Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




O Estado que não confia nos seus cidadãos

por João Távora, em 29.05.16

Jamais seremos uma nação verdadeiramente livre enquanto o Estado controlar centralmente o ensino público, enquanto este não for entregue às comunidades. O cortar destes apoios pelo ME constitui um trágico retrocesso num rumo para a libertação da escola pública das garras do regime e dos sindicatos.

Autoria e outros dados (tags, etc)



6 comentários

Sem imagem de perfil

De ali kath a 29.05.2016 às 18:48

POEMA-"A PORTUGAL", in TEMPO DE PEREGRINATIO AD LOCA INFECTA

Esta é a ditosa pátria minha amada. Não.
Nem é ditosa, porque o não merece.
Nem minha amada, porque é só madrasta.
Nem pátria minha, porque eu não mereço
a pouca sorte de nascido nela.

Nada me prende ou liga a uma baixeza tanta
quanto esse arroto de passadas glórias.
Amigos meus mais caros tenho nela,
saudosamente nela, mas amigos são
por serem meus amigos, e mais nada.

Torpe dejecto de romano império;
babugem de invasões; salsugem porca
de esgoto atlântico; irrisória face
de lama, de cobiça, e de vileza,
de mesquinhez, de fátua ignorância;
terra de escravos, cu pró ar ouvindo
ranger no nevoeiro a nau do Encoberto;
terra de funcionários e de prostitutas,
devotos todos do milagre, castos
nas horas vagas de doença oculta;
terra de heróis a peso de ouro e sangue,
e santos com balcão de secos e molhados
no fundo da virtude; terra triste
à luz do sol caiada, arrebicada, pulha,
cheia de afáveis para os estrangeiros
que deixam moedas e transportam pulgas,
oh pulgas lusitanas, pela Europa;
terra de monumentos em que o povo
assina a merda o seu anonimato;
terra-museu em que se vive ainda,
com porcos pela rua, em casas celtiberas;
terra de poetas tão sentimentais
que o cheiro de um sovaco os põe em transe;
terra de pedras esburgadas, secas
como esses sentimentos de oito séculos
de roubos e patrões, barões ou condes;
ó terra de ninguém, ninguém, ninguém:

Eu te pertenço. És cabra, és badalhoca,
és mais que cachorra pelo cio,
és peste e fome e guerra e dor de coração.
eu te pertenço: mas ser´s minha, não.

Jorge de Sena
Sem imagem de perfil

De hajapachorra a 29.05.2016 às 21:15

Está claro que espécie de ministro é este morcão que mandou fechar escolas, por sinal as melhores. Alguém pensa que os colégios dos jesuítas, dos salesianos, das irmãs de S. José de Cluny, das dioceses, fora de Lisboa e Porto têm alguma hipótese de sobreviver sem contratos de associação? Quem é atrasado mental a ponto de negar esta evidência? O despacho deste palhaço aprendiz de sebastião josé não só divide o país entre ricos e pobres, isto é, entre colégios particulares e escolas públicas estatais, como, ao encerrar as escolas públicas não estatais, está a dividir o país, como gostam os javardos queques da foz e da linha, entre Lisboa e a 'província'. Infelizmente há sempre pobres de espírito dispostos a sujeitar-se a quem os reduz à servidão.Costa ganha votos com esta patifaria e esse é que é o ponto.
Sem imagem de perfil

De Comunista a 29.05.2016 às 23:28

Olá, como calcula, sou um dos pobres de espírito da patifaria. 
Mas mesmo assim, apesar da minha irremediável pobreza de espírito, e como não chovia, enfiei uma t-shirt amarela e fui para a instrumentalizaç...ai, para a manifestação, assim é que é.
Um grande abraço! Tudo de bom!!
Sem imagem de perfil

De Comunista a 29.05.2016 às 21:37

Garras.


Cauda também suponho. Chame-lhes bichos, mais valia ser direto.
Sem imagem de perfil

De Ah pois é!!! a 30.05.2016 às 11:15


«A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, defendeu este domingo, em Trás-os-Montes, que nalguns casos possa ser a escola pública a sacrificada, em vez de apenas os colégios privados, por questões ideológicas.
A líder centrista reiterou o apoio à contestação dos privados contra as alterações aos contratos de associação e afirmou que "faz sentido olhar para estes critérios e decidir se, nalguns casos, não deve ser a escola privada ou do setor cooperativo a ser sacrificada, mas deve ser a escola pública que, claramente, não [deve] abrir mais uma turma".
"Não é evidente que uma escola que presta um bom serviço, que tem bons resultados, que é a preferida pelos pais e que não custa mais para o Estado, deva ser sacrificada só porque ao lado há uma escola pública estatal que deve sempre mantida", insistiu.»



Na hora de dar dinheiro à Igreja e aos amigos a direita deixa-se de austeridades, aliás, foi o que fez durante a anterior legislatura, cortou vencimentos e pensões e deu fartura aos colégios privados de interesses pouco claros. A pouca vergonha já chegou ao ponto desta senhora da direita quase extrema já falar em sacrificar serviços públicos para financiar directamente as escolas privadas. Nunca a direita foi tão clara nos seus objectivos.
Sem imagem de perfil

De manuel branco a 30.05.2016 às 21:17

seis meses depois ? antes nada? tudo coesão e bem-comum? estamos falados. Filhos de Barrabás. Viesse o  Cristo à terra e bem que seria pregado pelos filhos do amor ao próximo. Pobre crucificado.

Comentar post



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




Notícias

A Batalha
D. Notícias
D. Económico
Expresso
iOnline
J. Negócios
TVI24
JornalEconómico
Global
Público
SIC-Notícias
TSF
Observador

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • Anónimo

    Estimado Henrique Pereira dos Santos,Vexa é um Sen...

  • henrique pereira dos santos

    Vou explicar-lhe uma coisa simples: pessoas adulta...

  • Anónimo

    A ignorância e a inveja são os nossos principais p...

  • Anónimo

    Não é só por cá que as ditas elites políticas alme...

  • Anónimo

    o Ir.: O e C percebe muito de fundos, SCP e sondag...


Links

Muito nossos

  •  
  •  
  • Outros blogs

  •  
  • Links úteis


    Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2018
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2017
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2016
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2015
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2014
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2013
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2012
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2011
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2010
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2009
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2008
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2007
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D
    170. 2006
    171. J
    172. F
    173. M
    174. A
    175. M
    176. J
    177. J
    178. A
    179. S
    180. O
    181. N
    182. D