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O SNS (Serviço Nacional Socialista)

por João-Afonso Machado, em 27.09.19

Todo o sucedido vai na primeira pessoa do singular: foi - recente e felizmente - o meu único confronto com o país das maravilhas da Geringonça no capítulo da Saúde.

Vão lá quatro dias. Telefonou-me um meu filho, atrapalhado, supunha ter partido um pulso. De imediato fui ter com ele e o transportei ao hospital local.

Feita a triagem, entrámos a fundo no inferno das Urgências socialistas. Naquele imenso acumulado de gente à espera.

Acomodei o rapaz o melhor que pude e, quando ele se queixava das dores e da demora, tentava "consolá-lo" apontando o engarrafamento de macas onde gemiam novos e velhos, homens e mulheres, entubados e entrapados, criteriosamente estacionados e esquecidos num recanto de espera.

Por fim, a radiografia e o resultado - fractura. O passo seguinte seria o ortopedista... se houvesse ortopedista.

Ninguém sabia. Eram 18.30h. O ortopedista chegaria às 20.00h. Se chegasse... Ontem, por exemplo, não chegara.

Às 21.00h, enfim, convencemo-nos de que hoje também não chegaria. (A acumulação de macas e os seus desgraçados gemebundos mantinha-se intacta.) A salvação: demandar o hospital de Braga; se necessário, arranjar-se-ia uma ambulância...

Fomos mais rapidamente de automóvel. E num hospital quintuplamente maior, mais a abarrotar de gente, menos soturno, entrámos e o meu filho foi visto, engessado, tratado por uma equipa médica amável, prestável, muito simpática e profissionalmente cumpridora.

(Braga, uma das duas parcerias público-privadas na Saúde que escaparam à sanha geringoncista.)

Agradecemos e despedimos-nos. Os médicos riram-se quando, então, lhes pedi apresentassem os meus cumprimentos ao Sr. Costa - o chefe deste pasto de vacas sagradas que somos todos nós, na expectativa de não sermos abatidos para benefício do clima, diz-se agora, muito acalorado enquanto ruminamos.



28 comentários

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De Anónimo a 27.09.2019 às 18:23

Escrevi, em finais de 2017 na blogosfera:


As Urgências no Hospital de S. José em Lisboa, são dignas de nota:
Tempos de espera muito longos.
Tudo se passa num apertado corredor numa barulheira de feira.
Os Doentes, homens e mulheres, novos e velhos, em maca ou pelo seu pé, ou sentados em cadeiras ou em cadeiras de rodas, amontoados em total promiscuidade frente a frente.
Uns choram, outros gemem, outros dizem palavrões, uns vomitam, outros borram-se, outros sangram, outros andam praticamente despidos, outros mudos e meio aparvalhados com o que veem e ouvem. 
Os Médicos, os Enfermeiros, as Auxiliares e as Serventes todos num rodopio acotovelando-se que nem formigas, por entre doentes e acompanhantes.
Mesmo assim, estes profissionais esforçam-se por atender todos o melhor que podem, perante as tristes condições que o local lhes oferece.
Médicos, praticamente tudo gente nova, dão consultas onde quer que calha e até em improvisados gabinetes.

Todos os espaços de actividade são acanhados e pouco iluminados.
Sistema de fonia roufenho, sítio para o doente se despir e ser internado é onde calha.
As roupas e pertences dos que vão ser internados, metidos num saco de plástico e levados por um auxiliar.
Os sacos de urina dos acamados são despejados numa pia junto à qual eu já vi uma doente a ser consultada pelo Médico.
Uma doente, vi eu ser auscultada pelo Médico, encostando o estetoscópio por cima da roupa de inverno...
Mas temos dez (10) excelentes Estádios de Futebol espalhados por Portugal, com todas as condições desportivas e habitacionais... muitos deles estão às moscas.


De então para cá não sei como está a situação.

Entretanto, perdi a minha mulher, noutro hospital, novo de 7 ou 8 anos uma PPP,  não pela doença com que entrou mas com bactérias e fungos que lá apanhou... 

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De sam a 27.09.2019 às 20:19

(Braga, uma das duas parcerias público-privadas na Saúde que escaparam à sanha geringoncista.)



