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communism_nazism.jpg

Inquieta-me o cinismo de uma certa "direita", que talvez inebriada com os vapores de um copo de Gin exótico da noite lisboeta, se mostra levianamente conformada com a solução da Frente de Esquerda, com a tese disso ser a vacina que nos livrará dela por muitos anos. O problema são os danos e a dor que tal provocará a todos aqueles (e ainda são muitos) que não vivem de rendas garantidas e cujo trabalho depende de uma actividade económica estimulada pela confiança. Desconfio até que este sentimento se tenha apoderado dalguns estrategas da coligação, dispostos a ceder o poder por uns meses, apostando num retorno triunfal a breve trecho. Tudo isto me faz lembrar o que acontecia passados uns meses sobre o 25 de Abril, quando em pleno assalto do Partido Comunista ao poder, a maior parte dos democratas inebriados dançando ao som das canções de protesto, escarneciam dos avisos e aflições daqueles mais expostos ou experimentados. Até se encontrarem atónitos poucos meses mais tarde, expropriados do seu ganha-pão, cercados por uma manifestação, sequestrado num congresso ou universidade, ou presos em Caxias sem culpa formada. Lamento, meus amigos, mas suspeito que o que nos espera não será muito menos do que uma tragédia grega: duzentos anos de História permitem-me conhecer o ódio e a intolerância daqueles de quem que o "Governo de Esquerda" dependerá. O perigo hoje obviamente já não é o comunismo... são os comunistas perigosos.



23 comentários

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De Anónimo a 07.11.2015 às 14:22

Está aí o exemplo temporário da constituição, como se o país e o mundo tivessem parado em 1975.
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De comunista a 07.11.2015 às 15:10

Que vergonha uma imagem destas, a comparar com o nazismo, vocês são mais extremistas que eu sei lá o quê, livra..
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De João Távora a 07.11.2015 às 15:15

Quantos milhões de assassinatos de diferença entre um regime e outro? Como se mede o terror? 
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De João. a 07.11.2015 às 16:07

Comparar o PCP com o partido nazi é branquear o nazismo. Talvez seja resquícios do profundo anti-semitismo que historicamente permeia o catolicismo. 




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De Anónimo a 07.11.2015 às 16:28

Diga lá quantos milhões foram, com números. E porque é que umas matanças contam e outras não. Ou há umas que se justificam? Ou tem vergonha de dizer?
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De João. a 07.11.2015 às 16:35

Quanto a milhões de mortos, só alguns exemplos dos muitos corpos pelos quais a direita se está bem a marimbar:

 

Bombardeamentos sobre a Coreia 

 

"The US may have killed 20% of the population of Korea, said General Curtis Lemay, who was involved in the US air war on Korea. If so, that is a higher rate of genocidal slaughter than what the Nazis inflicted on Poland or the Soviet Union."


www.truth-out.org/news/item/17533-the-korean-war-forgotten-unknown-and-unfinished

 

Fome de Bengala em 1943


"Some three million Indians died in the famine of 1943. The majority of the deaths were in Bengal. In a shocking new book, Churchill's Secret War, journalist Madhusree Mukherjee blames Mr Churchill's policies for being largely responsible for one of the worst famines in India's history. 


www.bbc.co.uk/blogs/thereporters/soutikbiswas/2010/10/how_churchill_starved_india.html

 

Nos anos 50, governo inglês:

 

Elkins reveals that the British detained not 80,000 Kikuyu, as the official histories maintain, but almost the entire population of one and a half million people, in camps and fortified villages. There, thousands were beaten to death or died from malnutrition, typhoid, tuberculosis and dysentery. In some camps almost all the children died.


www.theguardian.com/commentisfree/2012/apr/23/british-empire-crimes-ignore-atrocities


Para a direita não há nenhum respeito intrínseco pela vida humana porque se houvesse então claramente um polaco morto por um soviético seria tão importante quanto um africano morto por um inglês.

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De Anónimo a 07.11.2015 às 17:14

Lá está. Para si há mortos da direita e da esquerda. É fantástico! Uns são mortos e os outros são merda.
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De João. a 07.11.2015 às 18:06

Não sei se isso é para mim, se for, o que eu digo é que é tão de lamentar um massacre levado a cabo pelos soviéticos como um levado a cabo pelos ingleses. 
O que eu verifico todavia é que ninguém chora os massacres dos ingleses e dos americanos - só para falar destes dois - como se a estes cabesse um direito tão natural de matar que nem importa tomar nota, quanto mais criticar. Eu pergunto-me se para vocês matar 20% da população da Coreia do Norte em bombardeamentos aéreos sequer merece alguma crítica. Eu nunca vi críticas as esse belicismo brutal e cobarde dos EUA aqui e em qualquer outro blog ou artigo de opinião em Portugal. Como ninguém quer saber da matança dos belgas no Congo onde há estimativas de historiadores que chegam a uma matança de 10 milhões de pessoas. Mesmo que sejam exageradas não há hoje dúvida que a matança anda na casa dos milhões. Isto não é mencionado. Ninguém menciona este genocídio - o mais brutal em números jamais registrado - como se afinal fosse peanuts. Então o que pensar que quem parece chorar os massacrados pelos soviéticos ao mesmo tempo que nem menciona os massacrados pelos países capitalistas. 


