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Catarina Martins tem hoje uma entrevista de várias páginas no Público que terá tido também um reflexo extenso na Renascença.
Em si, isto não me levaria a escrever um post, quer porque Catarina fala todos os dias, quer, o que é mais importante, o que diz tem muito pouco interesse e rara aderência à realidade.
Catarina, previsivelmente, diz: "Temos um problema na Saúde, na questão das PPP: neste momento, o que existe é um monstro que está a sugar serviços do SNS e a negar condições de acesso à saúde a toda a população. O SNS está em risco de ter falta de profissionais, de falta de meios, porque o Estado está a alimentar o monstro que o suga, que é a saúde privada."
Que o diga é irrelevante, como seria irrelevante se dissesse que a terra é plana, o que não é irrelevante é que os jornalistas que a ouvem não se preparem para estas tiradas demagógicas, documentadamente falsas, neste caso, e não a confrontem com os números que existem de avaliação dessas PPP e que desmentem por completo esta parvoíce.
O que permite a Catarina falar todos os dias, sobre todos os assuntos, a dizer as maiores barbaridades, como esta, sem que isso se reflicta na sua reputação e credibilidade, é exactamente o facto dos jornalistas que a entrevistam não perderem dois minutos a confrontar o seu discurso com os factos.
E isso é absolutamente lamentável.
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