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trotinetes.jpg

Na minha rua e nas da vizinhança, trotinetas em cima do passeio que obrigam pessoas a circular pelo asfalto - como mostra esta fotografia tirada hoje – são o pão nosso de cada dia. Estava à espera que os candidatos à Câmara Municipal de Lisboa falassem dessa questão, bem como dos graffiti que emporcalham as paredes da cidade, do lixo colocado em sinistros e nauseabundos sacos pretos (quando não está directamente na rua) espalhados por todos os cantos, dos pontos de reciclagem transformados em lixeiras a céu aberto, muito por culpa dos restaurantes e das lojas das redondezas, a sujidade espalhada por todo o lado, inclusive nos “espaços verdes”, da poluição sonora das motas de escape aberto, das obras intermináveis (públicas e privadas) e outros assuntos comezinhos que afectam a qualidade de vida de quem aqui vive. Mas nada, até agora não vi nenhum candidato falar disso, são só “estratégias”, “visões”, “políticas de futuro”. E quem lhes faz perguntas parece sobretudo interessado nessas vacuidades ou se eles vão ser candidatos à liderança dos respectivos partidos e outros maquiavelismos.

É claro que eu sei que essas questões comezinhas não serão as mais importantes. A fundamental é a descaracterização urbanística e arquitectónica da cidade que dura há anos e anos. Mas quanto a isso não tenho ilusões. A nossa sociedade, seja por indiferença seja por até desejar essa “modernização”, nunca conseguirá travar o processo. Os candidatos sabem disso e nem perdem tempo com o assunto, refugiando-se, quando muito, em generalidades. Da minha parte, só espero conseguir terminar os meus dias sem ver Lisboa completamente transformada na “Dallas parola” para a qual já alertava Gonçalo Ribeiro Telles nos anos 80.



18 comentários

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De balio a 14.09.2021 às 16:08

A solução para as trotinetes passa por os peões pegarem nelas e atirarem-nas para a rua. Que fiquem lá a entupir o trânsito automóvel, que é aonde elas pertencem.
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De henrique pereira dos santos a 14.09.2021 às 16:28

Há anos que prometo que votarei no candidato a presidente de câmara que prometer ter as sarjetas a funcionar perfeitamente.
Finalmente vejo que não estou sozinho.
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De balio a 14.09.2021 às 17:41


o candidato a presidente de câmara que prometer ter as sarjetas a funcionar perfeitamente


As sarjetas não funcionam por estarem entupidas com lixo (plásticos, etc). A limpeza das ruas não é competência da Câmara Municipal e sim das Juntas de Freguesia. São portanto em grande parte as Juntas de Freguesia quem é responsável por pôr as sarjetas a funcionar.
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De Vagueando a 21.09.2021 às 11:07

Diria mais, com lixo, a maior parte das vezes largado pelo cidadão fora dos caixotes. Assim não há limpeza que resista.
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De balio a 21.09.2021 às 11:17


É um velho costume dos portugueses atribuir às autoridades públicas as culpas por aquilo que resulta do mau comportamento dos cidadãos. Assim, se as ruas cheiram a urina isso é culpa da autoridade pública que não as lava e não dos cidadãos que nelas urinam; se as ruas estão sujas isso é culpa das autoridades públicas que não retiram o lixo e não dos cidadãos que para elas atiram esse lixo; e se as ruas estão cheias de caca de cão isso não é culpa dos proprietários dos cães mas sim das autoridades públicas que não lavam as ruas.
É sempre assim. Nós temos o direito de emporcalhar e as autoridades têm a obrigação de limpar o lixo que nós fazemos.
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De Antonio Maria Lamas a 14.09.2021 às 17:16

"Quem semeia trotinetes, colhe imbecis"
Os novos ditados do "aquecimento global"
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De Anónimo a 14.09.2021 às 18:14

Calçar um par de patins a Medina é capaz de ser uma boa ideia 


Pedro Cunha
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De Manuel da Rocha a 21.09.2021 às 11:00

Boa ideia. Você consegue pagar 6000 euros anuais pelo cartão que lhe vai permitir estacionar no centro de Lisboa? Ou pagar 18300 euros para ter o passe que lhe dá acesso aos 730 silos automóveis e 600 parques de estacionamento, assim como usar os autocarros, eléctricos e a gás, para aceder a pontos turísticos na capital? Ao mesmo tempo o IMI passará para 0,5% (mais 75% do que é actualmente). 
São estas as promessas de Carlos Moedas e Nuno Graciano. Se se incluir o IL, há que ir buscar o fim dos jardins públicos e o pagamento para ter um cartão de acesso aos serviços públicos da capital, no valor de 2000 euros anuais. 
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De Anónimo a 14.09.2021 às 22:49

Posso acrescentar aí "banir o uso de motores a dois tempos que fazem um ruido infernal" para limpezas e desmatação?
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De Anónimo a 15.09.2021 às 08:36

Olhando para a fotografia diria que as trotinetes comportam-se com a mesma falta de civismo que os automóveis, com a diferença que aos automóveis são-lhes atribuídos espaço de estacionamento na via. Também, vejo 7 trotinetes, o que corresponderia a 7 carros que ocupariam um espaço infinitamente maior na via pública.
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De Anónimo a 15.09.2021 às 09:49

as trotinetas estão paradas ... a cidade é que se desloca
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De JPT a 15.09.2021 às 10:30

Quem arrumou as trotinetes da foto foi um menino! A semana passada, passei por uma atravessada na Rua de São Pedro de Alcântara, ocupando todo o (meio metro de) passeio entre a parede da Igreja de São Roque e o trânsito - isso é que é de homem! (a ideia, suponho, seria trucidar, debaixo do 58 ou do 24, turistas distraídos, ou estimular o exercício dos peões, obrigando-nos a pular sobre a trotinete ou a correr diante dos carros). 
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De Anónimo a 15.09.2021 às 15:49


Numa zona hiper-turística de Lisboa a íngreme Calçada Salvador Correia de Sá, sentido único, transito ascendente, começa junto ao elevador da Bica e sobe até Santa Catarina. Grupos de turistas em trotinetes descem em infração, a alta velocidade essa estreita via de sentido único, de pouca visibilidade e de piso empedrado irregular. Esta situação é flagrantemente de grande perigosidade.

Os acidentes são responsabilidade dos trotinetistas que não vêm o sinal de proibição?. São responsabilidade de quem aluga as trotinetes e não conduz o grupo?. Será um caso de polícia Municipal ou de Trânsito?.

Como podem as autoridades prevenir esse e outros pontos negros para trotinetistas e para os infelizes inocentes condutores de viaturas?.
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De Vagueando a 21.09.2021 às 11:05

Não podemos esquecer que os utilizadores de trotinetes também são automobilistas e os vícios estão todos lá, nomeadamente estacionar em cima dos passeios, grande parte das vezes bloqueando por completo a passagem de peões. 
Não podemos esquecer que os ciclistas, que também são automobilistas, depois de exigirem (e muito bem, digo eu) a sua protecção consignada no Códido da Estrada, que os classificou como vulneráveis, só assimilaram os direitos, esquecendo por completo as obrigações.
Sobre isso também já escrevi aqui;
https://classeaparte.blogs.sapo.pt/uma-questao-de-respeito-29867?tc=82218465482

Daí que, por mais que os políticos falem e tentem resolver este problema, puramente educacional e civilizacional, seja  através de medidas restritivas e repressivas, seja, como diz,  através de "estratégias”, “visões”, “políticas de futuro” é, infelizmente,  uma luta perdida.

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