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O Estado tem limites. As pessoas, são mortais.

por Jose Miguel Roque Martins, em 12.10.20

Como todos nós estou farto do COVID até á quinta casa. Mas é útil tentar tirar lições do que está a acontecer, sobretudo o que correu mal. 

E no essencial, o que acredito ser a origem de todos os males, é  que as pessoas, de repente, acharam que o Estado devia ser capaz de impedir que alguem fosse infectado. Como por todo o mundo, a pandemia tem seguido o seu curso, gerou-se uma confusão colectiva com efeitos psicológicos deprimentes. Não há regras por mais absurdas que sejam, não há comportamentos por mais responsaveis que sejam, que tenham produzido efeitos milagrosos. 

Até a OMS veio lembrar que os confinamentos absolutos traziam mais custos que benefícios em quase todas as situações. Restam, então, as medidas de limitação de contactos, que já se viu, tem capacidade reduzida. O que não elimina por artes magicas a pandemia. A exigência de quase todos.

O dogma de fé na omnipotência do Estado, é o maior perigo para o mundo Ocidental. O estado não é omnipotente. Nem no combate a uma pandemia, nem na sua capacidade de intervir na Economia. São muitos os casos em que se tem que aceitar e aguentar estoicamente grandes custos, porque tentar evita-los,  provoca  custos ainda maiores.

A falta de humildade em reconhecermos os limites da nossa capacidade, parece cada vez mais presente e traz-nos desgostos e confusões desnecessárias.

Uma pandemia, mesmo que relativamente benigna como esta, inevitavelmente irá ceifar vidas e provocar doentes. Por mais custos que se assumam no seu combate. Mesmo que maiores do que os benefícios que tragam.

O Estado tem limites. As pessoas, são mortais.

 

 

PS: o caso Chinês, no controlo total da pandemia, é um mistério que pode ser explicado pelo controlo de informação de uma ditadura. Ou no real êxito produzido por medidas felizmente impossíveis de reproduzir em democracia.



6 comentários

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De balio a 12.10.2020 às 15:56

"O caso chinês" não é exclusivamente chinês, ele é válido também para a Coreia e para o Vietname, e para outros países com regimes políticos bastante distintos. Provavelmente a explicação para ele estará em que os coronavírus são originários dessa região do globo e as pessoas de lá já têm um bom grau de resistência genética endémica contra eles. Mais ou menos como os negros têm um grau elevado de resistência contra a malária.
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De balio a 12.10.2020 às 16:01


A falta de humildade em reconhecermos os limites da nossa capacidade


Há também, no mundo ocidental, uma grande falta de familiaridade com a morte e com a sua inevitabilidade. A maior parte das pessoas já não vê pessoas a morrer, não vê cadáveres, as pessoas morrem em hospitais e depois os cadáveres só são vistos por adultos, e as pessoas aprendem desde cedo que a imensa maior parte das doenças são evitáveis e curáveis. Então, há também um grande pânico face à morte, porque as pessoas não aprendem desde cedo que a qualquer momento se pode morrer.


Aparece uma epidemia, mesmo fraquinha, e as pessoas entram num pânico doido, porque pela primeira vez ficam com a ideia (neste caso, genericamente falsa) de que podem morrer a qualquer momento.
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De Carlos Sousa a 12.10.2020 às 16:28

Concordo plenamente com o que diz, e gostaria de acrescentar que o mesmo se passa com as máscaras, o custo dos efeitos secundários é muito superior àquilo que tentam evitar. É só ver as alergias que provoca nas pessoas com pele mais sensível, e daqui a uns tempos vamos ver as infecções pulmonares a aumentarem substancialmente e principalmente nas crianças. 
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De Anónimo a 12.10.2020 às 16:48

o det-estado é a pior merda que conheço 
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De JPT a 12.10.2020 às 17:30

Ontem ouvi o Papa (!) dizer que nos restam "apenas alguns anos - os cientistas calculam aproximadamente menos de 30" (sic) para reduzir as emissões de carbono antes de a situação do planeta se tornar irreversível. Não disputo a evidência de a poluição lesar o planeta e poder contribuir para alterar o clima, e muito menos o imperativo ético de a reduzir ao mínimo, o mais depressa possível - mas calendarizar, ao ano, um evento dessa magnitude, e com tal número de variáveis (desde logo as tecnológicas), implica uma fé no poder da ciência humana prever e moldar o futuro, bem mais extrema do que a fé em Deus (até porque impõe que se esqueça todas as verdades científicas ditas "irrefutáveis" que, no espaço dos últimos 100 anos, não só foram refutadas, como foram ridicularizadas - o que, por ora, não sucedeu com a existência de Deus).
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De pitosga a 13.10.2020 às 12:16


Cá está o zé miguel a mostrar o que resulta da falta de senso.

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