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O efeito do Natal ... na Irlanda

por henrique pereira dos santos, em 07.01.21

Com os números de casos, internamentos e mortalidade - e que muito provavelmente irão continuar a ser expressivos até ao fim de Janeiro - voltou o discurso do "fecha tudo, já!", incluindo uma pressão crescente para fechar escolas, discurso esse que pretende que os números da epidemia em Portugal resultam do laxismo do Natal, o que demonstra a necessidade de uma mão-de-ferro para controlar a epidemia.

Froes não conta. Durante o tempo todo tem sido esse o seu discurso, as justificações para essa opção é que vão variando ao longo do tempo, parecendo evidente que a sua campanha para liquidar a actividade viral no Verão, através de medidas ainda mais restritivas, assentava numa mão cheia de nada: não há, nas regiões temperadas do hemisfério Norte, na Europa e América, qualquer evidência de que teria sido possível evitar o crescimento da actividade viral no Outono/ Inverno.

Mas com a notável excepção de Elisabete Ramos, bastante mais cautelosa, e mais alguns que vão dizendo que correlação estatística não é demonstração de causa/ efeito, a generalidade do que se ouve vai no sentido de que isto só lá vai com um lockdown como o da Primavera passada, que aliás tem vindo a ser adoptado em alguns países.

Olhando para os números portugueses, sem muito cuidado, o argumento parece sólido, embora Elisabete Ramos vá lembrando que a subida de casos começa ali em 26 e 27 de Dezembro, o que manifestamente é incompatível com a ideia de que o problema foi o Natal, embora não seja incompatível com a ideia de que foi não só o Natal, mas também o tempo anterior ao Natal.

Não sendo possível haver fazer agora um Natal com muitas restrições para avaliar o efeito, o mais próximo que temos disso é olhar para os países em que houve natais com muitas restrições.

A diversidade da evolução das diferentes curvas é bastante grande e por isso escolhi um país que várias vezes tenho visto referido como uma boa demonstração de que as medidas funcionam e o seu relaxamento tem grandes consequências.

irl.jpg

Na Primavera a Irlanda teve uma mortalidade relevante (o pico andou entre os 60 a 70 mortos diários, para uma população que é metade da portuguesa, ou seja, equivalente a uns 120 a 140 mortos de média a sete dias, em Portugal) e actualmente, apesar do pico de casos por volta de 20 de Outubro, a mortalidade tem andado abaixo de dez mortos, na média dos sete dias, o que provavelmente vai ser alterado nos próximos dias em consequência do actual crescimento de casos.

Olhemos agora para este gráfico mas fazendo a cronologia das medidas adoptadas pelo governo irlandês.

A 12 de Março fecharam as escolas (ver número 1 no boneco abaixo), a 15 os locais públicos, a 27 fechou tudo (2).

A meio de Maio (3) as medidas começaram a ser levantadas e no fim de Junho (4) os negócios abriram todos, embora se mantivessem muitas restrições. Ao longo de Agosto recomeçaram a impor-se restrições localizadas nos "counties" em que havia maior actividade viral detectada.

A 5 de Outubro (5) o Governo aumenta as restrições, incluindo o fecho dos restaurantes que passaram a poder só funcionar em takeaway ou em esplanadas exteriores, a 15 de Outubro o governo proibe as visitas a casa entre membros de diferentes agregados familiares e a 19 de Outubro (6) o país entra num lockdown total (seguindo o padrão habitual, os dados já demonstravam, nessa altura, uma diminuição do Rt e uma desacelaração dos contágios, na enésima demonstração de que a relação entre as medidas e as curvas de casos existe, mas é a inversa da que é referida habitualmente: o número de casos comanda as medidas, não são as medidas que comandam o número de casos).

Nos primeiros dias de Dezembro (7) as medidas são relaxadas e o comércio e outras actividades podem reabrir. Apesar de ter previsto medidas de maior abertura para o Natal, o governo irlandês recua e decreta um novo lockdown total a 22 de Dezembro (8), o que inclui o período de Natal, isto é, adopta exactamente o tipo de medidas que agora, em Portugal, se diz que poderiam ter evitado o crescimento de casos que se verificam.

Nesse dia 22 de Dezembro, o número de casos foi de 961 casos, ontem foi de 7 832, ou seja, apesar de um Natal com medidas de restrição duríssimas, que ainda agora vigoram, entre 22 de Dezembro e 7 de Janeiro o número de casos aumentou mais de oito vezes, contra um aumento de quatro vezes em Portugal, com um Natal relaxado.

