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Esta é a manchete do Público de hoje.
Por que razão nenhum jornal noticia que o dia anterior existiu, apesar de ser uma verdade inquestionável?
Porque toda a gente sabe e esteve no dia anterior, portanto não é jornalisticamente relevante ter um título a dizer que o dia anterior existiu, coisa que todos nós sabemos.
A mesma lógica se aplica a uma greve geral que, por definição, sendo geral, afecta quase toda a gente e é sentida por quase toda a gente.
Por que razão, então, o Público escolhe como manchete dizer que a greve geral existiu, uma coisa que, a ser verdade, toda a gente sabe e sentiu?
Exactamente porque não é verdade, mas o Público gostaria que fosse verdade, optando por entrar na guerra das percepções, tentando convercer-nos de que a nossa percepção individual, e a de cada um dos nossos amigos, conhecidos e família, é uma percepção errada: nós não vimos greve geral nenhuma, mas o Público quer-nos convencer de que essa é uma mera percepção subjectiva que não corresponde à realidade em que o jornal pretende que acreditemos.
Azar, camaradas do Público, a generalidade das pessoas não sentiu nenhuma greve geral, sentiu as perturbações do costume (nem sequer especialmente fortes) que a actual regulamentação da greve permite que grupos ultra-minoritários organizem quando não gostam do governo.
Se tiverem dúvidas, é ir ler a fundamentação delirante do tribunal arbitral para não serem decretados serviços mínimos no Metro de Lisboa e pensar dois segundos na lógica do Público noticiar, com destaque, que o dia de ontem existiu.
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