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O Chega, o PS e o BE, em defesa do Estado

por Jose Miguel Roque Martins, em 27.08.21

Não há nada mais popular, em Portugal, do que um pujante Estado director.  Todos os dias , sem excepção assistimos a variantes deste temas, em que os políticos competem por votos, no exercício crescente da imposição do Estado na vida de todos nós. 

Gostamos que o Estado se assuma como o Pai que cuida de nós. Geralmente não o faz bem, mas não faz mal. Alguém que pareça olhar para os nossos problemas, que nos ame, parece ser mais importante do que uma pindérica liberdade ou um bem estar superior, valores próprios de balofas burguesias.

Hoje o Chega, ajusta o seu programa, eliminando “excessos” em favor de um estado mínimo, convenhamos, um objectivo verdadeiramente ridículo, num partido que se pretenda populista em Portugal.

Outra variante do poder do Estado que adoramos é a proibição. Que os outros não possam fazer o que pretendam. Mesmo que não nos incomode pessoalmente muito.

Nesse sentido, Medina anuncia a intenção de congelar o alojamento local em Lisboa, não vá o mercado gerar riqueza, enriquecer senhorios,  gerar empregos e fazer de Lisboa uma cidade vibrante e bonita. O resultado é conhecido. Os mais desfavorecidos não vão passar a poder voltar para o centro de Lisboa, criam-se privilegiados, os detentores de preciosas licenças administrativas, geram-se menos empregos, limita-se a criação de riqueza. Medina é mais um dos moderados que tão bem nos gerem e que nos protegem de exageros, de que as pessoas possam viver realmente bem, ou tenham que partilhar o que é publico, de todos. 

Já o BE, obviamente, é mais radical: há que diminuir o numero de alojamentos turísticos com licença atribuída. Lembre-mo-nos que, antes do turismo, ninguém queria ir viver para o centro de Lisboa, nem os pobrezinhos, já que as casas estavam degradadas e em vez de animação havia insegurança. Já agora, como vamos escolher quem pode viver em Lisboa?

Claro que se percebem alcances adicionais das propostas bloquistas. En passant, aproveita-se para lembrar a  força do Estado, tramar mais uns investidores e, já agora, congelar rendas, para punir capitalistas e acelerar a decadência urbana. Que o Trotskismo não floresce com prosperidade.

Mais Estado, menos liberdade, menos riqueza. 

Nada de novo. Mas não deixa de ser cansativo. Até porque os protagonistas de hoje, também poderiam ser o PCP,  o PSD ou o CDS/PP. 

 



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