Quer isto dizer que o descrito acima (e resumido no boneco abaixo) demonstra que as medidas são inúteis?

Claro que não, quer simplesmente dizer que se mantém válido um princípio fundamental na análise estatística: correlação não é causalidade.

222.jpg

 

 



59 comentários

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De Anónimo a 07.01.2021 às 12:55

Com frequência uma correlação é tratada como uma relação causal, mesmo em textos científicos. Tenho um colega que conta uma história: sempre que o comboio apitava no dia seguinte chovia e o vizinho dele concluia que chovia porque o comboio tinha apitado. Mas, quando se ouvia o silvo do comboio o vento vinha de oeste trazendo a chuva. É claro que nunca conseguiu convencer o vizinho desse facto.
Saúde!
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De balio a 07.01.2021 às 15:42

O que mais choca nos defensores dos confinamentos é a firme presunção de que o comportamento das pessoas comanda e determina a evolução da epidemia. É uma presunção de um Homem todo-poderoso; o Homem, através do seu comportamento, pode livremente acelerar, travar ou até eliminar a epidemia. Se a epidemia acelera, eles dizem que é porque as pessoas relaxaram um bocadinho; se a epidemia trava, não têm dúvidas em afirmar que isso é devido às "medidas" adotadas e ao cuidado com que as pessoas as cumpriram. Tudo, ao fim e ao cabo, resulta diretamente do nosso comportamento.
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De Anónimo a 07.01.2021 às 19:33

A ciência é a religião dos dias de hoje. 
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De Elvimonte a 07.01.2021 às 16:15

Da correlação existente entre número de testes realizados e número de testes positivos: http://prntscr.com/wib2f9 (imagem colhida em https://covid19-country-overviews.ecdc.europa.eu/#28_Portugal e actualizada em 23/12/2020).


Como pode ver-se, o número de testes realizados teve uma redução significativa a partir de finais de Novembro, tendo sido acompanhado por uma correspondente diminuição do número de testes positivos, mas não da mortalidade. Mencionar-se apenas o número de testes positivos - e já sabemos que para um cycle threshold (ct) dos testes RT-PCR igual ou seperior a 35 a percentagem de falsos positivos rondará os 97% - sem que se forneça informação sobre o número de teste realizados é falacioso e pode ser usado para manipular a opinião pública ao sabor dos interesses e das conveniências de momento. 


Se o número de testes realizados se situa agora, ou excede, o pico atingido em Novembro, mesmo que a real situação epidémica não se tenha alterado, é muito fácil culpar o Natal, concluir pela existência da "tão prometida e esperada 3ª vaga", responsabilizar uma nova variante do vírus - que são às dezenas as já identificadas - e justificar todas as medidas que venham a ser adoptadas em função do alarmismo gerado. Uma manipulação fácil, elementar e odiosa. 


Noutros países europeus também se constata padrão de redução do número de testes idêntico ao português, mas justificado por uma clara diminuição da percentagem de testes positivos (na mesma página do ECDC já referida). Um desses países é a Irlanda.


Em post seu anterior (The worst is yet to come) já mencionei artigos científicos e coloquei excertos que invalidam os confinamentos e o uso de máscara. Volto à carga apenas com este excerto: 


«Surprisingly, stay-home measures showed a positive association with cases. This means that as the number of lock-down days increased, so did the number of cases. The use of face coverings initially seems to have had a protective effect. However, after day 15 of the face covering advisories or requirements, the number of cases started to rise. Similar patterns were observed for the relationship between face coverings and deaths.»


E também com este gráfico elucidativo de estudo realizado recentemente em Marselha: http://prntscr.com/wa8j30


Usar soluções macro para nano-problemas estocásticos é como tapar o Sol com uma peneira.


