferente e a sua razão de ser.
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De henrique pereira dos santos a 02.05.2025 às 10:54

O voto de quem acha que o Estado ter 11% de défice ou um ou dois é igual vale tanto como de quem usa argumentos racionais, é uma das características da democracia e é assim que deve ser.
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De JPT a 02.05.2025 às 11:27

De tantas boas razões para não votar no Chega, parece-me que essa será das menores - até porque esse valor é inferior em 0,2% ao défice do governo PS, em 2010.
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De Anónimo a 02.05.2025 às 12:31

Infelizmente não se vota com a razão. Cabe a cada um analisar a informação e decidir não em consciência mas sim em racionalidade.
Gabo-lhe a paciência de tentar explicar factualmente o porquê do voto AD / IL ser o único que pode tirar o país da mediocridade socialista ancorada no estatismo.
Esperemos que o resultado seja o da derrota da esquerda, e que finalmente se possa acabar com o papel do Estado na economia,  e entregar ao mercado os sectores estratégicos para a evolução, como saúde, educação e gestão do território. 
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De Anónimo a 02.05.2025 às 13:08

E se a maioria for tola, lá teremos de aguentar com os votos dessa maioria. É assim a democracia e _Santa paciência! _ faz parte....
Se concordo, já é outra conversa.
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De anónimo a 02.05.2025 às 19:17


Será mesmo assim?. Nesta AR há deputados que foram eleitos com 1/3 dos votos em urna, no dia da votação.

No entanto quando um deputado na AR vota, o seu voto vale tanto como o dos outros deputados eleitos com um número diferente de votos em urna, no dia da votação. Será esta uma AR que representa equitativamente os eleitores?.

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