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O genocídio do povo palestiniano

por henrique pereira dos santos, em 25.10.23

Farto de ouvir gente, que deveria ser responsável, falar no genocídio ("Genocídio é o extermínio deliberado de um povo - normalmente definido por diferenças étnicas, nacionais, raciais, religiosas e, por vezes, sociopolíticas (ver: engenharia social) - no total ou em parte.") do povo palestiniano, resolvi ir aqui e fazer um boneco com os dados (escolhi as estimativas da ONU)

palest.jpg

Mais grossa e a cor de laranja está a linha da evolução da população dos territórios palestinianos, ligada à escala da esquerda, em milhares de pessoas.

A amarelo está a evolução da esperança média de vida nesses territórios, e a cinzento a taxa de mortalidade, ligadas à escala da direita, em anos (x10, por razões que desconheço o boneco está ligeiramente cortado no lado direito, escondendo os zeros que estão no boneco original), no caso da esperança média de vida, em permilagem, no caso da taxa de mortalidade.


31 comentários

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De balio a 25.10.2023 às 17:34


O que se observa aqui é uma tragédia: a tragédia do aumento constante de um povo. Outra tragédia mais ou menos similar (embora, creio, com um aumento mais moderado) ocorre com o povo judeu israelita.
Tanto um como o outro procriam como coelhos. Parecem não se aperceber de que a terra que ocupam é finita.
Enfim, quem se guia por religiões e tem uma fonte constante de subsídios, é nisto que dá.
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De henrique pereira dos santos a 25.10.2023 às 17:44

Convenhamos que o teu comentário é semelhante a dizer que é uma tragédia estares vivo, sem teres consciência de que os recursos que usas são finitos.
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De balio a 25.10.2023 às 18:00


Essa é uma falácia bem conhecida, salvo erro chamada "falácia da composição": o dizer que aquilo que é bom para todas as pessoas individuais de um determinado conjunto também é bom para o conjunto como um todo.
Em economia, isso pode dar origem a uma grave crise, por exemplo se toda a gente decide poupar ao mesmo tempo.

Faz-me também lembrar um cartune de Quino, do tempo em que se discutia muito o crescimento da população humana: "há quem diga que somos de mais... mas ninguém se vai embora."
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De henrique pereira dos santos a 26.10.2023 às 08:20

Não estou a discutir se é bom ou mau haver muitos palestinianos e aumentar a sua esperança média de vida, ou se é bom ou mau estares vivo ou morto, estou a dizer reescrever o teu argumento, mantendo-o estruturalmente igual.
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De G. Elias a 25.10.2023 às 19:16

Não percebo bem a escala da linha amarela. Esperança de vida de 7 anos? Será que falta por aí um zero, ou escapa-me algo?
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De henrique pereira dos santos a 26.10.2023 às 08:21

Não foi a tipo que escapou algo, mas ao boneco: não sei porquê, ao pô-lo no post, o boneco é cortado na direita. Já reescrevi o texto para tornar isso claro.
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De Impronunciável a 25.10.2023 às 19:27

Mas o objetivo é defender o indefensável?

1 – Será para defender os actos terroristas israelitas sobre os Palestinianos desde 29 de novembro de 1947 (Resolução da ONU, n.º 181)? Será para defender a agressão e o roubo do território palestiniano através da expansão de colonatos? Será para defender o direito dos israelitas terem, durante mais de 50 anos, cercado a população de um Povo?

2 – Será que não é um acto terrorista cercar um Povo, não permitindo que 80% da população na Faixa de Gaza tenham água potável, nem educação, nem energia para fazer operações, nem medicamentos suficientes nos hospitais? Foram 56 anos a fazer isto a quase 2 milhões de pessoas. E se fizessem o mesmo aos israelitas, ou aos portugueses, ou aos estadudinenses?

3 – Não foi exatamente este genocídio, de sujeitar um Povo a viver em “Reservas” e em “Apartheids”, que os EUA fizeram aos Povos Índios na América do Norte?

