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Farto de ouvir gente, que deveria ser responsável, falar no genocídio ("Genocídio é o extermínio deliberado de um povo - normalmente definido por diferenças étnicas, nacionais, raciais, religiosas e, por vezes, sociopolíticas (ver: engenharia social) - no total ou em parte.") do povo palestiniano, resolvi ir aqui e fazer um boneco com os dados (escolhi as estimativas da ONU)

Mais grossa e a cor de laranja está a linha da evolução da população dos territórios palestinianos, ligada à escala da esquerda, em milhares de pessoas.
A amarelo está a evolução da esperança média de vida nesses territórios, e a cinzento a taxa de mortalidade, ligadas à escala da direita, em anos (x10, por razões que desconheço o boneco está ligeiramente cortado no lado direito, escondendo os zeros que estão no boneco original), no caso da esperança média de vida, em permilagem, no caso da taxa de mortalidade.
Mas o objetivo é defender o indefensável?
1 – Será para defender os actos terroristas israelitas sobre os Palestinianos desde 29 de novembro de 1947 (Resolução da ONU, n.º 181)? Será para defender a agressão e o roubo do território palestiniano através da expansão de colonatos? Será para defender o direito dos israelitas terem, durante mais de 50 anos, cercado a população de um Povo?
2 – Será que não é um acto terrorista cercar um Povo, não permitindo que 80% da população na Faixa de Gaza tenham água potável, nem educação, nem energia para fazer operações, nem medicamentos suficientes nos hospitais? Foram 56 anos a fazer isto a quase 2 milhões de pessoas. E se fizessem o mesmo aos israelitas, ou aos portugueses, ou aos estadudinenses?
3 – Não foi exatamente este genocídio, de sujeitar um Povo a viver em “Reservas” e em “Apartheids”, que os EUA fizeram aos Povos Índios na América do Norte?
4 – O que o «exército israelita» fez aos Palestinianos é exatamente o mesmo acto terrorista que o «exército palestiniano» fez aos israelitas. A diferença é que o terrorismo israelita durou mais de 50 anos, e fez 10 vezes mais mortos do que 1000. E o «exército palestiniano» só agora o pode fazer.
5 – Se os Palestinianos tivessem as mesmas armas (e o mesmo apoio de um país como os EUA) do que os Israelitas, como era resolvido este conflito?
6 – O que este gráfico esconde é essa assimetria. Quer em densidade populacional, quer em condições de vida, quer em diferença de miséria e pobreza, quer em número de mortos, quer em força militar, quer em sujeição à escravidão humana. Quer no incumprimento do que ficou acordado pela ONU desde 29 de novembro de 1947.
7 – É intolerável a cumplicidade e silêncio perante este acto terrorista israelita feito durante mais de 50 anos. É uma ignomínia contra a Humanidade.
8 – O «exército israelita», tal como o «exército palestiniano», (tal como o de outro qualquer País), não representam a totalidade das opiniões da população dos Povos pelos quais dizem combater. O «exército israelita» e o «exército palestiniano» são ambos “Hamas”. E representam, exatamente, na mesma medida e valor, cada um dos dois Povos.
9 – Em 2011, na entrevista ao jornal polaco “Poliyka”, Zygmunt Bauman, o sociólogo atualmente aclamado pelo seu diagnóstico à sociedade moderna (2000, “Liquid Modernity”, Cambridge), judeu, condecorado com a “Cruz de Valor” nas batalhas de Berlin e de Kolberg contra o III.º Reich na 2.ª Guerra Mundial, afirmou: “Israel não está interessado na paz, mas somente em se aproveitar do Holocausto para legitimar atos inadmissíveis. O Muro da Cisjordânia, que Israel construiu na Palestina, é igual aos muros do Ghetto de Varsóvia onde centenas de milhares de judeus morreram”.
25 outubro 2023. Ismail Haniyeh, chefe do bureau político do movimento Hamas, no poder na Faixa de Gaza, elogiou a posição da Rússia e da China no Conselho de Segurança da ONU, e o seu veto à Resolução proposta pelos Estados Unidos, disse o movimento num comunicado: "Apreciamos muito a posição da Rússia e da China no Conselho de Segurança, que impediu a Resolução americana, e que toma o lado da ocupação de Israel".
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