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O surpreendente aumento dos preços de petróleo

por Jose Miguel Roque Martins, em 29.01.22

Quando o Petróleo, há uns anos, baixou para menos de 60U$ por barril, nada levava a acreditar que este mês ultrapassássemos, de novo, a marca de 90U$/barril, sendo a barreira de 100U$, de acordo com alguns analistas, provavelmente batida nos próximos tempos.

A ideia de que a transição para energias renováveis iria ser mais rápida do que está a ser, o medo de ficar com o seu petróleo no chão e acelerarem a própria transição energética que será o seu fim, a explosão da produção de Shale nos EUA, fazia prever que os produtores de petróleo estavam encurralados numa espiral de excesso de produção. Não estavam.

A Arábia Saudita inundou mercados, aguentou o prejuízo até à rendição dos outros produtores. Não apenas pertencendo à OPEC, mas também os produtores fora do Cartel e até do Shale Norte-Americano. Todos se disciplinaram.Facilmente, perceberam que mais valia produzir menos mas ganhar mais. Quando o mercado livre e concorrencial falta, o consumidor paga. 

Felizmente para o consumidor, este equilíbrio não é estável. E novos tempos de petróleo mais baratos irão acontecer no futuro. Quase nada é definitivo.

 

 

PS: A alergia á energia nuclear é uma das grandes patetices em curso.

 

 



13 comentários

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De passante a 29.01.2022 às 17:58

A alergia á energia nuclear é uma das grandes patetices em curso.


Em curso há quarenta anos, ainda devo ter algures um autocolante "Nuclear não obrigado" que distribuíam aos totós na altura.


Pensando melhor, apesar de não apostar que passe da habitual estupidez humana, alguém deve ter dado um empurrãozinho nisso ...

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De João Marcelino a 29.01.2022 às 19:54

PS: A alergia á energia nuclear é uma das grandes patetices em curso.

Talvez tenha uma opinião diferente, quem habitava perto de Fukushima (2011), Chernobyl (1986), Three Mile Island (1979), etc...etc...

 

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De Anónimo a 30.01.2022 às 03:38

O habitual comentário de quem atira "bocas" só por atirar para impressionar o pagode.


Se fôsse um carro Chernobyl era um chaço velho com pouca manutenção e fracos condutores e Fukushima nunca devia ter sido construído ali à beira-mar numa zona onde os tsunamis são uma probabilidade permanente (o Japão é conhecido por ser "descuidado" nestas coisas como constatado na altura pelas autoridades).
Three Mile Island foram falhas humanas uma atrás das outras e esse é o único que se pode encarar de outro modo.
É evidente que depois disto os protocolos de segurança foram todos alterados em toda a parte mas alguma coisa pode sempre correr mal.


No mundo havia em Outubro de 2021 um total de 441 unidades e pelos vistos não andam a estoirar com frequência.


As renováveis não vão resolver esta questão tão depressa e lá vai você ter que pensar 2 ou 3 vezes antes de ligar o interruptor, tem é que explicar a todos que não têem o ordenado ou a reforma a caír certinho na conta (enquanto caírem...) porque é que as economias andam para trás e a inflação está de volta.
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De Anónimo a 30.01.2022 às 16:12

Chernobyl estava longe de ser um chasso velho. Tinha 11 anos quando se deu o acidente. 

Os "maus condutores" e falhas humanas fazem sempre parte da equação.
As 441 unidades que não andam a estoirar podem parecer apaziguadoras até que um dia uma delas estoire perto da sua casa.
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De Anónimo a 30.01.2022 às 18:18

Agradeço a sua resposta.
Um chaço velho pode ter 3 ou 4 anos, depende dos cuidados que se tem com ele, tenho um carro com 20 anos em "estado de concurso" e o meu vizinho tem um carro com 3 anos que parece ter 20 anos.
Que Chernobyl  tivesse 11 anos ou não era para todos os efeitos um "chaço velho", basta ír estudar o que levou ao desastre e de que existe abundantíssima informação na net para se perceber isso mas estudar dá trabalho e é sempre mais fácil vir para aqui com os pânicos catastrofistas dos que têem medo de tudo bem instalados nas suas comodidades e falam de futuro dos netos que na maior parte das vezes não têem (porque se os tivessem meteriam muitos outros dados na equação).


"Os "maus condutores" e falhas humanas fazem sempre parte da equação".

Eu sei, eu escrevi isso  por outras palavras.


Quanto à sua última frase nem sei o que lhe diga, é infantilidade pura.
Se ainda dissesse que são "apaziguadoras" até estoirar uma algures no mundo dar-lhe-ía razão de boa vontade, agora a de estoirar uma das 441 perto da minha casa...francamente!
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De Anónimo a 30.01.2022 às 16:54

Exceptuando Chernobyl, há quase 40 anis, os outris incudentes não tiveram consequências de maior.
Contabolize agora os orejuízos dis constantesderrames de petróleo (a maior parte dis quais nem chegam ao domínio público), o fumo do carvão,  etc, etc
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De jo a 29.01.2022 às 21:42

" A alergia á energia nuclear é uma das grandes patetices em curso."

