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O trapo nacional

por José Mendonça da Cruz, em 30.11.23

À despedida, o governo socialista quis mudar a bandeira nacional num borrão de três cores. Porquê? Fonte oficial do gabinete do primeiro-ministro explicou ao Observador que a bandeira existente «apresentava várias fragilidades, especialmente na aplicação em plataformas digitais», que «representava uma tendência estética da década anterior», e que pretendia que a bandeira tivesse um desenho mais «inclusivo, plural e laico».

Saúda-se o primeiro passo para uma bandeira mais digna e legível. Já que é possível fugir a estéticas desactualizadas, aproveite-se para deitar fora o verde e o encarnado, e não apenas porque misturar o ecológico verde com o sangue resulta negacionista. Para ser-se «inclusivo e plural», nada como o branco, que é a junção de todas as cores. E quanto à melhor leitura «na aplicação em plataformas digitais» nada como a simplicidade de uma cruz azul (os céus, o ambiente, o ar puro, outra vez). Depois é só colocar a esfera armilar e as quinas,  devido à mera questão prática de diferenciar da bandeira finlandesa.


32 comentários

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De O apartidário a 30.11.2023 às 12:59

Até que faz sentido, estamos na circulatura do quadrado "progressista " socialista.
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De Ricardo A a 01.12.2023 às 21:28

Ou então na quadratura do triângulo (aquele com o olho que tudo vê).
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De César a 30.11.2023 às 14:01

Este socialismo é profundamente anti-patriota e, com palavrinhas bonitas mas ocas, quer reescrever a História porque tem medo e vergonha dela , impondo as agendas identitárias grotescas cono se isso dosse o futuro do país.
Agora temos a bandeira mexicana com um ovo estrelado no meio a substituir(?) símbolos verdadeiramente nacionais e que nos identificam enquanto nação e povo. É o mesmo que os americanos se lembrarem de tirar as estrelas da sua bandeira. Esta gente não presta. Esta gente é abjecta. Roubam-nos e ainda nos gozam.
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De Alexandre a 30.11.2023 às 22:23

é que nem mais!
uma cambada de pulhas.
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De urinator a 01.12.2023 às 08:50

e pilhas?
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De IMPRONUNCIÁVEL a 30.11.2023 às 14:16

Para que uma Nação ou País necessita de uma bandeira, se ofereceu a sua soberania e independência aos estrangeiros da dita "União Europeia"?
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De urinator a 01.12.2023 às 08:51

que se cuide quem tem certificados de aforro... socialistas
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De Ricardo A a 01.12.2023 às 21:14

E para que efeito serve um Duque (herdeiro de um trono sem reino)a prestar homenagem à Restauração da Independência de 1640 na mesma tribuna dos representantes da República e gerentes da contínua perda de soberania?
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De IMPRONUNCIÁVEL a 30.11.2023 às 15:04

Passo a citar: "O Rio de Janeiro vai retirar o busto do padre António Vieira, após a aprovação de uma lei que proíbe o município de instalar ou manter estátuas, monumentos e placas de defensores da escravatura" (SIC).
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De Anónimo a 01.12.2023 às 08:42

E o Lula alguma vez leu o Pe. António Vieira? Saberá ao menos quem foi?
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De João Távora a 30.11.2023 às 15:15

Seria melhor que nada, José
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De Anonimo a 30.11.2023 às 15:57

À saída?
Há mais de um mês já recebi mensagens de correio electrónico assinados com o que na altura disse aos colegas ser um ovo estrelado em cima da bandeira do México. Só agora o pessoal deu por esta coisa?;
De qualquer modo, é o mercado a funcionar. As empresas de design têm de comer. E um novo logotipo é um "must have" das diferentes instituições públicas. Isso e organogramas.
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De passante a 30.11.2023 às 18:06

um ovo estrelado em cima da bandeira do México


Obviamente que é uma pizza em cima da bandeira italiana.



