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O triângulo de género

por João Távora, em 05.07.21

nuno-lobo-o-triangulo-de-genero-figura.jpg

(...) "A explicação do triângulo de género mostra bem que há ainda todo um debate que está por fazer com o contributo de todos: cientistas das áreas biomédicas, filósofos, investigadores das áreas sociais e políticas, juristas, profissionais da saúde, educadores de infância, professores, famílias e alunos.

Se a decisão do Tribunal Constitucional servir apenas para os deputados verterem em lei as normas que agora foram consideradas inconstitucionais, então não serviu para grande coisa. Se for o toque de alvorada da sociedade civil e partidos políticos para uma questão que é nova, polémica e complexa, então terá valido a pena."

A ler na integra este artigo de Nuno Lobo no Observador, aqui.


14 comentários

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De Anónimo a 05.07.2021 às 13:48

A polémica disciplina de Cidadania, à semelhança da de Religião e Moral, devia urgentemente tornar-se facultativa. Sob pena de se tornar "a" religião do Estado o que é uma grave violação da Constituição e das Liberdades individuais.
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De Anónimo a 05.07.2021 às 14:30

progenitouro e progenivaca
quem não sabe criar riqueza perde o tempo com estas merdas marxistas
o « costavírus » sempre a atacar
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De Anónimo a 05.07.2021 às 18:32

Imbecilidade grassa nos politiqueiros sem valores!
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De Anónimo a 06.07.2021 às 08:28

Votarei no partido que desmascare e se proponha retirar a ideologia de género das escolas. É um critério tão válido como outro qualquer. 
O artigo sobre "o triângulo de género" é aterrador: mostra como está a ser feita uma lavagem cerebral aos miúdos. Tenho lido sobre o assunto inclusive as orientações do Min. da Educ. para incluir esses temas nos diferentes níveis de ensino , precisamente para "ir trabalhando" os petizes desde tenra idade e fora da vigilância e do controlo dos Pais. Aos poucos, vão destilando nas cabeças dos alunos que o conceito de Família também é uma "construção social" ultrapassada e obsoleta da qual se devem "libertar" e autonomizar. (Imagino que seja música para os ouvidos de um adolescente o que lhes é "ensinado" sobre "poder parental"!!!) Não é uma mera coincidência nem inocente a proposta para que os adolescentes "trans" que queiram submeter-se à mudança de sexo não necessitem de autorização paternal nem de parecer médico. O Rui Ramos escrevia no seu último artigo no Observador, que chegará um tempo em que "as relações familiares serão deslegitimadas como meros exercícios de violência". Hoje, ninguém sabe exactamente o que se passa dentro de uma sala de aula nem o que é "ministrado" aos nossos jovens no ensino público. Mas não é difícil de adivinhar, pela forma como estão a ser industriados os próprios professores. E esta autêntica sanha e perseguição jacobina movida contra a escola privada faz parte do "plano" ardiloso posto em marcha. As escolas privadas têm estado mais ou menos a salvo destas influências, portanto...
Como começou isto? Recordo-me de há uns anos ter visto o Programa do célebre Acampamento de Verão do BE que Incluia estes temas da ideologia de género, "com" aulas práticas muito "lúdicas"( na aparência ) para descontrair e "desinibir". Segundo testemunhos da época, parece que incluia exercícios de "desconstrução" de papéis masculinos e femininos  um pouco ousados. Foi o início.  Aos poucos a "ideologia" começou a alastrar-se, a ocupar o espaço público, os meios de comunicação deram um grande impulso e visibilidade ao tema, bem como figuras públicas seleccionadas a dedo para o efeito, e assim a contaminar aos poucos a sociedade.
Mas a invasão da totalidade do espaço público efectivou-se definitivamente no momento em que esta seita passou a fazer parte integrante da "solução governativa" (geringonça). Desde aí, foi num ápice que a "ideologia de género" se tornou oficialmente uma das ideologias de Estado, impondo-a e propagando-a nas escolas públicas. Não nos é difícil de adivinhar como se chegou à "negociação" para que estes temas fossem introduzidos no ensino público, que cedências estes extremistas pútridos e amorais exigiram  para influenciarem "pastas" ministeriais e levarem a cabo as suas "agendas" e "trabalharem" as mentes dos nossos alunos, desde tenra idade. O dr. Costa, sem escrúpulos, estava disposto a pagar qualquer preço para chegar ao poder e está disposto a pagar qualquer preço continuar poder.    




