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O dia de ontem existiu

por henrique pereira dos santos, em 12.12.25

greve.jpg

Esta é a manchete do Público de hoje.

Por que razão nenhum jornal noticia que o dia anterior existiu, apesar de ser uma verdade inquestionável?

Porque toda a gente sabe e esteve no dia anterior, portanto não é jornalisticamente relevante ter um título a dizer que o dia anterior existiu, coisa que todos nós sabemos.

A mesma lógica se aplica a uma greve geral que, por definição, sendo geral, afecta quase toda a gente e é sentida por quase toda a gente.

Por que razão, então, o Público escolhe como manchete dizer que a greve geral existiu, uma coisa que, a ser verdade, toda a gente sabe e sentiu?

Exactamente porque não é verdade, mas o Público gostaria que fosse verdade, optando por entrar na guerra das percepções, tentando convercer-nos de que a nossa percepção individual, e a de cada um dos nossos amigos, conhecidos e família, é uma percepção errada: nós não vimos greve geral nenhuma, mas o Público quer-nos convencer de que essa é uma mera percepção subjectiva que não corresponde à realidade em que o jornal pretende que acreditemos.

Azar, camaradas do Público, a generalidade das pessoas não sentiu nenhuma greve geral, sentiu as perturbações do costume (nem sequer especialmente fortes) que a actual regulamentação da greve permite que grupos ultra-minoritários organizem quando não gostam do governo.

Se tiverem dúvidas, é ir ler a fundamentação delirante do tribunal arbitral para não serem decretados serviços mínimos no Metro de Lisboa e pensar dois segundos na lógica do Público noticiar, com destaque, que o dia de ontem existiu.


19 comentários

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De Anónimo a 12.12.2025 às 10:00


a generalidade das pessoas não sentiu nenhuma greve geral


Eu vivendo em Lisboa senti-a bem. A cidade parecia em fim de semana, com muito pouca gente na rua, bastantes negócios abertos mas sem clientes. O restaurante chinês em que costumo almoçar estava fechado, almocei num outro que estava deserto (eu era a única pessoa). Ao jantar o restaurante, que costuma servir uma vintena de refeições, serviu seis e fechou mais cedo; outro, nepalês, situado à frente estava fechado.
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De henrique pereira dos santos a 12.12.2025 às 14:36

Não duvido, não duvido, o secretário geral da CGTP também viu três milhões de trabalhadores, em cinco milhões e trezentos mil que o país tem, em greve.
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De Anónimo a 12.12.2025 às 10:42

"Existiu "  , como espectáculo, para quem se ligou aos esgotos televisivos...
Juromenha .
Quanto ao PSDois ...
Juromenha
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De Anónimo a 12.12.2025 às 11:01

Ao texto atrevo-me a propor um acrescento ;  


- a greve de ontem, que foi mas ninguém viu, nem existiu, porque nem todos podem beneficiar da caridade da família Azevedo.


Logo de manhã um mano, saltando do camião perguntava;


Então tu não faz greve ?


Ao que o outro respondeu :


Eu fazer greve, se tu paga pá eu comer !
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De cela.e.sela a 12.12.2025 às 11:33

a greve dos mais de 300 sindicatos, com 7% de sindicalizados, vive do dinheiro dos contribuintes privados e privados de serviços públicos. o sector de transportes sempre ao lado do PCP e PS prejudica que não possui automóvel.
a histórica greve acabou frente à AR: 'grevista faz sempre cagada: no início, meio ou fim'. sempre o setor improdutivo do estado.
o governo devia deixar de subsidiar esta gente porque o dinheiro tem origem no bolso de trabalha. 
felizmente existe um setor privado produtivo que funciona.
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De Anónimo a 12.12.2025 às 21:09

Funciona e ainda paga o salário do funcionalismo, Empresas Públicas e similares, que fazem greve tendo  emprego garantido.
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De Antonio Maria Lamas a 12.12.2025 às 12:04


Execrável.
Então o editorial de um tal David Pontes é o duplamente.
Ainda por cima finalizado com uma nota da redacção a justificar a edição "curta" com a "elevada adesão".
Até quando a família Azevedo vai continuar a manter este antro de falidos com o dinheiro sacado aos trabalhadores nas suas "mercearias"?
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De Ricardo a 12.12.2025 às 15:48

Não sei se é a familia Azevedo se é a fundação Soros que, por vias "discretas",financia o referido pasquim.
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De Antonio Maria Lamas a 12.12.2025 às 17:20

Ainda pior 
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De Anónimo a 12.12.2025 às 13:24

Só faz greve quem tem emprego garantido. LP
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De Manuel a 12.12.2025 às 16:34

A greve geral nao existiu o que existiu foi a greve de trabalhadores que nunca deveriam fazer greve porque tem o emprego assegurado para o resto da vida e trabalham em servicos essenciais como saude educacao transportes. Nos transportes educacao saude sentiu-se as razoes porque a extrema esquerda (PCP Bloco) apoiou a geringonca do mestre Costa.
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De Henrique a 12.12.2025 às 17:33

Do que eu vi, a greve foi parcial e em sectores adstritos ao Estado. 
O Público afirma a existência de uma greve geral para que não sejamos como S. Tomé: temos que nela acreditar, mesmo sem a ver.
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De JPT a 12.12.2025 às 17:38

Só li cinco linhas do Editorial do Sr. Pontes (é o que dá para ver online a quem não e assinante), mas não há como não amar isto (cito): “o simples facto de, durante um dia inteiro, a comunicação social ter sido dominada por um só assunto é [a] demonstração”, para este senhor de que esse assunto é decisivo. Não lia tamanho solipsismo desde aquela fábula do sapo que achava que chovia porque a água da sua lagoa borbulhava.
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De JPT a 12.12.2025 às 17:45

Em tempo; hoje, o Público online tinha páginas inteiras de publicidade da airbnb a dizer que "em Lisboa há 6x mais casas vazias do que alojamentos locais ativos" e "sabia que os preços da habitação aumentaram depois das restrições ao Alojamento Local" - ou seja, a chamar aldrabona às “jornalistas” do Público (pronto, a contrariar as teses da senhora Rafaela Burd Relvas). É a Sonae a dizer: "podem desmentir as alarvidades que aqui se publicam, desde que paguem".
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De Anónimo a 13.12.2025 às 21:54


"É a Sonae a dizer: "podem desmentir as alarvidades que aqui se publicam, desde que paguem"."


Haha!

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