Não, não escapou. Você teve foi sorte, que os efeitos ainda vão demorar um pouco a sentir-se.
https://www.publico.pt/2019/08/22/sociedade/noticia/transicao-hospital-braga-esfera-publica-decorrera-normalidade-tranquilidade-1884159 (https://www.publico.pt/2019/08/22/sociedade/noticia/transicao-hospital-braga-esfera-publica-decorrera-normalidade-tranquilidade-1884159)
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De Anónimo a 27.09.2019 às 22:15


João-Afonso Machado, vexa teve sorte.
Vexa não sabe nem sonha o que era o serviço de urgência do hospital de Santa Maria.
Após o glorioso 25, com centenas de retornados, a média diária era de mais de 1.000 inscrições/dia, v.g., em média, uma cada 2 minutos.
Só posso informar sobre a equipa de Medicina: 5 médicos, apoiados por um gastro-enterologista, um neurologista e um cardiologista. O resto estava 'de chamada'.
Após 24 horas (24 horas) de 'banco' ia-mos para a enfermaria ver o 'nossos' doentes.
Acorde, dado que o estimo
ao
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De Manuel da Rocha a 28.09.2019 às 12:32

Se calhar é mesmo melhor o seu filho pagar 650 euros mensais, para um seguro de saúde, já que você defende o fim do SNS. É isto que CDS-PSD-IL andam a prometer... que quem possa pagar entre 8500 a 35000 euros anuais, para uma empresa seguradora, vai ter acesso à saúde. Quem não poder, que aguente com entre 60 a 300 horas de espera para ser atendido nos 5 hospitais públicos que ficarão disponíveis. É uma belíssima opção para os milionários que podem pagar. 
Já agora, porque é que não foi ao centro de saúde da área de residência do seu filho? Ou queria ir ali à clínica privada que cobra 200 euros por consulta e 50 euros por cada comprimido de paracetamol? 
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De Vortex a 28.09.2019 às 14:14

o seguro de saúde na Medicare custa-me 50 euros por mês e o médico vem a casa
por 100 € anuais tenho os Anjos da Noite há 20 anos
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De José Gonçalves a 28.09.2019 às 14:34

Bem ..., cobra se não informar o doente que, p. e., "não possui urgência de ortopedia" e que é melhor recorrer ao hospital público. Em Lisboa e Porto, até é possível que haja resposta para, quase, tudo. Agora fora de Lisboa ..., duvido.
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De João-Afonso Machado a 28.09.2019 às 14:51

Outro...
Eu não defendo o fim do SNS. Defendo é que ele funcione.
De que me adianta o SNS se nem uma fractura de um rapaz ele trata?
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De José Gonçalves a 28.09.2019 às 15:08

Falando de Braga, pode ter a certeza de que o hospital público trata. Ao privado, é melhor recorrer somente para a fisioterapia. Nisso eles são bons: proventos altos, responsabilidade nula.
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De João-Afonso Machado a 28.09.2019 às 15:56

Estive no H. S. Marcos, PPP enquanto a esquerda não acabar com ela e manter as das auto estradas. Foi aí que ele foi tratado porque o SNS não tem um ortopedista nas urgências de Famalicão.
Para mais desconversas, por favor no painel ao lado com, o da Geringonça e da Imprensa vendida. 
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De José Gonçalves a 28.09.2019 às 17:03

Fico esclarecido. Ou alinho no pensamento "correcto" ou vou pregar para outra freguesia.

Fiquei esclarecido.
Muita saúde para si e para o seu filho.
Não perca tempo a responder-me, se é que pensa fazê-lo. DEMOCRATICAMENTE, não volto à casa de quem não me quer lá.
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De Luís Teixeira a 29.09.2019 às 12:00

Estranho que na maior parte da Europa funciona por seguro de saúde,e tem melhor indicadores de saúde que a nossa,e não há essa dos pobres ficarem sem saúde.Nesses países as listas de espera são muito menores,os pobres reembolsados em quase tordos actos médicos e com um serviço de primeiro mundo.Enfim, é este discurso de diabolizar o privado e usar soluções testadas e comprovadas,levam a ter uma esquerda tão grande e um país tão pobre.
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De Anónimo a 29.09.2019 às 13:05

Por acaso isso é mentira, na maioria da Europa o SNS é público como aqui e em países nórdicos nem sequer existe hospitais privados, nem escolas privadas por exemplo. A lógica é simples, em vez de o estado andar a pagar serviços a privados canaliza os fundos para a manutenção do que é de todos. Mas pelo que vejo muita gente quer um sistema tipo EUA onde quem não tem dinheiro para um seguro de saúde morre a porta do hospital... 
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De Anónimo a 02.10.2019 às 11:29

Na Suécia há escolas privadas, no entanto, os pais não pagam para que os seus filhos as frequentem, funcionam num sistema próximo dos nossos moribundos contratos de associação.
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De Anónimo a 28.09.2019 às 14:01

Curioso é no seu post não fazer qualquer referência ao motivo que leva o médico especialista não estar no seu local de trabalho quando devia. Será que estava a fazer consultas num qualquer hospital privado? 


