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Passos Coelho, Gomes Ferreira, a entrevista e o comentador incómodo

 

O primeiro-ministro Passos Coelho deu ontem uma entrevista à Sic e SicNotícias durante a qual prestou contas da sua governação, nomeadamente esclarecendo diversas confusões suscitadas pelos media a propósito de salários, pensões e impostos. O entrevistador foi José Gomes Ferreira, e a entrevista ocupou-se sobretudo de temas económicos, da vida económica dos portugueses, como é natural e útil nestes tempos de crise e dificuldades económicas. Neste sentido, a entrevista foi, felizmente, previsível.

Previsíveis foram, também, as reacções de três dos comentadores do painel de quatro que se seguiu na SicNotícias.

António José Teixeira, Graça Franco, Pedro Santos Guerreiro passaram, como era previsível, a criticar o primeiro-ministro por não ter falado das coisas que, segundo eles, seriam mais interessantes, e por não ter - como, segundo eles, devia - «mobilizado» para «uma nova fase» (que, ao menos e por fim, lá reconhecem).  

Mas imprevisível, ao menos para esses três comentadores, terá sido a reacção do quarto membro do painel, Miguel Sousa Tavares.

Inteligente, provando mais uma vez que há comentadores melhores que outros, Sousa Tavares começou por classificar de realmente confrangedoras as reacções da oposição, mais uma vez a opor-se a todos os remédios sem apresentar solução nenhuma. E, de seguida, Sousa Tavares insistiu de várias maneiras na necessidade de reduzir Estado, e défice e dívida, quase parecendo que, além da oposição, inquiria também os outros comentadores sobre se reconheciam ou não o problema, e sobre se reconheciam ou não que ele vem sendo combatido.

O nervosismo do socialismo encapotado de Teixeira e o súbito desconchavo do primarismo anti-governo dos outros foi, a partir daí, todo um delicioso espectáculo. Três ou quatro colheradas de realismo deixaram-nos titubeantes.



8 comentários

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De António Maria a 16.04.2014 às 08:58

Foi bom mesmo. Para além do "desconforto" dos 3 alinhados, também se notava bem o "desconforto" da senhora Ana.
Ou é da minha vista ou o Miguel nunca mais é convocado.
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De Odisseia na Internet a 16.04.2014 às 14:07

A oposição não quer saber de soluções para o país. O que querem é somente ter o Poder nas suas mãos.
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De Filipe Silva a 16.04.2014 às 17:27

Há três anos e pouco passou-se o mesmo, ou estarei enganado?
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De Raul Sacramento a 16.04.2014 às 15:22

Apenas um comentário: Foi uma vergonha!
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De Anónimo a 16.04.2014 às 15:37

José Gomes Lewinsky?
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De Anónimo a 16.04.2014 às 16:12

Concordo com a análise, muito bem....
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De CarmoPais a 16.04.2014 às 18:15


Portugal foi o país que mais aumentou impostos sobre os salários
Portugal teve no ano passado um aumento de 3,5 pontos percentuais, quando o crescimento médio dos 34 países da OCDE se situou nos 0,2 pontos
TVI/ Redacção / LF | 2014-04-11 11:08 (http://www.tvi24.iol.pt/economia---economia/salarios-ocde-governo-impostos/1550503-6377.html) 

Em vez de reformar o Estado central regional e local, tornando-o mais eficiente e eliminando o devorismo partidário e a baba burocrática, preferiu-se esganar toda a economia e destruir a classe média, salvaguardando apenas o bem-estar dos rendeiros, da corja devorista e da partidocracia. A isto chama-se FASCISMO FISCAL.
E depois do Programa, como vai ser? Irão aumentar ainda mais os impostos e ver polícias e militares a entrarem pelo parlamento dentro? Irão finalmente cortar as rendas excessivas dos rendeiros do regime? Esperemos bem que sim. Irão, em suma, deixar de usar o aparelho de estado como uma alcova partidária? Voluntariamente, não, mas algo acabará por ser feito neste domínio. O desfecho previsível do Programa da Troika será a chamada saída 'limpa' — por uma razão simples: os credores não estão dispostos, nem podem continuar a alimentar porcos a pérolas. A seguir, vem a catástrofe...
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De Maria a 17.04.2014 às 21:07

É por essas e por outras que não perco os comentários de Sousa Tavares.

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