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O mauzão do tempo

por José Mendonça da Cruz, em 11.09.23

Agora que, segundo insistem e alertam os telejornais, está «mau tempo», eu vou aguardando para saber se essas más chuvas que caracterizam o «mau tempo» acaso terão aliviado a seca extrema em que o país estava ou ainda está, devido ao excesso de «bom tempo». E, já agora, gostava de saber se o «mau tempo» aliviou em alguma medida o estado das reservas de água nas barragens, que, devido ao «bom tempo», tinha atingido níveis alarmantes. Eu sei que é muito mais importante saber se uma cave em Algés ou uma rua no Porto ficaram com muita água «derivado» ao «mau tempo», mas aguardo informação sobre as colheitas e as pastagens (essas coisas despiciendas que nos dão comida e bebida) para saber se foram prejudicadas ou beneficiadas, e quais e com que consequências. E -- alheio e inconsciente como sou à importância de um aviso laranja «derivado» ao «mau tempo», o qual pode impor o extremo incómodo de guarda-chuvas -- aguardo para saber, ainda, se o risco sério de racionamento do consumo de água potável foi remediado ou não por essa coisa horrorosa do «mau tempo».

Eu julgo que, hoje em dia, seria considerado «mau jornalismo» da parte dos telejornais darem estas notícias que eu aguardo. Mas, obtuso como sou, parece-me que é mais o contrário.


16 comentários

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De Rodrigo Raposo a 11.09.2023 às 20:12

Para os lisboas, e urbanos em geral, a comida vem do supermercado. Por isso, que pode esperar de tal gente, meu caro José Mendonça da Cruz? 
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De Anonimo a 11.09.2023 às 22:15

Em algumas zonas terá estado mau tempo.
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De Anónimo a 12.09.2023 às 06:25

...e noutras não e vice-versa.
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De Anonimo a 13.09.2023 às 09:58

Porque chuva forte é mau tempo em certos locais e bom tempo noutros.
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De Anonimo a 12.09.2023 às 06:42

É subjectivo. Tivesse caído a chuvada que caiu durante as JMJ, seria bom ou mau tempo?
Até gosto de chuva (já o frio...), mas não acho bom tempo quando chego ao trabalho encharcado, e depois de levar com trânsito de chuva.
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De Anónimo a 12.09.2023 às 08:41

Qual é o espanto, José Mendonça da Cruz? Há mais coisas incompreensíveis nos meios de comunicação. 
Exemplifico: em todos os canais de TV diariamente ou semanalmente, há inúmeros programas de debate, frente-a-frente, mesas-redondas, discussões com convidados-sortidos, convidados-rotativos (ou em rodagem), convidados-pensantes, pensadores e pensativos dos diversos quadrantes politico-partidários, mesmo os das forças políticas "sem força", sem representação parlamentar significativa, ou uma expressão residual na sociedade, todos têm assento nas TV's, sejam eles tudólogos, ideólogos, politólogos, políticos no activo, políticos desactivados, comentadores cativos e a vulso (para os soundbites), correias de transmissão, opinadores-saltitantes, enfim, há de tudo como na farmácia.


 Mas... raras vezes (muito pontualmente) vi, ouvi ou dei pela presença  de algum convidado oriundo do Chega!, o 3º maior partido com representação parlamentar.  
 (Quero, desde já,  afirmar que não sou (nem serei) votante do Chega, mas a imprensa, o chamado 4º poder, devia estar ao serviço da democracia e tem o dever de informar imparcialmente, divulgar ideias, com o devido enquadramento, para ajudar a formar e a consolidar a opinião pública (e individual) do cidadão. Gostaria de saber se, numa democracia, é admissível esta indisfarçável parcialidade, falta de isenção, dos meios de comunicação que decidem como, quando e quem se «senta à mesa» e quem é proscrito do espaço público. Falta saber também o porquê).


«O quarto poder é a expressão utilizada para declarar que o jornalismo e os meios de comunicação de massa podem exercer determinada influência sobre a sociedade. O termo é utilizado quando se pretende discutir como a imprensa atua na sociedade no enquadramento de notícias que são levadas a conhecimento público».
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De Ricardo a 12.09.2023 às 22:22

Os "democratas" deste sítio a que chamam país  acham tudo isso normal. 
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De urinator a 12.09.2023 às 08:55

recomendo-lhes:
« Nukualofa​ (en tongano: Nukuʻalofa) es la capital y ciudad más poblada del Reino de Tonga,


« Você que lê e não sabe
Você que reza e não crê (vai, Toquinho)Você que entra e não cabeVocê vai ter que viver 
A tonga da mironga do kabuletê ...
Você que fuma e não tragaE que não paga pra verVou lhe rogar uma pragaEu vou é mandar você
Pra tonga da mironga do kabuletê (pra onde?) » PqP

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De Francisco Almeida a 12.09.2023 às 09:46

Bom tempo e mau tempo são conceitos relativos quer à época quer à zona geográfica quer ainda às actividades agrícolas. Por exemplo, nas lezírias do Tejo e do Sorraia, onde não se sente a falta de água, a chuva desenvolve doenças no tomate e o vento acama o arroz. Aí também houve mau tempo, como em Lisboa.
Outra coisa é a cobertura noticiosa, genericamente deficiente e muito centrada nas zonas de grande concentração demográfica. Parece-me difícil num país demograficamente desiquilibrado, uma cobertura mediática equilibrada.
Claro que seria preferível que os telejornais também reflectissem a imprensa regional e não apenas a Lusa. Talvez no dia em que o PS também domine a pouca imprensa regional que ainda sobrevive. 
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De Anónimo a 12.09.2023 às 15:19

Infantilismo e esgoto televisivo  a par e passo...
Juromenha
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De Elvimonte a 12.09.2023 às 16:53

"... obtuso como sou ..." - portanto já somos dois - acho o bom tempo "derivado" ao aquecimento global, apesar da concentração atmosférica de CO2 diminuir de Março/Abril até Setembro/Outubro todos os anos, pelo menos desde 1958 (vd. NOAA, Mauna Loa, https://gml.noaa.gov/ccgg/trends/ ou https://gml.noaa.gov/webdata/ccgg/trends/co2/co2_mm_mlo.txt), e o mau tempo "derivado" às alterações climáticas, muito embora no Technical Summary do último Assessment Report do IPCC (vd. https://www.ipcc.ch/assessment-report/ar6/ ou  https://www.researchgate.net/publication/354209827_IPCC_AR6_WGI_Technical_Summary/link/6273ae123a23744a726601ee/download), ao fim de 30 anos e muitos biliões gastos, não tenham sido encontradas à excepção de "ecological drought", seja lá o que isso for. 


Esta obtusidade teima em não me largar, nem com avisos vermelhos.
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De maria a 12.09.2023 às 19:20

Subscrevo e comungo com avidez essa esperada informação dos meteorologistas, embora tardia.
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De Ricardo a 12.09.2023 às 22:18

Parece que tem estado sol no nabal e chuva na eira. Não sei se isto acrescenta alguma  coisa de relevante mas não me ocorre agora mais nada. 

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