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O museu da II República

por João-Afonso Machado, em 21.08.19

S. COMBA DÃO.JPG

Andam em pânico as hostes ético-republicanas. E percebe-se porquê - já havia museus, estátuas e túmulos dourados para os seus próceres, os seus deuses de cartolinha. Mudaram a seu jeito os nomes da avenidas e das pontes. Mais só querem uma esponja passada sobre o tempo da História em que eles foram genuinamente eles. Não pode ser.

Contas feitas, temos 16 anos de ditadura parlamentar; mais 48 de autocracia corportiva; e 45 de demo-plutocracia.

Todos se dão bem com todos, os netos não renegam a herança dos avós, mas quanto aos pais, a actual geração (que já vai nos 70-80) - vira-lhe as costas.

Como se os historiadores pudessem ignorar o proceso histórico na sua dimensão plena!

Salazar foi um autocrata? - Foi. Portugal marcou passo no seu consulado? - No cômputo geral marcou. Somos salazaristas? - Não! Somos costistas ou socratistas? - Também não.

A História é que é a História. Sem uma vírgula a menos. Tem de bom e tem de mau. É uma ciência, não a política partidária no terreno, ideologizada, de papel em punho à cata de assinaturas para a petição.

Mais: Santa Comba Dão também é Portugal. E lá mandarão as suas gentes. Eu não preciso de fazer profissão de fé anti-salazarista para lhes reconhecer o direito de quererem o seu museu.

 

 

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8 comentários

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De Anónimo a 21.08.2019 às 17:56

Caro João
É tudo relativo: entre o professor que vai atestar o carro depois de uma viagem, o cigano que engana uma velhinha comprando-lhe a casa para os filhos, e o dr Salazar, eu sou Salazarista.
Entre o regime modernaço que quer por um miúdo na ca a de banho das minhas filhas, e o pudor de um respeito pelas pessoas e sua história, eu sou Salazarista.
Entre a infantilidade intelectual e cultural de um líder político da terceira república, e o sentido de estado da segunda , eu sou Salazarista.
Entre o crescimento sustentado em fundos europeus que não têm o nosso interesse de longo prazo em vista, e o país Europeu que mais cresceu no período que antecedeu a primeira crise petrolífera ( 1960-73), eu sou Salazarista.
è verdade eu sou, e em termos absolutos , porque a política é a "arte do possível" , SALAZARISTA.


Desde já deixo aqui a iniciativa para uma petição que defende a liberdade de termos um museu sobre António de Oliveira Salazar, em Stª Comba Dão.


Isto apesar da constituição, que feita por burros, não colhe: Salazar foi um ESTADISTA Portugês. Não foi fascista.


Um abraço João, e desculpe a violência: estou cansado desta associação de criminosos do PS ( literalmente ), da empresária Martins (ideológicamente) e do bailarino J Sousa (apoiante de todos os assassinos de esquerda dos último cem anos ).


Não vejo a hora de " ser a Hora"  do Pessoa.
abraço
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De João-Afonso Machado a 21.08.2019 às 18:16

O Sr. Anónimo está a falar com um social-democrata, sob o ponto de vista ideológico.
Com um monárquico sem remédio, sob o ponto de vista do regime político.
Na sua inteligência, Salazar tinha uma fobia: os comunistas. Perdeu-se e perdeu o País com ela. Por causa dela serviu-se de tudo e sobretudo de todos: os monárquicos, a quem sempre enganou, foram grandes vítimas de Salazar.


Resta a actual situação do País, que de todo impede a vitalidade de uma social-democracia. Assim me transformei, à Bakunine, em anarquista. O Estado é para deitar ao lixo e, a simbolizar a Nação - sempre o Rei.


Salazar é um passado que não volta. O que não quer dizer eu não aprecie ver as suas lunetas, a caneta com que escrevia, o seu célebre par de botas, as cartas sibilinas com que enganava toda a gente dizendo «agora não é oportuno».