4 – O que o «exército israelita» fez aos Palestinianos é exatamente o mesmo acto terrorista que o «exército palestiniano» fez aos israelitas. A diferença é que o terrorismo israelita durou mais de 50 anos, e fez 10 vezes mais mortos do que 1000. E o «exército palestiniano» só agora o pode fazer.

5 – Se os Palestinianos tivessem as mesmas armas (e o mesmo apoio de um país como os EUA) do que os Israelitas, como era resolvido este conflito?

6 – O que este gráfico esconde é essa assimetria. Quer em densidade populacional, quer em condições de vida, quer em diferença de miséria e pobreza, quer em número de mortos, quer em força militar, quer em sujeição à escravidão humana. Quer no incumprimento do que ficou acordado pela ONU desde 29 de novembro de 1947.

7 – É intolerável a cumplicidade e silêncio perante este acto terrorista israelita feito durante mais de 50 anos. É uma ignomínia contra a Humanidade.

8 – O «exército israelita», tal como o «exército palestiniano», (tal como o de outro qualquer País), não representam a totalidade das opiniões da população dos Povos pelos quais dizem combater. O «exército israelita» e o «exército palestiniano» são ambos “Hamas”. E representam, exatamente, na mesma medida e valor, cada um dos dois Povos.

9 – Em 2011, na entrevista ao jornal polaco “Poliyka”, Zygmunt Bauman, o sociólogo atualmente aclamado pelo seu diagnóstico à sociedade moderna (2000, “Liquid Modernity”, Cambridge), judeu, condecorado com a “Cruz de Valor” nas batalhas de Berlin e de Kolberg contra o III.º Reich na 2.ª Guerra Mundial, afirmou: “Israel não está interessado na paz, mas somente em se aproveitar do Holocausto para legitimar atos inadmissíveis. O Muro da Cisjordânia, que Israel construiu na Palestina, é igual aos muros do Ghetto de Varsóvia onde centenas de milhares de judeus morreram”.

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De César a 25.10.2023 às 23:47

Mude a medicação. As melhoras...
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De Júlio Sebastião a 26.10.2023 às 09:34

Parece que as suas 35 linhas são contrariadas pelo gráfico.


Em relação ao seu ponto 5, acho que toda a gente sabe a resposta.
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De Leitor assíduo a 25.10.2023 às 19:39

Post muito simples e, por isso mesmo, profundamente esclarecedor. Parabéns. 
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De Anónimo a 25.10.2023 às 20:05

Podem  exterminar a vontade as crianças em Gaza... Ser extreminado pelo "povo eleito" é chique... 
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De lucklucky a 25.10.2023 às 22:56

É espantoso que os supostos apoiantes Palestinianos nunca pedem ou criticam o Hamas para proteger as crianças Palestinianas.  
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De Anonimo a 26.10.2023 às 10:40

Como ouvi hoje uma sra (e juíza) na Fox N, faz parte da guerra (morrerem civis, incluindo crianças). As dos outros, claro.
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De lucklucky a 26.10.2023 às 14:19


Claro, a maioria dos mortos civis Alemães na II Guerra Mundial são responsabilidade dos Nazis.


A responsabilidade primária das crianças Palestinianas é do Hamas que tem tuneis com mais de centena de km para tropas e o seu complexo militar industrial.  As tuas palavras dão entender que queres proteger o Hamas com crianças Palestinianas. Afinal não colocas nenhum ónus no Governo palestiniano em proteger as crianças palestinianas.