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De Dave a 07.01.2021 às 16:58

Abaixo o pistão! Viva o demónio de Maxwell!
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 07.01.2021 às 18:09

Bem, a doença é ou não transmissível entre humanos? Se sim, claro que o comportamento individual afecta a transmissibilidade e o número de casos. Segundo, há estudos para todos os gostos, inclusive estudos que defendem que os signos do zodíaco têm predispõe para certas doenças. Terceiro, todos os países têm vindo a adoptar medidas de confinamento, restrições na mobilidade e recomendações no sentido de uso da máscara em espaços fechados. Desde a Inglaterra, até à Suécia onde o Rei já veio pedir desculpa. Em caso de dúvida manda a ciência termos precaução, pois mais vale ser conservador em decisões de vida e morte do que libertino. Se as medidas actuais forem exageradas podemos estar certos que ninguém morrerá. Se os mais "liberais" estiverem errados poderão contar com os remorsos de uma consciência pesada. Falam em economia? A economia é uma disciplina com leis inventadas pelo Homem, estando assim à disposição de uma mudança se o Homem assim entender. Bazucas de dinheiro,eurobonds, etc. Ao contrário, as leis da biologia não dependem da ideologia, nem da arbitrariedade humanas
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De henrique pereira dos santos a 07.01.2021 às 18:19

Tem portanto a certeza que são os nossos comportamentos de controlam as epidemias, eu nao tenho.
O Rei da Suécia não pediu desculpa coisa nenhuma.
Os 100 milhões de pessoas que entraram na pobreza extrema em consequência quer da epidemia, quer da forma como lidámos com a epidemia talvez discordem de si quando diz que se as medidas forem exageradas não há problema.
Os não sabemos quantos que deixaram de ter os cuidados de saúde de que precisam por causa das tais medidas talvez também tenham dúvidas quanto à ideia de que elas são inócuas.
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De henrique pereira dos santos a 07.01.2021 às 19:23

Consegue indicar-me um único país do mundo em que se consiga perceber quando foi tornado obrigatório o uso de máscara pela quebra na evolução das curvas de casos?
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 07.01.2021 às 22:00

Meio mundo anda enganado, portanto. Toda ou quase toda a Europa anda iludida quanto às ditas medidas de contenção - confinamento, restrições à mobilidade, uso de máscaras. A maioria da Academia, dos cientistas, anda ludibriada. 


https://www.nature.com/articles/d41586-020-02801-8


Bom, ocorre-me apenas isto:
 
Megalomania é um transtorno psicológico definido por delírios e fantasias de poder, relevância ou omnipotência. "A Megalomania é caracterizada por uma exagerada auto-estima das pessoas nas suas crenças e/ou poderes".


Antigamente, era a designação para transtorno de personalidade narcisista, porém, a partir de 1968, foi considerado como um transtorno não-clínico, pelo que não está presente no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais ou no CID.
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De henrique pereira dos santos a 07.01.2021 às 22:03

Para além de esse argumento de autoridade, tem mais algum?
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 07.01.2021 às 22:10

Tenho. Compre um espelho e olhe para dentro
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De henrique pereira dos santos a 07.01.2021 às 19:26

Só para usar uma das ligações que deixou aí em cima, os Países Baixos adoptaram o uso de máscara no interior a 1 de Dezembro, quando tinham cerca de cinco mil casos, três semanas depois tinham mais do dobro de casos, é o que se chama uma medida de eficácia extrema.
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 07.01.2021 às 22:01

Bom, para avaliar o uso de uma máscara (de uma variável)tem de isolar outros factores ( variáveis). Terão existido? Possivelmente
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De henrique pereira dos santos a 07.01.2021 às 22:04

Pois, é exactamente esse o problema: como garante a eficácia da máscara nos termos em que é usada socialmente?
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 07.01.2021 às 22:16

Meu caro não é preciso ser um génio para entender que um indivíduo que use máscara estará mais protegido perante um outro que esteja infectado e não a use, ou a use. As partículas virais transmitem-se através de aerossóis que ficam retidos pelas máscaras (não confunda porém impossibilidade com diminuição do risco. As máscaras diminuem o risco não o eliminam. Mesmo que uma máscara tenha na pior das hipóteses 30% de eficácia são 30 pessoas - velhos, doentes, crianças,etc -  em 100 que ficam protegidas. Nestas coisas da vida e morte é adequado não seguir Estaline)
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De zazie a 07.01.2021 às 22:45

O HPS não responde a nada que tenha meio termo. Ele transforma sempre os argumentos dos outros em tudo ou nada. E os seus são sempre NIM
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De Dave a 08.01.2021 às 19:08


zazie, aqui tens uma que saiu bem afinada


https://www.youtube.com/watch?v=EXeHPUMpM2U&list=FL86uQsf2AgxPjXem4b76Uug&index=72
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De henrique pereira dos santos a 08.01.2021 às 06:38

