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O covid do meu descontentamento (II)

O triunfo do egoísmo, da desproporcionalidade e da falta de solidariedade.

por Jose Miguel Roque Martins, em 08.09.20

Compreendo as duvidas e hesitações de quem tem que defrontar o desconhecido. Já passaram 6 meses desde esse momento. Hoje já sabemos quem são os grupos de risco, quais os graus de mortalidade e o tamanho da devastação económica e social que o confinamento trouxe a Portugal e ao Mundo.

Continuo a ver medidas que não se baseiam em provas científicas, no simples bom senso e sobretudo um alarme que roça a histeria. Morrer de fome, de outra doença ou de acidente passou a ser perfeitamente aceitável. Ser meramente infectado, mesmo que assintomático, de Covid, uma desgraça.

 Cada um terá uma sensibilidade diferente aos custos sanitários que estamos dispostos a incorrer para prevenir um doente ou um óbito. Neste momento, há total intolerância ao Covid e completo desdém por quaisquer outros custos. Os custos de desenvolvimento sócio afectivo das crianças, a educação de uma geração, a ruina económica da sociedade e as vitimas colaterais da subnutrição e fome, noutros países, passaram a ser justificáveis já que necessários á sua proteção. Este é o primeiro sinal de falta de solidariedade que atingiu as sociedades: apenas o Covid interessa e outras vitimas, diretamente relacionadas com o Covid ou sem qualquer relação com ele, passaram a ser ignoradas.

Ao contrario do que parece, a própria mobilização em torno do Covid é, em sim mesma, provocada mais pelo egoísmo do que por solidariedade.

O custo de um tratamento de 2 milhões de Euros para salvar um doente de doença não transmissível, é compreensivelmente rejeitado pela sociedade. Um custo muito superior para salvar uma vida de numa doença transmissível, passa a ser aceitável porque a vitima pode ser qualquer um. A aceitação de todas as medidas preconizadas, a intolerância para quem não as segue é ditada pelo instinto de sobrevivência de cada um,  mais do que por uma consciência social de proteção do grupo. Egoísmo ao invés de solidariedade. 

A falta de solidariedade aliou-se á ineficácia. Os maiores de 70 anos são o grupo que apresenta taxas de mortalidade realmente significativas. Não só não se concentraram os meios para os proteger, como foi, um pouco por todo o mundo, patente a enorme mortandade nos lares. Uma fracção dos custos gerais suportados pela sociedade, usados com eficiência,  seriam suficientes para prevenir a maior parte destas mortes e tornar a mortalidade desta doença perfeitamente suportável. Mas quem está em lares parece já não contar.

Claro que a explicação oficial é diferente. Não se podem descriminar os mais velhos. Mesmo que seja para seu beneficio e porque são as vitimas naturais da pandemia.

O que se vê são sobretudo a multiplicação de medidas de eficácia duvidosa, para proteger aqueles que menos precisam de proteção, mas que votam.

A tendência natural é culpar os políticos. Porque não são eficientes. Porque não são corajosos, porque sabem que se fizerem o que foi feito noutros países, ninguém os vai crucificar. Precipitando o mundo num diapasão comum mas desafinado.

Do meu canto, parece-me que esta pandemia despertou o pior que há em nós. E que o medo gerado, despertou o nosso egoísmo. Que condicionou as respostas e as tornou desequilibradas e certamente pouco solidarias.



4 comentários

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De voza0db a 08.09.2020 às 10:37


Vou focar-me na "culpa"!


A "culpa" começa em todos os salafrários e corruptos intelectuais (meros exemplares, Manuel Carmo Gomes, António Marques, Pedro Machado Simas, toda a actual escumalha a liderar o Gangue dos Mérdicos e dos Enfermeiros, e por aí fora, são milhares só em Portróikal) que:


Sabendo que não existe prova científica da existência de uma nova partícula viral infecciosa que causa pneumonia e pode eventualmente matar uns quantos animais infectados, fazem de conta que existe;


Sabendo que não existe "gold standard" (pois não existe a prova referida anteriormente) os "testes" (que na realidade não são testes) RT-qPCR apenas servem para gerar vendas e lucros, mas na realidade CAUSAM isto:
https://voza0db.livejournal.com/7660.html
https://www.bmj.com/content/bmj/369/bmj.m1808.full.pdf ;



Sabendo desde o início que isto não passa de uma normal, e até fraca, época de constipações/gripes/pneumonias (relembro que só de pneumonia morrem todos os anos em Portróikal cerca de 6000 e toda a gente assobia e cospe cascas de tremoços) fizeram de conta e aceitarem reproduzir e aplicar as ORDENS (os idiotas chamam-nas "orientações" ou "recomendações") da OMS matando assim velhos e velhas e muitos outros que viram o acesso ao tal do "Serviço Nacional de Saúde" bloqueado, ou gravemente condicionado;


Depois disto... A "culpa" é EVIDENTEMENTE do presidente ignorante e estúpido que declarou o "estado de emergência", do governo que disse "amém" e de TODOS os deputados que VOTARAM A FAVOR... Sem este passo "democrático" seria impossível matar aqueles velhos e velhas, e muitos outros da forma como se fez.


Finalmente a "culpa" é da MANADA DE BOÇAIS tugas que vota alegremente nos seus pares corruptos e ignorantes e depois passa a vida a reclamar...
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De Carlos Sousa a 08.09.2020 às 15:19

O que é mais preocupante nesta pseudo pandemia é ter políticos cuja formação de base nada tem a ver com saúde estarem a tomar decisões que condicionam e prejudicam a vida de todos.
A ministra da saúde cuja formação de base é direito, o primeiro-ministro, o presidente da República, o presidente da assembleia da República de todos só a ministra da saúde é que tem uma formação adicional de gestão hospitalar. 
Eu agora fico na dúvida, será que estão a reunir para a prevenção do próximo surto do vírus ou estão a reunir para combinar tácticas de defesa no caso de alguém lhes mover um processo crime?
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De voza0db a 08.09.2020 às 18:46


Claramente é para a 2ª opção... Já devem se ter rodeado dos salafrários supremos (advogados) para saber o que não fazer.


E o MAIS IMPORTANTE agora é NUNCA CONFESSAREM QUE ESTAVAM ENGANADOS e seguir em frente até rebentarem com o que pouco já resta desta não soberana nação a fingir que é democrática!


Já há vários meses questionei porque raio as famílias dos velhos e velhas e outros que morreram estão a fazer de conta que tudo foi normal?!


Quanto ao resto, claramente o método sueco é muito melhor que o nosso, ainda que basta estarem naquela posição atrasos mentais como os que falaram na última conferência para que o cenário seja idêntico!
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De balio a 09.09.2020 às 16:24


Os maiores de 70 anos são o grupo que apresenta taxas de mortalidade realmente significativas.


Eu diria que as taxas de mortalidade só são realmente significativas para idades bem superiores a 70. Pessoas até aos 75 anos de idade ainda têm taxas de mortalidade insignificantes.


Em Portugal, a média de idades dos mortos por covid-19 é, segundo ouvi um dia dizer, 83 anos. Ou seja, a mesmíssima idade média que para os mortos em geral...

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