Já os Israelitas têm o Iron Dome, os avisos de ataques de rockets e os bunkers em cada casa. Tens aqui uma família Israelita a refugiar-se no bunker uns segundos antes de um rocket palestino a atingir.
https://www.reddit.com/r/CombatFootage/comments/17gtrqf/israeli_family_go_into_bomb_shelter_moments_later/


Todos os dias há milhares de crimes de guerra palestinianos.
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De Anónimo a 26.10.2023 às 13:50

Mas o Hamas e um grupo terrorista, não se espera humanidade deles...mas pelos vistos Israel não e diferente deles
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De henrique pereira dos santos a 26.10.2023 às 15:49

Do seu ponto de vista, o que Israel está a fazer é igual ao que o Hamas fez no dia 7 de Outubro?
Se acha que sim, a minha sugestão é que dê um saltinho aos narcóticos anónimos, têm tido muito bons resultados em caso como o seu
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De Luis a 25.10.2023 às 21:09

Os dados são tramados, pena não aparecer ninguém a esfrega-los bem na cara dos artistas que se acotovelam diariamente para vir passar o mantra do costume, vulgo propaganda a qual, após repetição até à exaustão, passa a ser interiorizada como verdade absoluta. E, nisso há uma responsabilidade gritante da CS onde o contraditório é cada vez mais escasso ou onde os que o protagonizam são previamente rotulados de extremistas e negacionistas. Paulatinamente o pensamento único está a ser imposto nas ditas democracias ocidentais e isso é muito preocupante.
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De Impronunciável a 25.10.2023 às 22:41

E estas três opiniões?

25 outubro 2023. Ismail Haniyeh, chefe do bureau político do movimento Hamas, no poder na Faixa de Gaza, elogiou a posição da Rússia e da China no Conselho de Segurança da ONU, e o seu veto à Resolução proposta pelos Estados Unidos, disse o movimento num comunicado: "Apreciamos muito a posição da Rússia e da China no Conselho de Segurança, que impediu a Resolução americana, e que toma o lado da ocupação de Israel".

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De lucklucky a 25.10.2023 às 22:52

Penso que o  autor não percebeu qual é o tenebroso objectivo dos apoiantes Palestinianos por detrás dessa frase.


Se se fizer acreditar boa parte das pessoas o que está nesse frase então fica legitimo retribuir com um genocidio do povo Judeu.


O objectivo da frase é legitimar o genocídio dos Judeus.
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De Impronunciável a 25.10.2023 às 23:07

Há um aspecto antropo-biológico ("adaptativo", no sentido darwinista) comum às populações de seres-vivos. Quando há uma ameaça à sua extinção tendem a aumentar a taxa reprodutiva.
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De henrique pereira dos santos a 26.10.2023 às 08:25

É curioso como esse aspecto, no que diz respeito ao genocídio dos índios americanos ou ao genocídio dos judeus em meados do século XX, mas poderia referir muitos outros genocídios na história, não se verificou: as vítimas desses genocídios históricos diminuíram mesmo (parece que ainda hoje há menos judeus no mundo do que havia imediatamente antes da segunda guerra mundial).
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De balio a 26.10.2023 às 10:04


Talvez, mas não deixa de ser verdade que a fertilidade de Israel, em que uma mulher tem em média 3 filhos, é uma anomalia única entre os países desenvolvidos. Não há nenhum outro país com o nível de desenvolvimento de Israel que tenha uma natalidade que sequer se lhe aproxime.
Essa alta taxa de natalidade explica-se em parte tendo em conta que Israel é uma país do Médio Oriente: taxas de natalidade muito altas são frequentes nessa zona do planeta.
Também é verdade que a alta fertilidade israelita esconde grandes diferenças no interior da população israelita, dado que são sobretudo os judeus ortodoxos (e, talvez, os árabes - não sei) quem tem muitos filhos em Israel.
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De Anonimo a 26.10.2023 às 10:38


Continua a saga global de ter de escolher um lado.

(entretanto, a guerra da Ucrânia deve estar no intervalo)
Isso e os chavões... genocídio de um lado, holocausto do outro. Ao ouvir certos personagens, fico com a ideia de que o extermínio em massa foi orientado exclusivamente para os judeus, e que só morreram uns ciganos porque entraram nas câmaras por erro administrativo.
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De urinator a 26.10.2023 às 13:25

«-de que lado do penico fica a asa?
-do lado de fora »
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De Cá não há bar a 26.10.2023 às 15:06

Parece que já há gente suficiente com as mãos na merda.

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