Faço-lhe notar que está a dizer uma asneira estratosférica, contrariada por tudo o que é escrito cientifica e tecnicamente sobre máscaras sociais: as máscaras sociais, isto é, não sendo N95, não protegem o próprio, pretendem sim proteger terceiros.
O simples facto de não ter consciência de que está a dizer uma coisa contrariada por tudo o que é documento sobre o assunto (incluindo o que cita acima numa ligação qualquer) é bem demonstrativo de como não tem grande informação sobre as matérias de que trata.
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 08.01.2021 às 10:28

https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/more/masking-science-sars-cov2.html



The CDC published this scientific brief to fix what the agency saw as the lack of “a concise summary of the powerful scientific evidence demonstrating the benefit of masking,” he said.


Mas continua lá com o teu dogmatismo, com a tua fé. Entretanto oxalá não te morra ninguém na família, pá... 
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De henrique pereira dos santos a 08.01.2021 às 12:10

Sugiro que leia quer a cautela das conclusões no que diz respeito às máscaras sociais, quer os estudos de base citados.
Verificará que não encontra, em lado nenhum, demonstração do efeito de uso generalizado de máscaras no mundo real, razão pela qual a única conclusão possível é a que está lá, no que cita: Further research is needed to expand the evidence base for the protective effect of cloth masks 
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 08.01.2021 às 12:37

My dear, cloth masks are not surgical masks. E sim, os estudos numa primeira fase são feitos em ambientes controlados (onde os participantes não tiram máscaras, ou as usam no queixo). São coisas da ciência. 
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 07.01.2021 às 18:55

Se 100 milhões caíram na pobreza cabe aos Estados criar políticas de apoio. Se há centenas de milhares de milhões para a banca europeia, dinheiro não faltará. 
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De henrique pereira dos santos a 07.01.2021 às 19:21

Na sua opinião, o Estado do Bangladesh ou do Paquistão têm dinheiro a rodos para andar a retirar pessoas da pobreza com uma perna às costas.
Os estados não têm dinheiro, quem tem dinheiro são os contribuintes, mas percebo que vive numa realidade paralela em que isso não é problema.
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 07.01.2021 às 22:03

Mas quem falou no Paquistão? Falei na possibilidade de as leis económicas, não naturais, dependerem da vontade dos Homens, e da independência das leis naturais.
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De henrique pereira dos santos a 07.01.2021 às 22:05

Falei eu no Paquistão: a maioria dos que são lançados para a pobreza extrema estão em países como o Paquistão, que não tenha sequer noção disso permite-me concluir sobre a sua atenção ao problema.
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De henrique pereira dos santos a 07.01.2021 às 19:19

Não vejo aí o Rei da Suécia a pedir desculpa por coisa nenhuma, vejo jornalistas a tirar conclusões abusivas com base no teaser a uma entrevista que iria ser transmitida uns dias depois (sobre a qual não há, depois, grandes notícias, provavelmente porque se torna evidente que o Rei não diz nada do que o jornalista diz que diz).
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De Gustavo Costa a 07.01.2021 às 21:41

O Rei da Suécia pediu desculpa pela resposta deficiente na proteção dos idosos, sobretudo os institucionalizados. Não pediu desculpa pela resposta sueca à pandemia. Infelizmente no tema "lares de idosos" todos falharam!
A diferença é que na Suécia se tira conclusões das falhas e em Portugal se sacode a água do capote. Estou à espera do pedido de desculpa do PR e PM portugueses pelo falhanço dos Lares e pelos quase 10000 mortos não explicáveis pela Covid-19 em Portugal! 
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De Gustavo Costa a 07.01.2021 às 22:03

Já que fala na Suécia, dados preliminares e até dia 18 de Dezembro, o aumento de mortalidade face à média dos anos 2010-2019 foi de cerca de 4500. A esse valor ainda há que retirar o facto da população Sueca crescer quase 1% ao ano pelo que a mortalidade irá acompanhando esse valor e o de que o ano de 2019 teve uma baixa mortalidade (normalmente depois de um ano com baixa mortalidade segue-se um com mais elevada pela acumulação de pessoas vulneráveis). E depois de uma pandemia e cerca de 4000 mortos a mais a Suécia questiona-se, faz autocritica, como fazem os países civilizados e avançados. Os políticos terceiro-mundistas de meia Europa, com números 3, 5 7 vezes superiores, depois de se terem fechado em casa meses a fio, culpam tudo o que aparece quase "ao calhas" para se auto desculparem. Em Portugal, dos políticos, nunca será a culpa. Será das pessoas, das novas estirpes, do Trump, dos Suecos. Nunca será dos políticos!
Já ouvi pessoas "respeitadas" mas pouco respeitáveis a dizerem que Suecos e outros "negacionistas" eram grandemente responsáveis pelo uso não generalizado de máscara em Portugal pelo mau exemplo que davam! Depois de tamanha barbaridade, nem consigo contraditar. Infinita só mesmo a estupidez!  
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De Carlos Sousa a 07.01.2021 às 18:43