Já se dizia que a energia nuclear era pouco segura, antes de acontecer  o acidente de Three Mile Island que só não foi mais grave por sorte. Claro que houve uma explicação: a ganância de mercados mal regulados levou ao abrandar das exigências de qualidade. Seguidamente houve o acidente de Chernobyl, mas a explicação era óbvia: a economia centralizada levou a adotar procedimentos errados. Depois houve Fukujima mas também aí a explicação era óbvia: foi um acidente natural imprevisível.
A conclusão dos defensores do nuclear é de que as centrais são perfeitamente seguras desde que não sejam em economias de mercado, ou em economias centralizadas ou em sítios onde exista natureza.
Entretanto tem-se resolvido o problema dos resíduos e do fim de vida das centrais aumentado o seu período de funcionamento, o que é uma boa solução. Os espanhóis estão a utilizá-la em Almaraz, e quando aquilo rebentar e a radioatividade vier Tejo abaixo através dos campos mais produtivos do país até Lisboa vamos poder aferir o quão  boa é. A menos que levem os  resíduos para o Alto Douro, como chegaram a propor.
Tirando isso e o facto de os custos serem tão grandes que só subsidiando as centrais a energia é competitiva, não vejo problema nenhum.
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De Anónimo a 30.01.2022 às 03:09

Tanto disparate junto até faz confusão.
Mas claro que eu sei que para si tanto faz, a partir de certa idade podem-se dizer "coisas fôfas", os que cá ficarem que se lixem.
Sabe que há 4 vezes mais gente no mundo que quando eu nasci há 70 anos e que, por estranho que lhe pareça, o PIB per capita destes quase 8 mil milhões de pessoas é cerca de 4 vezes superior ao de há 70 anos?
Portanto a "riqueza total" para gastar é 16 vezes superior e o mundo está cheínho de gente que quer ter as mesmas comodidades que o "jo".


Leia o que diz ali o "sos" mais abaixo porque é aquilo que vai acontecer e talvez ainda nos apanhe por cá...
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De s o s a 29.01.2022 às 22:22

ou está tudo bem, nos carris, ou patetice é prosseguir (avançar, fugir )  para o futuro insustentável. 
O mundo, desde sempre endividado, e cada vez mais aprisionado. 
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De s o s a 29.01.2022 às 22:25

o comentario era a "resposta" ao nuclear. È que a este ritmo nao tarda nem o nuclear será suficiente.
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De Anónimo a 30.01.2022 às 09:36


O problema não é a energia nuclear, há construção e sistemas perfeitamente seguros e redundantes, muitos em uso,como por exemplo o uso da força da gravidade em ultimo recurso de shutdown para situações de catástrofes naturais i.e. tremores de terra. Já não estamos a falar das centrais dos anos 70.

O problema é a incompetência e corrupção das autoridades conluiadas com interesses económicos, não é do nuclear. Continuem a votar cegos que isto vai bem.

Por outro lado a questão ambiental está sequestrada por ideólogos, activistas e lobistas com eco nos media que gosta de vender temas "fofinhos", mais depressa nos mandam de volta para as cavernas nas não abdicam dos seus pópós, das férias e dos smartphones. A disponibilidade e o preço da energia? "Ah isso agora não interessa, é uma emergência, vamos é desactivar centrais a torto e a direito e dizer não ao nuclear". Por demonstrar.
Acompanho o IPCC/ONU deste o final dos anos 90 e pelo menos desde então que nos dizem que o mundo está para acabar nos 10 anos seguintes... Muitos desdes organismos com nomes sonantes, e estudos encomendados, não sobrevivem a uma investigação cuidada das suas fontes de financiamento, e interesses de quem os integra...

Presentes todos os elementos necessários para o suicidio energético da sociedade ocidental (sim que o mundo restante que acidentalmente é o que faz o grosso das "emissões" continua alegremente a resolver os seus problemas de energia).
Tolos.
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De balio a 30.01.2022 às 10:02

Contrariamente àquilo que muita gente pensa, a quantidade de urânio existente na Terra é finita. Tão ou mais finita do que as quantidades de petróleo e de carvão.
O urânio vai chegando, com esforço (e porque se está a reciclar antigas bombas atómicas), para as centrais nucleares existentes. Mas não dá para se construirem muitas mais.
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De balio a 30.01.2022 às 16:04


Quem é que tem alergia à energia nuclear? A EDP? A Endesa? A Iberdrola?
O escriba deste post deve saber que atualmente a produção de energia elétrica é feita essencialmente por empresas privadas, que atuam num regime de mercado livre e concorrencial. Essas empresas podem, em princípio, se assim o desejarem, propôr a construção de centrais nucleares. Mas não o fazem... Porquê? Provavelmente porque consideram que elas são caras e arriscadas (em termos de investimento, não em termos ambientais) de mais...
Já não vivemos nas décadas de 50 ou 60 do século passado. Atualmente a produção de energia elétrica é um negócio concorrencial levado a cabo por empresas privadas, e é por isso que não se constroem centrais nucleares. Será que o escriba deste post quer regressar aos monopólios estatais de há 60 anos?

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