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De Anónimo a 06.07.2021 às 08:50

1-  Ver para crer, sobre os polémicos e tão falados "Acampamentos de Verão" do BE , há uns anos. Como tudo começou.


https://oinsurgente.org/2016/07/31/um-acampamento-de-um-partido-de-governo/



2-  O referido último artigo de Rui Ramos "O novo totalitarismo" do qual se transcreve um excerto. Um alerta para os tempos de perigosos totalitarismo que se aproximam:
" Para um “woke”, as minorias (sexuais ou étnicas) nunca serão verdadeiramente livres apenas pela tolerância, ausência de discriminação legal ou igualdade de direitos. Só serão livres quando a sociedade em que um dia sofreram discriminação for desmantelada e as suas normas e tradições erradicadas. Por exemplo, quando todas as identidades(...) forem concebidas como “construções sociais” ... ; quando as relações familiares estiverem deslegitimadas como meros exercícios de violência; ou quando a memória histórica das nações tiver sido devidamente apagada, e os países ocidentais forem reduzidos a uma espécie de aeroportos internacionais, onde todos passam e a que ninguém pertence. (...) Para os “woke”, é ao Estado que compete impor a “autoderminação da identidade de género”, promover a deslegitimação da família, zelar pelo apagamento da memória histórica, e vigiar a linguagem. Não estamos perante uma libertação, mas perante a mais audaciosa proposta de aumento do poder do Estado no Ocidente"



https://observador.pt/opiniao/o-fim-do-consenso/
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De Anónimo a 06.07.2021 às 09:18

Um mundo melhor, dizem eles. Eis os "interessantes" temas para uns miúdos de 15 anos.


"De festas feministas aos debates sobre Europa e precariedade, tudo é político naquele parque com praia fluvial do BE. E todos são bem-vindos, menos o racismo, o sexismo, a homofobia, a xenofobia...
Tinham 15 e 17 anos quando participaram pela primeira vez no Liberdade, o acampamento de jovens do Bloco de Esquerda. A experiência foi tão marcante que não voltaram a ser os mesmos, a ver o mundo da mesma forma. Hoje, com 21 e 23 anos, Ana Rosa e Ricardo Gouveia, já militantes e uns dos organizadores do encontro, continuam a acreditar no mesmo: que naqueles dias estão a construir um mundo “livre de opressões”.  

(Maria João Lopes, em o Público, 31 de Julho de 2016)


A manipulação dos jovens pel@  Bloc@ dura há anos, mas com maior "força" a partir de 2016, em plena Geringonça, como se constata pelo texto supra. Desde então, também a Escola pública ficou sob a esfera de influência do BE, tendo sido essa uma das suas exigências feitas ao governo. Obviamente os resultados estão à vista. 
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De Anónimo a 06.07.2021 às 11:00

O que podemos esperar dos activistas da ideologia de género?
As transcrições que se seguem são alguns dos depoimentos saídos dos frequentadores do acampamento Liberdade (BE). Muito explicativas...


“Voltámos às casas-de-banho separadas, mas continuamos a ter no nosso horizonte chegar um dia e poder dizer que vamos tornar isto misto, porque queremos mesmo desafiar os limites do género e os papéis de género e os pudores”



"Naquele espaço verde, com praia fluvial, música, festas e debates, tudo é política. Até a intimidade e as experiências que se partilham em espaços de conversa, como o feminista ou o LGBTQIA+ ".



Fala-se de sexualidade, de poliamor. “Costumo dizer que tudo é político”.



Houve mesmo descobrimentos? A história alternativa da expansão portuguesa (Bruno Góis e Carlos Almeida)
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De marta a 06.07.2021 às 15:11

Gostei muito do artigo. No entanto, incorre, às vezes, numa "fraqueza"  comum em alguns autores que escrevem sobre estes temas de forma crítica: a forma como utiliza o léxico e o linguajar dos estudos do género. Digo-o em modo crítica construtiva/vamos lá começar a artilhar-nos para o combate e não como bota abaixismo, e vou tentar explicar porquê.

 Os estudos de género a teoria queer são o produto de uma academia burocrática decadente, obcecada por títulos e posições académicas, e onde os argumentos do estilo "nem sabe definir género", "vê-se mesmo que não leu o trabalho de X, Y, Z", matam qualquer debate.

Os teóricos do género - na boa senda foucauldiana - têm uma fixação com a linguagem, e a verdade é que a dominam bastante bem. Esta obsessão com a pureza linguística impede qualquer debate, mas debater nunca foi o objectivo. Ou seja, para desmontar as ideias por trás daquele blá blá presunçoso temos de aprender a falar a língua. Aliás, a partir daí torna-se mais fácil desmontar as teses mirambolantes.