Será que depois de dez meses ainda continuamos a lutar contra os moinhos de vento?
Quando é que acabará esta parvoíce?
Quando é que a DGS passa a dar sugestões em vez de obrigações?
Será que a estupidez dos confinamentos só vai acabar quando matarmos os vírus todos e as suas variantes com as novas estirpes?
E quando é que eu posso respirar o ar como eu quero sem filtros nem restrições?
Não será já altura de tratar os portugueses como adultos e deixar os tiques totalitários para que se possa reduzir efectivamente o número de mortes diárias .
O ano passado morreram mais de 120 mil pessoas sendo a pandemia responsável apenas por 7 mil mortes.
Estão a querer enganar quem?
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De Gustavo Costa a 07.01.2021 às 21:51

A pandemia não é responsável sequer por 7000 mortes. Morreram cerca de 7000 pessoas com Covid-19 e não por Covid-19. Além disso, muitos dos que morreram de Covid-19, infelizmente morreriam igualmente com outras patologias respiratórias como a Gripe Sazonal. Quando tivermos os números finais do ano 2020 sobre as mortes por afeções respiratórias e virmos a enorme redução de gripes e pneumonias "não covid", ficará claro o que digo. Só para amostra, Na ultima semana do ano no Hospital de S. João, os episódios de urgência por infeções respiratórias reduziram-se mais de 80% e a gripe praticamente desapareceu face a 2019.  


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Gráfico publicado por Pedro Almeida Vieira no Blog "noscornosdacovid".
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De Gustavo Costa a 07.01.2021 às 22:24

Não discuto noticias. A maioria da comunicação social diz o que lhe apetece ou apetece a quem lhe paga as contas. Também não discuto cansaço e exaustão. Cada um tem o seu limite. Discuto factos. E posso discutir opiniões, se houver um mínimo que razoabilidade. Ainda assim é obvio que foi um ano muito duro para uma parte dos profissionais de saúde (como foi o de quem teve que trabalhar num T2 com 2 crianças a berrar o dia todo, durante meses. Ou de quem está desempregado há 6 meses sem perspetivas de futuro Ou de quem viu empresas construídas com décadas de sacrifício irem por água abaixo). O meu ponto nem sequer era esse. O que eu demonstrei é que existe uma transferência dentro das patologias respiratórias de "não Covid" para Covid sem que o número absoluto se tenha alterado assim tando. Falarei de números absolutos quando (se?) estiverem disponíveis. Mas posso desde já dizer que existem muitos dados que demonstram que a pressão, sendo grande não é muito diferente da habitual nesta época. Todos os anos entre Dezembro e Janeiro vemos noticiários a abrirem com o tempo de espera e sobrelotação das urgências. E este ano só não é maior porque muito que lá deviam ir não foram, com nefastas consequências!  Quanto à ultima questão, pode guardá-la.
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 08.01.2021 às 10:24

Claro que não lê notícias. Lê apenas o que reforça os seus preceitos e preconceitos. Não compara, não contrasta. Não aprende. Não muda. Resumidamente, lê para se solidificar.
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De Dave a 08.01.2021 às 19:41

Se as crianças passaram meses a gritar é porque não as souberam educar. Pensem nisso.
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De Carlos Sousa a 07.01.2021 às 23:08

Queres manter um diálogo sério com esse tipo de respostas? Tu comes merda, por acaso?
Os médicos sempre andaram exaustos no inverno, por isso é que sempre houve as listas de espera. 
Estás tão preocupado com 7000 mortos e não estás preocupado com os outros 113000 mortos? 
Quem é que come merda afinal?
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De Abe a 08.01.2021 às 01:05

Mas tu deves comer, e com colher.
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De Iletrado a 08.01.2021 às 01:44

