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O poder ilusório

por Vasco M. Rosa, em 10.11.16

Veio na honorável secção «Gente» do semanário Expresso da semana passada, mas ninguém ainda veio responder, talvez porque o silêncio e o deixar passar sejam o bom remédio para as maleitas habituais de quem pretende manipular este mundo e o outro.

A propósito do lançamento do inacreditável livro de JS, promovido aos sete ventos e com autocarros transmontanos despejados de gente que vinham numa excursão benemérita à capital, como o CM provou, diz então o Expresso que o livro da Sextante foi anunciado a uma mailing list partidária que compreensivelmente não poderia conhecer.

E isso é algo que devia incomodar o editor, seja ele João Rodrigues ou o chefe supremo Manuel Alberto Valente, mas nem dum nem de outro veio um pio de esclarecimento ou refutação, talvez porque toda a manobra mediática seja ela mesma mais determinante do que o livro em si, qualquer que seja o seu verdadeiro redactor.

Não é possível encarar seriamente o sector editorial e livreiro sem uma resposta capaz a esta dúvida lançada pelo maior semanário português. Pode ser, e acredito que seja, que a cumplicidade política — de anterior, curto ou longo prazo — tenha decidido certas coisas que devem repugnar homens livres.

Mas a liberdade, importa dizê-lo, não é sonho ou verdade de quem apenas ambiciona uma coisa: poder. Por mesquinho, inútil, vil, covarde, insignificante que seja.

É triste, é fado — mas é uma merda. A merda que temos e prevalece. Sem carisma de espécie nenhuma, afinal.

Estão bem uns com os outros, riem, abraçam-se, continuam. São a nossa vergonha, mas abeiram-se dos panteões, porque não sabem nem sonham para lá de si mesmos, numa voracidade delirante. 

Não ter a mínima ilusão sobre eles é indispensável a gente livre e recta, correcta.

O Sextante, invenção portuguesa, é desonrado por eles. Envergonhar-se-iam se fossem capazes! Mas simplesmente não são... A louca presunção de que são Alguém impede-os dessa honestidade sincera. 

A ambição dos pequenos é serem grandes. Os grandes são-no simples, modestamente. É a diferença que não podem entender. Por mais livros que digam ter lido...

 

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