O investimento público na saúde nos últimos dois anos, nomeadamente em matéria de recursos humanos, foi enorme. Porque razão a situação não melhorou?


Parte dos nossos impostos vai para o ensino da medicina. É um curso moroso e caro. Pago por todos nós. Mal terminam a especialidade, paga por todos nós, vão para o privado que pagam mais. Pergunto: E exigir que durante uns anos seja obrigatório prestar serviço no público? Já tentou saber quantos concursos para médicos especialistas ficam desertos? especialmente para o interior do País?


E não me venham dizer que isto viola o princípio da liberdade de escolha, porque podem sempre optar mas antes. Se querem ganhar mais, se querem optar pelo privado, optem por ir tirar o curso numa universidade da Europa...a pagar...


Isto vale para o curso de medicina e demais cursos que, comprovadamente sejam onerosos para o Estado como, por exemplo, o curso de pilotos.
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De João-Afonso Machado a 28.09.2019 às 14:52

Não sei responder à sua pergunta inicial.
O hospital nada me disse e eu não tenho dons de adivinhação.
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De JOTAPA a 28.09.2019 às 21:36

Tem toda a razão!

Posso também informá-lo que, relativamente aos pilotos (e outros licenciados e mestrados, incluindo os médicos)  das Forças Armadas, a coisa passa-se exactamente, como você acha que se deviam de passar...


Os mesmos (pilotos e outros), depois de terminado o curso (que é bastante oneroso para o Estado), são obrigados a passar 12 anos (pilotos) nas Forças Armadas, ou, em contrapartida, se saírem antes desse tempo, são obrigados a compensar o Estado num valor calculado e que depende do tempo cumprido, custos de formação, etc.


De facto, não percebo como é que esta situação já se aplica no Estado e, não se aplica aos médicos formados pelo Estado.


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De José Gonçalves a 28.09.2019 às 14:31

Devia tê-lo levado à urgência de um hospital privado. Então saberia quanto é bom ter o SNS à mão.
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De João-Afonso Machado a 28.09.2019 às 14:49

O seu fanatismo produz asneiras desse calibre - no hospital público onde o levei primeiro paguei 16 euros. Em Braga, onde ele foi tratado, paguei zero.
Mas se calhar referia-se ao combustivel para lá chegar. E às alteraçoes climatéricas que isso provocou.
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De José Gonçalves a 28.09.2019 às 15:15

Quanto ao fanatismo, não respondo.
Quanto ao bom ou mau tratamento, quer público quer privado, só posso dizer-lhe que tenho sido bem tratado nos dois sistemas, pelo que defendo a coexistência do público e do privado.
O que ponho em equação é o fundamental da questão: se tem dinheiro, tem um excelente serviço privado e, por ter dinheiro, nem quer saber do público. Se não tem dinheiro, ou seja, se só ganha o ordenado mínimo nacional e não possui outros proventos ou heranças, tem um razoável serviço público, o tal SNS, quer queira quer não, por cuja melhoria todos devemos lutar, aqui sim, sem fanatismos e sem exclusões.
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De João-Afonso Machado a 28.09.2019 às 15:59

E então, só com o ordenado mínimo no bolso, vai a um hospital dito «público», aflito e... o médico não existe.
É disto que falo. Evidentemente os mais prejudicados são os que tem menos. Se eu tivesse mais ia logo para uma casa de saúde, que o meu filho merece.
É dificil perceber isto???
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De Anónimo a 28.09.2019 às 18:07

joao, simplesmente narraste a tua experiência com o sns...nao faz sentido os comentários serem contra ti. se realmente o sns é assim tao bom, qual a razão de haver tantas mortes relacionadas com os hospitais públicos ?Sao os impostos dos Portugueses que pagam o sns, mas se algum dos políticos que defendem o sns ficar doente, eles nao vao aos hospitais públicos e esperam para serem atendidos como foi o teu filho , certo? hipocrisia a toda a força !!!
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De João Marcelino a 28.09.2019 às 18:52

Admito que o serviço de saúde não é ideal, e que ha muita coisa a melhorar. No entanto, cheira-me a oportunismo o timing escolhido para criticar o PS de todos os males que o afligem. Até parece que as deficiências hospitalares são só culpa deste governo.