Caro Vorph Valknut (peço desculpa, mas não consigo reproduzir esses caracteres não latinos)
Várias questões:
1.ª A ciência é uma democracia? Durante 1500 anos todos os doutores & engenheiros deste mundo e do outro afirmaram que o Sol e os outros planetas rodavam à volta da Terra. Quem ousasse contrariar esse discurso arriscava uns açoites valentes, no mínimo. Repito, 1500 anos. O teu «Meio mundo (...) Toda ou quase toda a Europa (...) A maioria da Academia, dos cientistas, (...)» conseguiu impôr uma fraude (relativamente inócua) por 1500 anos. Um tipo avisado tem de desconfiar dos unanimismos soviéticos do pessoal mandante e da sua correia de transmissão, os media. Já nos chega a teoria ruinosa do aquecimento global.
2.ª A economia está sujeita a uma mudança se o homem assim o entender? Referes-te à U.R.S.S.?
3.ª As leis da biologia? Mau, então onde ficam os 147 géneros já identificados (mais os 29 que estão em fase de estudo)?
4.ª Consegues provar que as medidas exageradas não provocam danos? Normalmente o exagero é prejudicial. Por exemplo, se exagerares na dose do remédio; se colocares sal em demasia; se exagerares no nível do óleo do motor ou do líquido dos travões; se lubrificares exageradamente a corrente da bicicleta; se colocares demasiada comida num aquário com peixes; se te exposeres demasiado tempo à torreira do Sol; se deixares o leite demasiado tempo ao lume; se tentares gastar mais do que aquilo que ganhas. (Creio que só o sexo nunca é em exagero, mas, lá está, é uma fé...)
5.ª Tens a certeza que isto é uma nova doença? Lembra-te da minha primeira questão...
6.ª Preciso que me expliques a frase «a doença é ou não transmissível entre humanos?». Queres com isto afirmar que, em milhões de anos de humanidade e doenças, esta é a primeira doença transmissível entre humanos? E como explicas o facto de pessoas isoladas do mundo (p.ex. eremitas) contrairem doenças respiratórias?
7.ª Se o Boris decidir, com o coração despedaçado, que os britânicos devem atirar-se para o poço para combater a Terrível Desgraça, também te irás atirar?
8.ª Sabes o que é ciência? (voltamos ao mesmo...) Eu não sou um génio, por isso não consigo perceber como é que estas máscaras protegem contra doenças respiratórias. E especialmente com estas regras palermas e neotontas, como já tive ocasião de referir. Um indivíduo está mascarado num centro comercial. Decide comer uma fartura DENTRO do centro comercial e, para isso, retira a máscara. Qual é o mecanismo que indica ao Perigoso Vírus que não pode contaminar esse indivíduo enquanto ele está a comer?
Para terminar, tens toda a razão quando afirmas que "Os médicos são uns totós quando afirmam que andam exaustos com a sobrelotação das UCI por doentes covid." Obviamente. Pois que têm de "tratar" pessoas que não estão doentes, mas são "um caso". Olha, jovem, se fizessem testes para saberem quantos portugueses contactaram com o HHV-3, eu apostaria que a percentagem anda à volta dos 100%.
Boas pedaladas.
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 08.01.2021 às 10:21

1- correcto. Julgo que presentemente são indivíduos como vossas excelências que querem ver o Sol bailar em torno da Terra.
2- porquê a URSS? Porque não Bretton Woods? Porque não as mudanças operadas em 80 por Reagan e Tatcher. Notinha: sou liberal e capitalista. Setas dessas (és comuna) não me trazem dano.
3- ?? . Sim as leis da biologia. Como as leis da física. Não se mudam. Elas existem, independentemente da vontade humana. As leis da economia evoluem, sempre evoluíram. São arbitrárias porque dependem da ideologia. A biologia,as suas leis, como as físicas, não têm Partido.
4- sem tempo
5- não vale a pena
6- falo desta, não doutras.


