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O estado da imprensa

por henrique pereira dos santos, em 17.11.20

Há já vários dias que é conhecido um acordão do Tribunal da Relação de Lisboa que é arrasador para a gestão da epidemia, quer porque questiona a legalidade da quarentenas, quer porque questiona a utilidade dos testes PCR, tal como têm vindo a ser usados.

O acordão chegou ao meu telefone há 4 dias, no dia 13 de Novembro.

Aparentemente parte do jornalismo achou irrelevante o facto de um tribunal fazer equivaler as quarentenas a detenções ilegais, fora o resto. A Sábado, honra lhe seja, e talvez outros que eu não tenha visto, trataram do assunto há três dias.

Mas hoje o Jornal de Notícias faz manchete de primeira página com esse acordão (não sei o que diz a notícia) e, em consequência, quer o Observador, quer o Público, finalmente perceberam que o acordão existe e a sua importância.

Em qualquer caso, o Público e o Observador (foram os que li) omitem qualquer referência à contestação da utilização dos testes feita pelo Tribunal da Relação de Lisboa, apenas noticiando as questões relacionadas com a ilegalidade das quarentenas.

Calculo que o Jornal de Notícias omita também as referências a esse aspecto bem relevante do acordão.

A razão para eu pensar assim é deprimente: os dois jornais que li, para fazer as suas peças, que assinam - apesar de em grande parte do texto serem iguais, portanto calculo que sejam basicamente trabalho da Lusa - não têm o menor pejo em citar o Jornal de Notícias, sem nunca dar a menor ideia de que tenham lido o acordão, como um dia destes disse que fez uma jornalista do Público que, em vez de ir às fontes primárias - nesse caso, o ECDC, neste o acórdão - preferem citar jornais que citam as fontes primárias.

Raios vos partam, caramba, se querem leitores que vos garantam o ordenado trabalhem com um mínimo dos mínimos do respeito pelos vossos leitores, façam alguma coisa de jeito, ou acham que é por afirmar muitas vezes que fazem serviço público que ficam dispensados de fazer bem feito o vosso trabalho?



10 comentários

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De Jose Lopes da Silva a 17.11.2020 às 13:05

E as máscaras?
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De Anónimo a 17.11.2020 às 19:09

 O estado da imprensa está assim, quem sabe se porque se tornou a imprensa do Estado.
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De V.Valente a 17.11.2020 às 19:50

Leiam o corta-fitas.  Todos os artigos do HPS.. aqui sim se faz jornalismo de qualidade..... qualidade nas tretas, qualidade das interpretações enviesadas, qualidade da falta de vergonha na cara !!


Viva o jornalista HPS !
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De henrique pereira dos santos a 17.11.2020 às 21:58

Mas o que é que o faz ler coisas escritas por alguém sobre quem tem essa opinião?
Eu leio o que escreve aqui, por uma questão de boa educação, mas não me passaria fazer o menor esforço para o ir ler a algum lado, e menos ainda fazer comentários, tendo em conta a opinião que tenho sobre o que escreve.
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De Anónimo a 18.11.2020 às 09:14

 Sr. Arq, conforme vê, cada vez aumenta mais a fila ordeira desta gente enfermiça, completamente entorpecida, formatada e bem alinhadinha com o discurso oficial. 
Mais do que o medo da pandemia, assustador é isto, ver estes pobres diabos nesta perseguição, quase aversão, a quem tem a ousadia de ter dúvidas, de levantar questões, ou que arrisca desalinhar da versão "legitimada".




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De Elvimonte a 17.11.2020 às 22:48

O cão não pode morder a mão do dono - o dos 15 milhões de euros - que lhe dá de comer. E como tenho conhecimento pessoal de alguém que mandava escrever ao grupo restrito de acólitos notícias cuja publicação em jornais era paga, como se de publicidade se tratasse, desconfio que não se está apenas perante um mau trabalho. 


Há interesses poderosos, desde os produtores e vendedores de testes, passando pelos fabricantes de antivirais e potenciais fabricantes de vacinas, até aos que apostam no endividamento dos países, entre outros. Essa panóplia de interesses pode estar a condicionar o comportamento dos governos e das narrativas oficiais espelhadas no muito do que vai sendo produzido pela indústria noticiosa - alinhamentos, destaques e omissões incluídos.


Relativamente ao acordão, a parte respeitante aos testes RT-PCR é absolutamente demolidora da narrativa oficial e da crença fomentada pelo medo que todos os dias nos impingem. Como já escrevi, a continuar-se com um número de ciclos de amplificação (cycle threshold) de 40 ou acima, a epidemia (de casos) nunca vai acabar. 
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De Miguel Santos a 18.11.2020 às 11:29

Na sua crónica de hoje o sr. Director do Observador desanca as juízas porque se atreveram a colocar em causa os testes PCR sem serem epidemiologistas. Se o director é assim, o que podemos esperar dos jornalistas? Verdadeiros pés de microfone sem capacidade de questionar, investigar ou procurar contraditório. Se algum existe com estas capacidades certamente terá dificuldade em ter espaço para transmitir essa ideia na comunicação social destes dias
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De An+onimo a 18.11.2020 às 00:44


Mais uma texto, não desmentido, a frizar a fraca precisão dos testes que determinam quem está, ou não, infectado, doente, ou não e re-transmissor do vírus, ou não. A qualidade, a precisão dos testes têm que ser substancialmente melhorada.

Severas decisões políticas estão a ser suportadas por esses testes que demonstram ter fraca precisão.

Estaremos a criar tão importantes decisões políticas a partir de tão mistificada evidência?.


https://www.lewrockwell.com/2020/11/joseph-mercola/why-covid-19-testing-is-a-tragic-waste/
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De Anónimo a 18.11.2020 às 07:22

Mas, HPS, a covid dá alguma dor de garganta, portanto, alguns estão de resguardo, afónicos e talvez engasgados com tanta tosse. Como vê, tudo tem uma justificação. E foi isso que veio esclarecer o Público (quem havia de ser?) na quarta feira, dia 16.  Logo na 1ª pág. adianta que o impacto da pandemia teve efeitos nos media, sobretudo no jornalismo de investigação. Cá está, tudo tem a sua razão de ser.
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De Anónimo a 18.11.2020 às 11:49

Caro Senhor


Não me surpreende a sua constatação dos fracos meios de informação que temos.


Não compro" jornais de referência" ( Express; Público; ...) há mais de dez anos: é uma questão de pudor , e sanidade mental;
Não vejo notícias na televisão desde o início do confinamento de Março, pelas mesmas razões, mais alguma vaidade intelectual: o nível geral é igual aos programas para...velhinhas talvez, que passam no resto do dia.
Assinei o observador desde que apareceu essa modalidade, há cerca de dois anos; infelizmente é igual aos outros na qualidade  e sabujice. Apenas tem mais, e melhores, artistas convidados a escreverem opinião. 
Já cancelei a minha renovação...; por cá, já desisti de procurar


Leio o Spectator, o Standpoint, o Economist ( com reservas), e qualquer dia vou morrer de sede, de informação de qualidade.


Cumprimentos


Vasco Silveira

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