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Fiz um comentário pequeno dizendo que, para mim, o melhor candidato destas eleições, do ponto de vista estritamente pessoal, era António Filipe, um homem culto, institucionalista, com boas maneiras, afável e claro no que pretende ao mesmo tempo, sério, decente e por aí.
Mas não me passa pela cabeça votar em António Filipe porque embora goste do pecador, renuncio ao pecado, para usar a linguagem habitual da cultura cristã.
Aliás, Paulo Raimundo encarrega-se de explicar por que razão António Filipe não é uma hipótese para Presidente, ao deixar claro que António Filipe não pretende presidir ao país, deixando governar quem ganhar as eleições legislativas, seja quem for: : "A força, a coragem e a clareza desta candidatura de esquerda, sim, de esquerda, assumidamente de esquerda, sem rodeios, sem refúgios, sem disfarces e, acima de tudo, sem nenhum compromisso com a política de direita. Zero de compromissos com a política de direita".
A polarização - que está longe de ser um fenómeno moderno, dizer que a sociedade hoje está actualmente polarizada como nunca esteve, quando noutras alturas houve mesmo guerras civis que estão muito longe de qualquer horizonte razoável, por mais que a esquerda pretenda correr o risco de ir por esse caminho com a permanente desqualificação pessoal dos seus adversários ideológicos - é isto, a falta de distinção entre o pecador e o pecado.
Talvez seja mesmo a minha oposição a essa visão do mundo que transforma todos os adversários em inimigos que me afasta de qualquer interesse nas propostas políticas do Chega, mesmo sendo algumas, como são, perfeitamente razoáveis.
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