Ao seu, correspondo com o meu abraço.
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De Anónimo a 22.08.2019 às 01:21

Sr. João-Afonso Machado
No seu Comentário afirma que o Doutor Oliveira Salazar tinha uma fobia - os comunistas.
E ele tinha razão: depois do 25 de Abril, (há mais de 45 anos) e sem peias, os comunistas têm tido todas as oportunidades de mostrar o que valem e eu pergunto:

Em quarenta e cinco (45) anos de “liberdade” quais foram as obras físicas ou morais que provieram de iniciativas dos comunistas de Portugal ou doutro país qualquer, destinadas à melhoria concreta das condições de vida dos portugueses.

O que é que eles têm feito de relevante ou contribuíram decisivamente, para melhorar Portugal, nas seguintes áreas:

Escolas?
Hospitais?
Bairros sociais?
Artes?
Indústria?
Agricultura?

Comércio?

Pescas?
Ciência pura ou na Ciência aplicada?
Património Nacional?
Assistência e solidariedade aos portugueses mais desfavorecidos?

Pois sempre lhe lembro que, em todas as áreas acima referidas, o Doutor Oliveira Salazar e seus colaboradores  deram (em 40 anos) grandes desenvolvimentos a Portugal, muitos dos quais ainda hoje grande parte da população portuguesa beneficia.

E não esqueça que todos esses desenvolvimentos foram pagos com dinheiro português sem criar dívidas ao estrangeiro.

Obras dos comunistas, apenas conheço duas nestes 45 anos:

Uma Ponte feita numa noite: a Ponte 25 de Abril e a festa do Avante.

Em tudo o mais, onde pairar a sua sombra, tudo morre e estiola.


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De Anónimo a 22.08.2019 às 14:57


Com o devido respeito pelas opiniões contrárias, estou 1000% d'acordo com os dois comentários do "Anónimo", com especial ênfase para este último. Perante o total descalabro em que a esquerda comunista transformou o País a partir de 25/4 e que se tem prolongado até hoje, se colocarmos num dos pratos da balança o presente regime cujos autores - todos traidores à Pátria e que o impuseram aos portugueses sem o referendarem, caso o tivessem feito jamais teriam alcançado o poder - e no outro prato o Regime patriótico do Estado Novo verificar-se-á d'imediato para que lado pende o prato mais pesado. É disto que os comunistas têm medo, um medo aterrador que se vem prolongando desde o golpe de Estado de Abril, altura a partir da qual chamaram "seu" ao País e ao Povo.

Concluíndo: não há comparação possível entre os dois regimes. Salazar sempre. 

Quanto ao escrito do Anónimo, os meus parabéns. Mais dissera e mais acertara.
Maria


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De Anónimo a 22.08.2019 às 17:12


Concordo com os comentários «Anónimos», vale bem a pena conhecermos a obra que foi feita durante o Estado Novo. Deixo aqui algumas ligações:


http://portadaloja.blogspot.com/2014/03/comparacoes-entre-ontem-e-hoje-o-estado.html


http://portadaloja.blogspot.com/2018/07/obras-publicas-no-estado-novo-que.html


http://portadaloja.blogspot.com/2018/07/o-estado-novo-visto-no-seu-tempo-por.html
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De Anónimo a 22.08.2019 às 17:55


Sem dúvida. A Constituição em vigor -obra de socialista / comunista, comprovadamente- tem gerado realidades políticas sociais que comparadas com as do dito "Salazarismo" são um desastre, em curso há 40 anos.
As novas gerações -cabeça formatada pelo socialis/comunismo- só percebem que esta sociedade é um salve-se quem puder. Nem percebm porquê.


Estar contra um Museu que permita comparar os dois sistemas é um anátema para a esquerda no poder. Um perigo a evitar e que o poder vigente vai sancionar.


Salazar bem que podia ter realizado eleições genuínas.