Exemplo, retirado do artigo:  "Já o “género” diria respeito ao modo como a desigualdade dos dois sexos é representada e construída na sociedade. O sexo seria biológico. O género seria, por assim dizer, o “sexo social”.

A ideia não está errada, mas a definição de género não é bem essa. Se formos buscar a definição que está na Convenção de Istambul, o género são "the socially constructed roles, behaviours, activities and attributes that a given society considers appropriate for women and men;" Nem me atrevo a começar a desmontar as imbecilidades nas quais esta definição assenta. baseia. Uma sofisticação intelectual nunca vista, e que passa por ciência.

Não a escolhi à toa, na medida em que o Estado Português é parte da Convenção de Istambul, ou seja, este disparate vigora na nossa ordem jurídica e pode ser usado como fundamento para as políticas públicas “de género”. Fartinha disto.

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De Anónimo a 06.07.2021 às 17:24

Se bem percebi, segundo os teóricos, o sexo seria biológico e o género, mais do que "social"  é também "mental", já que será aquele com que o indivíduo psicologicamente se identifica _ masculino ou feminino _, julgo, já que a "variedade" é imensa.
Nem sempre "coincidem" o aspecto biológico (o sexo de nascença) e o mental/psicológico (género). Será o caso dos indivíduos  transgéneros - ("trans")
Quando ambos coincidem, i.e. o indivíduo identifica-se mental e psicologicamente com o sexo de nascença, estamos perante um indivíduo cisgénero - ("cis") são os heterosexuais.
Desconheço a teoria explicativa dos teóricos do género sobre os " homo-" (homossexuais) e restantes letras da sigla LGBTQ+ . 
 
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De Anónimo a 06.07.2021 às 23:45

Desconhece, mas pode crer que eles devem ter uma teoria explicativa para isso (homo).
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De Anónimo a 06.07.2021 às 20:22

"o modo como a desigualdade dos dois sexos é representada e construída na sociedade" = "the socially constructed roles, behaviours, activities and attributes that a given society considers appropriate for women and men" -- as duas definições são equivalentes, dizem o mesmo.
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De pitosga a 06.07.2021 às 16:31


Ide ver o triângulo do Trilema de Slavoj Žižek
Aí está a Verdade escrita por um filósofo de esquerda.
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De Anónimo a 06.07.2021 às 20:09

É fácil, Pitosga, o trilema: esta gente não é honesta, não é particularmente inteligente nem brilhante, mas em contrapartida são todos muito participativos. Isto é, muito "activos"!  :-))
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De Anónimo a 06.07.2021 às 19:42

Imagine-se o quão subversivas poderão ser estas teorias pseudocientíficas para um adolescente ainda em estruturação, em fase de formação, em busca da sua identidade e na idade da descoberta. Suponho que seja muito impactante para um jovem dizerem-lhe taxativamente que o "sexo" com que nasceu não é necessariamente o seu verdadeiro "género" sendo este uma "construção" resultante "da sociedade e incutida pela educação" e que portanto ele "É" aquilo que decide e sente que "quer ser". Insinuam-lhe que isso é o normal e aceitável em sociedades evoluídas, embrulhando estes conceitos num discurso sob uma aparência de cientificidade e em ambiente de sala de aula (sublinhe-se). 
Parece-me ser bastante perigosa a introdução desta  duvidosa teoria do género abordada nas escolas, "plantada" em adolescentes ainda imaturos,  maleáveis e muito permeáveis às influências e predispostos à exploração da novidade como é próprio da idade. Pode tornar-se um elemento bastante perturbador na construção da sua identidade, do seu desenvolvimento físico, mental, social, psicológico...
Estudos recentes em outros países apontam para um aumento exponencial dos casos de disforia de género em adolescentes, as crises de identidade, com a consequente predisposição para a mudança de sexo, etc. Enfim, um tema sério que merecia um grande debate antes de ter chegado às escolas e ao conhecimento (que não houve) dos pais e educadores. E que deve ser travado o quanto antes, por ser polémico e não consensual.
A liberdade de educar já se perdeu neste país? As crianças são do Estado como nos países do mais feroz totalitarismo? 
(Veja-se o que está a acontecer de novo aos dois irmãos de Famalicão, excelentes alunos, que reprovam pelo 2º ano consecutivo porque não frequentaram as aulas de "cidadania" onde, entre outras coisas, se ensinam estas pérolas da teoria de género). 
Com os nossos agradecimentos e recomendações ao Bloco.

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