Será que o congolês, o indiano, o keniano, merece menos respeito do que o polaco?
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De zazie a 08.11.2015 às 00:04

Imbecil- há mortos quando há guerras, existem muitos crimes e também acontecem acidentes na estrada. 


Nada disso tem a ver com matanças em nome de um ideal que afirma a necessidade desse morticínio em nome de uma de uma falsa bondade e a impõe entre os seus.


Os comunistas são os milenaristas medievais ou da reforma que também achavam que já tinham atingido um estádio supra-humano e tudo lhes era permitido.


O ISIS também é anti-capitalista e também promete utopias redentoras dos últimos dias- é uma variante comunista temperada em islamismo.
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De João. a 08.11.2015 às 02:17

Eu logo vi que para a direita há sempre desculpas para as matanças do capitalismo. Desculpam-se com guerras para justificar os massacres capitalistas mas não mencionam que na URSS houve uma guerra civil brutal e a maior parte dos confrontos da segunda guerra. 


"Nada disso tem a ver com matanças em nome de um ideal que afirma a necessidade desse morticínio em nome de uma de uma falsa bondade e a impõe entre os seus."


Acho que estou a falar com um idiota. Até parece que não havia o ideal colonial e até imperial das potências capitalistas nomeadamente da Inglaterra em África e na Índia onde mataram e deixaram morrer milhões para manter esses ideais. E estou a falar do sec. XX.  


Os EUA meterem-se numa guerra civil na Coreia e matarem 20% da população do norte da Coreia é desculpável, porque era guerra - como se não houvesse crimes de guerra. A verdade é que não são brancos nem europeus portanto são menos pessoas do eles.


A direita despreza, e insiste em fazê-lo quando confrontada com os factos macabros do capitalismo, aqueles que os seus heróis mataram,penso que acha até que tinham direito de fazer as matanças que bem entendessem. 
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De zazie a 08.11.2015 às 10:37

V. é besta. As purgas e matanças de todos os proprietários foram por causa da Guerra, só pode. Até o Gulag foi provocado pela guerra.


E o Pol Pot foi uma infelicidade por efeito da guerra; idem para Cuba e por aí adiante porque o comunismo a impor a igualdade e a riqueza apenas para os apparatchick é uma sociedade maravilhosa.


Só não se percebe porque é que v.s não emigram para esses locais.


Colonialismo houve em toda a parte desde que o mundo é mundo. Conte lá quem o não fez ou se em se descobrindo terras novas o mais natural era fingir que nem se via.


Mas v.s são como os ateus militantes. De uma pobreza de argumentos que mete dó. Devem ter aulas de catecismo todas iguais porque em ouvindo um já se ouviu todos.
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De comunista a 07.11.2015 às 17:34

Ok, tem razão.
Sugiro a ilegalização do Partido Comunista e também da Igreja Católica, para sermos coerentes.
Obrigado.
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De zazie a 08.11.2015 às 00:43

E não fazia mais do que ser coerente, já que partidos ditos fascistas ou nazis são proibidos.


V. é taralhoco. Nem sabe as imbecilidades que papagueia. 
Há-de ter aprendido isso nas aulinhas de formação para a cidadania porque agora estas imbecilidades aprendem-se na escola. 
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De zazie a 08.11.2015 às 00:46

A Igreja Católica não precisa porque é a mais perseguida em todo o mundo.
Conseguiu deixar como herdeiros do pior que também teve toda a escardalhada inquisidora da ditadura do politicamente correcto.
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De esmeralda antas a 07.11.2015 às 16:11

 A superioridade oral dos comunistas: João Oliveira, do PCP, diz que a palavra de um comunista vale um papel assinado. Tem razão. Em 1939, a URSS e Hitler assinaram um pacto de não-agressão. Os nazis traíram os comunistas. Os comunistas foram leais aos nazis até ao fim. Por eles, tinham pactuado eternamente. Com os nazis. Honra lhes seja feita. - José Diogo Quintela, CM
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De João. a 07.11.2015 às 16:41



Sim, um pacto de não agressão que se seguiu à indisponibilidade de França e Inglaterra se juntarem à Rússia para atacar a Alemanha. Além disso já tinha havido tratados entre a Inglaterra e os nazis e elogios de Churchill a Hitler.