Tenho que ir tomar banho. Cumprimentos
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 08.01.2021 às 10:36

Continuem com o vosso delírio:


https://executivedigest.sapo.pt/covid-19-hospitais-pedem-ajuda-lisboa-transfere-doentes-para-faro-covilha-e-abrantes/


Oxalá ninguém vos morra,seja de covid ou por falta de assistência médica em resultado da pré rutura do SNS. 
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De henrique pereira dos santos a 08.01.2021 às 11:54

Esse argumento terrorista é completamente inaceitável, até por ter um corolário: as pessoas só morrem porque nos portamos mal.
Essa era a teoria do Malagrida sobre o terramoto de 1765, ou a base para a destruição de Sodoma e Gomorra descrita na Bíblia, acontece que esse tipo de argumentos não passam de fábulas moralistas cujos objectivos não são o de salvar vidas, mas o de converter pessoas.
São argumentos do domínio da fé, não do domínio da racionalidade.
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De henrique pereira dos santos a 08.01.2021 às 12:14

Penso que mesmo uma pessoa que jamais deixará que os factos influenciem as suas ideias consegue perceber a diferença entre o que escreveu (citando o título da notícia): A covid é responsável por 52% das mortes do ano passado e o que de facto está no texto: das mais de doze mil mortes a mais do ano passado, a jornalista atribui à covid 52% considerando que todos os que morreram com covid são mortes a mais, mesmo sabendo que a generalidade dos mortos covid correpondem a pessoas muitíssimo fragilizadas).
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 08.01.2021 às 12:41

Portanto as pessoas fragilizadas não devem ser protegidas. Já não contam. Bem vinda eugenia. E a bem da verdade, todos,pelo menos eu, conheço pessoas de 40 e picos que ficaram doentes, numa ansiedade por não saberem a evolução da doença e as sequelas (sobretudo o cansaço que como deve imaginar interfere na vida profissional). A não ser, que siga aquele aforismo apatetado" o que não mata faz-nos mais fortes"
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 08.01.2021 às 12:46

Que raio de lógica. Proteger os fortes,desproteger os fracos, os "fragilizados".


O meu caro tem pais, avós, sogros,ou vive sozinho?
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De henrique pereira dos santos a 08.01.2021 às 13:13

Tenho aturado a sua ignorância, sobranceria e agressividade com grande tolerância, mas há limites.
O que eu disse, e mesmo uma pessoa com tão fraca capacidade de entendimento como tem demonstrado consegue perceber que foi o que eu disse, é que 90% da mortalidade covid se verifica em pessoas bastante velhas e muito fragilizadas por outras patologias (incluindo a obesidade como patologia, já agora).
E disse-o exclusivamente para vincar a estupidez de considerar que toda a mortalidade covid é mortalidade que não existiria sem a doença (para além de estupidez, é mesmo ignorância, metade a dois terços dos mortos com covid tinham, nas condições em que estavam, uma esperança de vida de menos de um ano, com ou sem covid).
Pretender transformar essa afirmação absolutamente factual na defesa da desprotecção dos frágeis para proteger os fortes já não é só estupidez, já não é só ignorância, é mesmo má fé e falta de caracter.
Passe bem.
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 08.01.2021 às 14:39

Errado. A mortalidade tem-se verificado em velhos, em velhos fragilizados, em adultos, em adultos fragilizados.  Olhe, tenho formação médica e essa lapidar afirmação de que a maioria dos mortos por covid tinha tempos de sobrevivência, por patologias intercorrentes, de um ano,ou 6 meses, é um absurdo. (Onde foi pescar essa afirmação?). Exceptuando as doenças oncológicas não se consegue determinar tempos de sobrevida com exactidão.E para mim, para um médico, para uma pessoa de bem, uma vida é uma vida. Os prazos de validade têm-nos os iogurtes.  Passe bem, trumpista ou trompetista. 
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De henrique pereira dos santos a 08.01.2021 às 15:19

Procure informação, que pelos vistos, apesar de há meses todos os estudos apontarem no mesmo sentido, ainda não teve tempo de ver: "That does not mean there will be no extra deaths - but, Sir David says, there will be "a substantial overlap".

"Many people who die of Covid [the disease caused by coronavirus] would have died anyway within a short period," he says.

Knowing exactly how many is impossible to tell at this stage.

Prof Neil Ferguson, the lead modeller at Imperial College London, has suggested it could be up to two-thirds."

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De Anónimo a 08.01.2021 às 15:40

Enquanto não houver mais informações sobre como morreram os doentes com covid 19, não é possível escrutinar o assunto seriamente. 


