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O mito do eterno retorno

por henrique pereira dos santos, em 12.12.19

Ludwig_Binder_Haus_der_Geschichte_StudentenrevolteUma manifestação de estudantes na Alemanha, em 1968, contra a guerra no Vietname (ou melhor, contra a participação dos EUA na guerra do Vietname).

Lembrei-me disto a propósito da quantidade de gente que vejo dizer que nunca se viu nada como o que se vê actualmente, em matéria de envolvimento da juventude na política, em participação em manifestações e na exigência de soluções dos governos para os problemas que afectariam o seu futuro.

Neil Young, pelos vistos, poderá estar velho, mas ainda tem memória, ao contrário do que parece acontecer na generalidade da comunicação social: "Though Neil Young is concerned about the troubling times, it’s also nice to see him so optimistic about the youth of this country. He continues talking about the way people will be connecting with one another, saying, “We had the Vietnam War in the ’60s, and there was a draft. The students didn’t believe in it, and it unified them. That brought the people together and made the ’60s like they were. The youth were very unified against the status quo—against the old line and the new old line. It’s the same exact thing today. Social media and young people, art, music, all communications make this one of the most active times for activism. It will be a time of change.”".

Mas ter memória não significa ter lucidez, a previsão "It will be a time of change" não é de hoje, é de 2016 e referia-se à mobilização do activismo anti-Trump, cujos resultados, mais de três anos depois, já permitem admitir que o seu optimismo não teve grande tradução nos factos.

Isto, claro, para não recuar mais no tempo à procura de grandes exemplos que iam mudar o mundo e esquecendo a velha imprecação de Caetano Veloso (também em 1968, o tal ano em que as manifestações nunca vistas da juventude iriam virar a ordem social do avesso), quando foi vaiado por essa juventude militante que enchia o festival de música a que concorria, incapaz de reconhecer o verdadeiro vanguardismo: "São a mesma juventude que vai sempre, sempre, matar amanhã o velhote inimigo que morreu ontem Vocês não estão entendendo nada, nada, nada! Absolutamente nada! ... Se vocês forem... se vocês em política forem como são em estética, estamos feitos!".



1 comentário

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De Anónimo a 14.12.2019 às 18:51


Pereira dos Santos,
Para mim, é sempre agradável lê-lo.
O relembrar o que disse Caetano Veloso é importante.


Abraço do,
ao

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