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De The Mole a 30.11.2023 às 17:46


Seria altura de deixar cair a esfera armilar, que para além de pouco estética em quase toda a parte, nomeadamente na bandeira, há 50 anos que deixou de fazer sentido: Portugal "quer-se" pequenino, muito pequenino (ou inexistente?) no mundo. Nem sei se ainda é bem um país; uma nação não é de certeza.
A não ser que passe a simbolizar o futebol...
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De lucklucky a 30.11.2023 às 18:00

É o Partido Socialista a ficar cada vez mais extremista.
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De Ricardo a 01.12.2023 às 10:15

Fiquei desiludido ,esperava por algo mais inclusivo,um arco-íris por exemplo. 
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De lucklucky a 02.12.2023 às 14:20

Pode-se substituir por um prisma...
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De Octávio dos Santos a 04.12.2023 às 17:30

Não lhes dê (más) ideias... ;-) 
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De IMPRONUNCIÁVEL a 30.11.2023 às 19:11

A "IDENTIDADE" faz-se e refaz-se.

1 – Logo, é necessário educá-la, dar-lhe permanentemente os nutrientes, como se de uma planta se tratasse. Como algo que é semeado e alimentado até germinar e florescer, e sucessivamente voltar a renascer. Ao cessar essa energia motivacional, a Identidade definha e seca.

2 – A geração que foi educada nas escolas, liceus e universidades que não existiam em 1926, e no sistema de ensino que durou até ao «25 Abril 1974», foi a última em lhe ensinaram «a Identidade de 1143».

3 – As gerações seguintes não foram educadas nessa antiga Identidade, que faz agora 880 anos.

4 – Não é por causa do «socialismo» ou do «liberalismo», do «internacionalismo» ou do «globalismo neo-liberal», ou de qualquer outra ideologia ou facção. Esta realidade acontece por causa de um processo evolutivo inscrito na Vida e na Natureza (muito anterior à espécie humana; aqui no planeta Terra, há mais de 2 mil milhões de anos).

5 – Nos dias de hoje, aqui, basta olhar ao nosso redor. Para quem habita o território a que chamamos «Portugal». Vemos que quem compra os melhores terrenos e as melhores casas para viver são aqueles a que chamamos “estrangeiros”. E as cidades, vilas e aldeias estão miscigenadas por migrantes de dezenas de etnias e nações diferentes daquilo a que chamamos «portugueses/as».

6 – São estes os novos habitantes de «Portugal». Que, mais tarde ou mais cedo também necessitarão de uma Identidade para conseguirem dar um sentido moral e étnico à sua vida. Foi assim que o Brasil ou os EUA se declararam “independentes” da Identidade anterior, e reivindicaram outra nova. Logo, será provavelmente inevitável que isso também ocorra aqui.

7 – Estes episódios da «bandeira», dos símbolos, das narrativas que se pretendem alterar, isso tudo são meros indícios desta mudança de Identidade das populações humanas que habitarão este território que durante 880 anos se chamou «Portugal».

8 – A pergunta que talvez nos devesse interrogar seria: PARA ONDE VAMOS?

9 – Ontem, prosseguindo o diálogo com Vital Moreira no blog “Causa Nossa” e no blog “IMPRONUNCIÁVEL”, critiquei aquilo a que ele chamou “Ética Republicana”, e fiz a mesma pergunta.

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De Ricardo A a 01.12.2023 às 21:25

Uma coisa é o processo evolutivo ao longo de séculos, outra coisa é a Engenharia social levada a cabo por certos poderes ao longo das últimas décadas. Aliás os seus três primeiros pontos dão pistas para isso mesmo, a partir de certa época foi alterada a política social, económica e cultural,tal como um comboio que é desviado de sua linha original e acaba num destino diferente daquele planeado originalmente. Portanto, não se trata de nenhum fatalismo da evolução natural  mas sim de consequência devida a escolhas programadas.
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De IMPRONUNCIÁVEL a 30.11.2023 às 21:04

Propomos acabar com os feriados de «5 de Outubro» e «1.º de Dezembro» e até os feriados religiosos" (anunciou Passos Coelho, primeiro-ministro, em 4 fevereiro 2012).

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De lucklucky a 01.12.2023 às 12:34

Isso foi o cretinismo do PSD-CDS em todo o seu explendor como se 2 feriados fossem criar um crescimento da produção que seja relevante...ou mudassem alguma coisa no funcionamento do país. 
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De Anónimo a 01.12.2023 às 19:54

Este é um blog da direitalha. Vão defender Steps Rabbit incondicionalmente.
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De lucklucky a 02.12.2023 às 14:24

Eu sou da direitalha não socialista, podes sempre me encontrar a criticar os "sociais" que se dizem de direita mas sempre aumentaram impostos e criaram novos quando estiveram no governo...

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