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O voto tem três efeitos, no nosso sistema eleitoral.
Tem o efeito primário de eleger deputados.
Tem o efeito secundário de influenciar o orçamento dos partidos.
Tem um efeito de comunicação difícil de caracterizar.
Numa conversa sobre estes efeitos, a partir de perguntas feitas por quem tinha de votar na emigração, acabei por usar os números para explicar o primeiro efeito.
O Chega elegeu dois deputados nos círculos da emigração, há um ano, ganhou na Europa com quase 43 mil votos, o PS elegeu o segundo com 38 mil, a AD não elegeu com 33 mil e a IL teve 5 mil, ficou em segundo fora da Europa, tendo a AD elegido com 22 mil votos e o Chega com 18 mil, o PS não elegeu com 14 mil e a IL teve 1900 votos, atrás dos dois e trezentos votos do PAN. Boa sorte para 2025.
Aplicando este exemplo a todo o país, diria que quem está sobretudo preocupado com a composição da Assembleia da República, isto é, com o efeito de eleição de deputados associado ao voto e, ao mesmo tempo, acha que um governo ADIL é francamente preferível a qualquer governo que tenha como base o PS (não é preciso que se ache que um governo ADIL vai ser o paraíso na terra, basta que se considere que um governo ADIL é um bocadinho melhor que um governo de base PS), é mais ou menos indiferente votar AD ou IL em Lisboa, Porto, Braga, Aveiro, Setúbal e, talvez, Coimbra, visto que quer o PSD quer a IL podem eleger deputados nesses círculos. Em todos os outros círculos eleitorais, votar IL é favorecer um governo de base PS, porque é diminuir as probabilidades de eleger deputados da AD, aumentando as probabilidades de eleger deputados do PS ou do Chega (os dois partidos cujo crescimento garante um governo de base PS).
Já para quem acha prioritário comunicar as suas opções políticas de fundo, achando que um governo ADIL ou de base PS não altera grande coisa, faz sentido votar em qualquer partido que se pretenda fazer crescer no futuro, porque todos os votos contam para a definição das subvenções estatais aos partidos.
No caso do PSD e do PS, estamos a falar de valores como seis milhões de euros anuais, mas mesmo partidos como o ADN, sem representação parlamentar e sem interesse nenhum e com uma votação extraordinária de 100 mil votos, recebem qualquer coisa como 340 mil euros anuais (entre 3 e 4 euros valerá cada voto, uma boa razão para, nem por brincadeira, votar em partidos absurdos).
Fazei as vossas opções em função do círculo eleitoral em que votam porque se é verdade que formalmente a uma pessoa corresponde um voto, com o actual sistema eleitoral, os votos não são todos iguais, nalguns sítios têm os três efeitos que lhes são inerentes (eleger deputados, financiar partidos e dizer ao mundo o que se pretende), só que, na prática, nalguns sítios o efeito primário, eleger deputados, está fortemente condicionado.
Não, este post não é a defesa do voto útil, até porque o voto é útil para quem o recebe, a quem o dá aplica-se o velho slogan da esquerda anti-parlamentar: se o voto é a arma do povo, quando votas ficas desarmado.
À semelhança da ITAU, também a INETUM tem um longo histórico de contratos com o Estado, que começaram em 2011. Nos últimos 14 anos, foram celebrados 1439 contratos com entidades da esfera estatal.
A outra empresa que celebrou contratos de valor elevado com o Estado no último ano foi a Sogenave, que trabalha na área do abastecimento alimentar. Esta empresa firmou 44 contratos com o Estado, no valor de 8,9 milhões de euros, desde 2 de abril de 2024. O maior foi adjudicado pelo Instituto da Segurança Social em julho de 2024, por cerca de 1,6 milhões de euros. Tal como os casos anteriores, há mais de uma década que os organismos públicos estabelecem contratos com esta empresa, neste caso desde 2010.
Resta apenas a Grupel, que produz geradores elétricos. Com esta empresa, de Vagos, o Estado celebrou um contrato no valor de cerca de 34 mil euros durante a governação de Luís Montenegro.
Cada um faça o seu juízo sobre as tais "suspeitas de conluio", avalie os factos e pondere bem antes de decidir o seu voto.
No caso da ITAU foram celebrados 80 contratos com empresas da esfera do Estado, no valor total de 53,2 milhões de euros. Mais de metade desse valor diz respeito a contratos feitos com a Santa Casa da Misericórdia. Um deles, no valor de 31 milhões de euros, foi adjudicado por concurso público , no qual participaram outras três entidades.
A ITAU ganhou ainda o fornecimento de serviços de cafetaria e bar à empresa pública Comboios de Portugal. Entre os restantes contratos da ITAU com o Estado destacam-se seis adjudicações ao Serviço de Utilização Comum dos Hospitais.
Contudo, talvez por distracção, parece que se "esqueceram" de noticiar que a ITAU tem já um longo histórico de contratos celebrados com o Estado: foram mais de 1100 desde 2008 . Atendendo ao histórico de contratos desta empresa com o Estado e olhando as datas, parece-me uma impossibilidade ter havido "interferências" de Montenegro ao longo do tempo e... desde 2008!
À semelhança da ITAU, também a INETUM tem um longo histórico de contratos com o Estado, que começaram em 2011. Nos últimos 14 anos, foram celebrados 1439 contratos com entidades da esfera estatal.
A outra empresa que celebrou contratos de valor elevado com o Estado no último ano foi a Sogenave, que trabalha na área do abastecimento alimentar. Esta empresa firmou 44 contratos com o Estado, no valor de 8,9 milhões de euros, desde 2 de abril de 2024. O maior foi adjudicado pelo Instituto da Segurança Social em julho de 2024, por cerca de 1,6 milhões de euros. Tal como os casos anteriores, há mais de uma década que os organismos públicos estabelecem contratos com esta empresa, neste caso desde 2010.
Resta apenas a Grupel, que produz geradores elétricos. Com esta empresa, de Vagos, o Estado celebrou um contrato no valor de cerca de 34 mil euros durante a governação de Luís Montenegro.
Cada um faça o seu juízo sobre as tais "suspeitas de conluio", avalie os factos e pondere bem antes de decidir o seu voto.
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