 

"Papers which were kept secret for almost 70 years show that the Soviet Union proposed sending a powerful military force in an effort to entice Britain and France into an anti-Nazi alliance.

Such an agreement could have changed the course of 20th century history, preventing Hitler's pact with Stalin which gave him free rein to go to war with Germany's other neighbours.

The offer of a military force to help contain Hitler was made by a senior Soviet military delegation at a Kremlin meeting with senior British and French officers, two weeks before war broke out in 1939.

The new documents, copies of which have been seen by The Sunday Telegraph, show the vast numbers of infantry, artillery and airborne forces which Stalin's generals said could be dispatched, if Polish objections to the Red Army crossing its territory could first be overcome.

But the British and French side - briefed by their governments to talk, but not authorised to commit to binding deals - did not respond to the Soviet offer, made on August 15, 1939. Instead, Stalin turned to Germany, signing the notorious non-aggression treaty with Hitler barely a week later."

http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/russia/3223834/Stalin-planned-to-send-a-million-troops-to-stop-Hitler-if-Britain-and-France-agreed-pact.html

Quem não quis agredir a Alemanha Nazi foi, em primeiro lugar, a Inglaterra e a França.

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De Josephvs a 07.11.2015 às 19:09

Mais de cem milhoes de mortos vitimas do comunismo
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De jagora a 07.11.2015 às 20:51

... Então, isto quer dizer que com o Partido Comunista no poder arriscamos ter mais de 100 milhões de portugueses mortos ?
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De comunista a 07.11.2015 às 22:00

É exatamente isso, a gente de direita vai ter de fugir para o Brasil, os empresários têm que escapar à pressa para as suas residências no estrangeiro, afinal o corta-fitas está em 1975, certo?
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De zazie a 08.11.2015 às 00:55

Aí a coisa era mais caricata porque os ricos agora são a escardalhada endogâmica. Havia de ser muito engraçada uma nova reforma agrária com ocupações entre os boys das respectivas quintinhas. 


Havia de ser uma festa entre as Patrocínias Caixa Geral dos Depósitos, mailos Diogos RTP e os primos Telecom e por aí fora que até a Nuxa Tap era capaz de voltar para o ex. 


E isto sem falar nos clãs dos plesidentes das Câmaras e das juntas e de tudo de onde vivem luxuosamente sem precisarem de passar por porcos capitalistas.
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De zazie a 08.11.2015 às 10:39

De todo o modo, para quem defende a revolução proletária e a luta de classes para acabar com o capitalismo, só não se entende a que título defendem a colaboração com um governo capitalista e traidor da classe operária.


Não é assim? Afinal são revolucionários ou barbies ao tacho?
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De jojoratazana a 07.11.2015 às 23:48

Olha em salazarista em pânico, ou será penico?
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De ty a 08.11.2015 às 12:37

Caro João Távora,
Garanto-lhe que não faço parte dessa direita dos gins de agora, mas acho que o PCP perto do poder, em Portugal, em 2015, embora traga perigos, pode obrigar a mediocridade instalada a perceber que assim, tão maus e com tal falta de respeito pelo eleitorado,  nem em Portugal dá.
Creio que se deveria tentar pensar bem nos motivos pelos quais CDS e PSD perderam as eleições. Não foi por causa dos sacrifícios, que esses,  foram, afinal, compreendidos pelos eleitores.  Agora, João Távora,  convenha que para quem teve na mão, em 2011, um país em choque com bancarrota e disposto a aceitar tudo, ou quase tudo, houve um capital de expectativa que lorpamente foi delapidado, em grande parte pelo possidinismo de atitudes e pela imposição caprichosa de medidas totalmente dispensáveis quanto profundamente irritantes e até ofensivas (Colégio Militar, feriados nacionais, persistência no impopular, humilhant e danoso acordo ortográfico, a manutenção do incrível  "dr" Relvas,  sacerdote da religião humanista e lusófona, apesar de ser motivo de escárnio do país inteiro, etc.). Nem vale a pena falar das insuficiências mais graves de que a quase total ausência de verdadeiras reformas é a mais significativa.
Se estamos expectantes das decisões do Partido Comunista é por culpa directa  de Passos e Portas - nem a profunda apreensão que a actual situação me provoca me faria voltar a votar nessa dupla.
P.S. Poderá objectar que o TC impediu reformas. É bom lembrar que alguns acórdãos, alguns deles dos mais controversos para qualquer jurista (por exemplo, todos os que invocam um princípio da conficança geral e vago e sem consagração constitucional), foram por unanimidade, isto é, os juizes designados pelo CDS e PSD alinharam com os do PC... Talvez algum cuidado nessas escolhas tivesse ajudado.

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