A medicina serve a sociedade; não é a sociedade que serve a medicina. Tenho imenso respeito pelos médicos e enfermeiros e todo o pessoal afecto aos hospitais deste país, mas a tomada de decisões está eivada de desconhecimento científico, o que é perfeitamente natural nesta fase de conhecimento do vírus - o que não é natural é que a política sugue por completo este desconhecimento e atribua nexos científicos às suas decisões. É isto que o HPS tem defendido (se me permite) e é isto que faz falta para ver com outros olhos a pandemia. Nós não somos negacionistas da ciência, nem estamos a querer inferiorizar os efeitos do vírus - queremos sim questionar inúmeras decisões tomadas, pela obsessão da luta contra o coronavírus, e que põe múltiplas realidades em risco.


Também queremos expor algumas fragilidades do nosso jornalismo impreparado para fazer questões de fundo. As pessoas estão completamente amedrontadas porque este regime de notícias sem filtro — diário, a seguir religiosamente os boletins de saúde da DGS —, assim as 'infectou'. 


Há um populismo científico na tomada de decisões. Eu lembro-me o que se escreveu sobre os países que pareciam querer resistir aos confinamentos, e é óbvio que as chefias de estado, muito preocupadas com os seus níveis de popularidade numa altura tão difícil (o que é compreensível), quiseram proteger-se desse vendaval mediático. 


Acresce que estamos a caminhar para um nível securitário perigosíssimo para a nossa vida, embalado pela crença de que a ciência rápida (honra lhe seja feita) nos imunizará de todos os vírus e patologias. 


A paranóia que se instalou desde Fevereiro/Março de 2019 criou ditadores sanitários. A letalidade do vírus não era para isto. Mais: era o que mais faltava serem só os médicos os únicos a poderem decidir sobre o confinamento de um país. A saúde pública é uma disciplina muito mais abrangente, e espera-se (ou esperava-se) dela uma maior prudência. 


Se o covid é a grande doença do século XXI, é também porque ela se relaciona num mundo globalizado, sem fronteiras, cujo jornalismo das actualizações ao minuto não deixou outra possibilidade que não a de aderir a uma nova sociedade do risco, muito mais perigosa do que as anteriores. Com a conivência de todos aqueles que 'mandam à merda' os que dele discordam.
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 08.01.2021 às 12:04

Não diria que "só morrem porque nos portamos mal". Antes diria, morrem muitos por irresponsabilidade e ignorância. 
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De henrique pereira dos santos a 08.01.2021 às 12:16

E diz isso com base em quê? 90 dos mortos com covid são pessoas bastante velhas e com várias patologias, 40% dos quais vivendo em lares, e morrrem por ignorância e irresponsabilidade?
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 08.01.2021 às 12:47

Parece que há muita, parece até que em certa altura do ano andaram a beijar cruzeiros
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De henrique pereira dos santos a 08.01.2021 às 13:08

Quantas pessoas morreram nesse lar nessa Páscoa?
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De Carlos Sousa a 08.01.2021 às 18:49

Ao menos você, quando morrer, vai ser de forma responsável, e muito mais inteligente. 
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De zazie a 08.01.2021 às 12:32

Por acaso nem concordo com um exagero da Igreja da altura mas, muito menos, com a fezada ateia.
Ou seja- as coisas não acontecem por acaso. A Natureza tende a repor equilíbrios. E sim, a natureza, o mundo, tem andado a ser demasiado maltratado. E nada tenho a ver com pancas ambientalistas.
Mas, em relação ao Covid existem 2 questões óbvias que são excessos-
1- Os maus hábitos alimentares dos chineses (A China, enquanto governo que escondeu a pandemia devia ser responsabilizada mundialmente por isso. Se não for a coisa repete-se e pode ser bem pior)


2- O exagero de andar meio mundo em turismo por tédio, por tretas, por já nem saberem ser gregários com família. O exagero dos voos foi responsável por desta vez ter chegado rapidamente a todo o mundo.


Por último, creio que deveria ser momento para reflectirmos acerca da nossa pequenez e de como não controlamos tudo.
Isso pode ser feito para quem não é crente, tanto como para quem o é. E significa o oposto que se anda a fazer a partir da Páscoa. Ter-se transformado o raio de uma pandemia em mais um pretexto para andar tudo à porrada uns contra os outros, colocando o humanismo, a preocupação com os outros em segundo plano.
Até à Páscoa o dito medo foi bom conselheiro e houve temor a Deus e respeito pelo próximo. Agora está a ser um espectáculo degradante com o pior que a Natureza Humana é capaz
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De Abe a 09.01.2021 às 04:11

Amen e Awoman. 
Vai para dentro.

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