Mas já agora, explique como escapou o hospital de Braga, à sanha geringoncista. Porque é privado? Se o vosso tratamento " por uma equipa médica amável, prestável, muito simpática e profissionalmente cumpridora", foi pago. Eu também teria um tratamento VIP numa clinica privada finória. Se é público, mas gerido por outra ideologia que não a geringoncista, e os médicos se riram quando lhes pediu para apresentassem os seus cumprimentos ao Sr. Costa, então já entendi tudo.

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De João-Afonso Machado a 28.09.2019 às 19:11

Eu é que não o entendi. O hospital de Braga funciona bem. Ponto.
Por muito que lhes custe e faça tanto jeito (respondo na mesma moeda) chamar lhe tudo o que possa servir para atacar Passos e Portas e pôr fim a algo que está bem mas ideologicamente compromete.
Isto é, pelo que aqui se lê, o grave é dizer que Braga é bom e não que Famalicão está mau.
Vale mais a pena discutir futebol.
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De João Marcelino a 28.09.2019 às 20:06

Oh João Afonso, concordo consigo. Não quero discutir este assunto num espirito “futebolesco”, nem quero prolongá-lo muito mais.

Só não entendi, porque é que atribuiu a culpa da má experiência que teve num hospital que funciona mal (também o deveria ter identificado, e não o fez)“ao inferno das urgências socialistas”....

... e no oposto, o elogio do hospital de Braga, escapado da “sanha geringoncionista”, que funciona na perfeição (e ainda bem que assim é), onde se riem do Costa.

A sua critica aos serviços de saúde, é relevante, porque tem a ver com TODOS NÓS, mas teria sido mais impactante se tivesse sugerido alguma solução, e admitido que a culpa deste problema não é de um só governo.

Foram escusadas as alfinetadazinhas ideológicas. Não acha ?

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De João-Afonso Machado a 28.09.2019 às 21:37

Não acho explico muito rapidamente porquê. Essas alfinetadas ideológicas são uma constante demagógica da esquerda desde sempre.
No entanto, nunca como se sente o SNS funcionar tão mal, responsabilidade exclusiva do Governo e suas cativacoes.
Tudo porque a imensa carga fiscal a que somos sujeitos não segue para onde devia - o serviço público.
No mais, a manobra é disfarçada com toda a atoarda nestes comentários -'a velha dialética pobres/ricos
É óbvio, o SNS é imprescindível. Mas se na prática não funcionar não existe. É o que ocorre
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De Anónimo a 28.09.2019 às 19:31

De inteiro acordo consigo. Já aconteceu o mesmo comigo nas Urgências de um hospital público. A triagem foi rápida. O pior veio a seguir. Depois de quatro horas de espera para ser atendido por um médico, cheio de   dores e de fome, decidi pirar-me daquele lugar lúgubre a sete  pés e dirigir-me a uma clínica privada onde, quinze minutos depois, estava a ser atendido e medicado. Com gentileza e profissionalismo, claro. Desembolsei 70 euros, mas valeu a pena. Espero que a ADSE me reembolse de parte dessa  verba. O SNS da 'geringonça' é pavoroso. Um arrepio.
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De Anónimo a 28.09.2019 às 19:32

De inteiro acordo consigo. Já aconteceu o mesmo comigo nas Urgências de um hospital público. A triagem foi rápida. O pior veio a seguir. Depois de quatro horas de espera para ser atendido por um médico, cheio de   dores e de fome, decidi pirar-me daquele lugar lúgubre a sete  pés e dirigir-me a uma clínica privada onde, quinze minutos depois, estava a ser atendido e medicado. Com gentileza e profissionalismo, claro. Desembolsei 70 euros, mas valeu a pena. Espero que a ADSE me reembolse de parte dessa  verba. O SNS da 'geringonça' é pavoroso. Um arrepio.
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