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O vigor da morte

por José Mendonça da Cruz, em 21.02.20

«Como é que os vivos vivem com os mortos? Até à desumanização do capitalismo, todos os vivos aguardavam a experiência dos mortos. Era o seu futuro derradeiro. Por si sós, os vivos eram incompletos. Assim, vivos e mortos eram interdependentes. Sempre. Só uma forma inigualavelmente moderna de egoísmo fracturou essa interdependência. Com consequências desastrosas para os vivos que pensam nos mortos como os eliminados».

John Berger, citado por Kate Berridge em Vigor Mortis

 

«A fúria do ateu ressuscitado, isso sim, seria uma coisa digna de ser vista.»

Julian Barnes, Nothing to be frightened of



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