Afinal o PCP continua eleitoralmente reduzido à sua realidade, sempre abaixo dos 500.000 eleitores, o que comparado com a convicta e crescente abstenção, explica muita coisa.



Este PS de A. Costa arranjou um parceiro a condizer, para ganhar o poder.

Mas enganou parte detectável do seu eleitorado. Pagará caro pela mentira ?.

A. Costa terá mesmo feito uma ajuizada jogada com esta geringoça ?.
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De Anónimo a 23.08.2019 às 11:17

Maria 
Muito obrigado pelo seu comentário.
Acrescento ao seu, a minha opinião:
Desde a morte do Doutor António de Oliveira Salazar, Portugal não voltou a ter um Dirigente Político que se visse.
Mesmo Marcelo Caetano já não era da mesma fibra e determinação do seu antecessor.
Quanto aos Dirigentes que se seguiram (quase todos internacionalistas) só os posso classificar de incompetentes, golpistas e sobretudo traidores, que não têm merecido o que a Nação lhes pagou e paga.  
Por isso estamos onde estamos: o País cheio de dívidas, a funcionar pessimamente em quase todos os sectores, excepto no Fisco...
Passados 45 anos temos um Povo desmemoriado, que não se cultiva nem se quer cultivar, que sabe muito de futebol, de cinema e de cantigas e quase não conhece Portugal e a sua História, mas que se gaba de muitas viagens ao estrangeiro... onde viu muito com os olhos da cara e nada com os olhos do espírito.
Um Povo  que balbucia um português péssimo, com um léxico paupérrimo porque mal ensinado nas escolas, ignorando o fundamental em detrimento do acessório, está a ser encaminhado para a escravidão e não se dá conta disso.
Actualmente o golpe é lei, o mérito não conta porque o exemplo tem vindo de cima!
A mão dos comunistas está por aí espalhada e é tolerada pelo Povo, porque este não dispõe de espírito crítico, fruto da sua muita ignorância.
Eu acreditaria nos comunistas se estes já tivessem tanto ou melhor do que aquilo que o Doutor António de Oliveira Salazar fez pelo País e pelo bem-estar dos Portugueses. E já tiveram tempo suficientes para mostrar de que são capazes...
Até os Arquivos da DGS mandaram para a Rússia para que não se "descubram as carecas" de muitos figurões que por aí se pavonearam e pavoneiam como grandes "Salvadores da Pátria"!
Quanto ao Museu tenho Fé; Santa Comba Dão fará o milagre. 
 
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De Anónimo a 23.08.2019 às 14:53


Excelente comentário. Renovo-lhe os meus parabéns.


Só uma achega ao que diz sobre os Arquivos da DGS. Logo a seguir ao Golpe de Estado aqueles foram apressadamente enviados para a U.Soviética pela calada da noite (um militar que estava de serviço nessa noite viu uns camiões a sairem da Sede da PIDE com os Arquivos e confessou-o mais tarde). Os anti-fascistas encarregados pelo MFA de vasculhar (e ocultar dos portugueses) os Arquivos e que ainda estão vivos - entre eles o militar Castro (não me recordo do primeiro nome) e o farsante Miguel Sousa Tavares, é que sabem os nomes de oposicionistas de renome que deles constavam e quem deu a ordem para os mesmos serem enviados  para a U.S.  Todos sabemos perfeitamente quem terá sido.

Quem era comunista e simultâneamente informador da PIDE, era evidente que a sua ficha tinha que constar dos respectivos Arquivos e isso jamais poderia ser revelado aos portugueses. Entre eles estava a de Cunhal e a de mais alguns comunistas de topo. Eis o motivo pelo qual os Arquivos tiveram que ser enviados secreta e ràpidamente para a U.S.



Resta acrescentar que os Arquivos são pertença inquestionável do Estado Português. Consequentemente torna-se obrigatório que eles sejam restituídos a Portugal. Veremos quando.  
Maria

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