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O centro de negócios PS

por João-Afonso Machado, em 30.11.15

Em duas palavras - nada mudou. Apenas se tornou mais clara a percepção de que o Centro ideológico não existe e o Centro ponto de convergência democrática também não. O Centro é um lugar de negócios, uma plataforma para o Poder, e assim o PS nele se instalou sem vergonha e sem travões. No melhor estilo republicano-maçónico.

E a partir desse Centro de negócios o PS vem logrando comprar o Poder, coligando-se sequencialmente com o CDS, com o PSD e agora com a Esquerda unida. Sempre tudo correu mal, com os seus parceiros a virarem-lhe as costas a meio das respectivas legislaturas. Quando, de permeio, governou sozinho foi o pântano de Guterres e o repentino e escandaloso enriquecimento de Sócrates, o auto-proclamado desempregado. E foi também o tempo da bancarrota portuguesa.

Agora não será diferente. Como bem lembrou Marques Mendes, no seu habitual comentário da SIC, o Governo socialista realizará semanalmente dois conselhos de ministros: às terças-feiras em S. Bento, com Carlos César e os seus acólitos tentando demover os "ministros" do PCP e do BE e conseguir o seu agreement para as medidas a tomar pelo das quintas, presidido por António Costa.

É nesta lógica que deveremos esperar sentados o natal do Orçamento de Estado. De olho fito em eleições que Costa tentará promover na altura mais favorável, outro esquema que com Tsipras também funcionou.

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3 comentários

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De Anónimo a 30.11.2015 às 13:58

Primeiro a CGTP, depois os pensionistas; nem perdem tempo. Só que há um "pequeno" problema no "excel" do Centeno: a economia. A economia estagnou no terceiro trimestre e vai entrar em recessão no quarto trimestre. No terceiro trimestre, que antecedeu as eleições, já estava tudo a ver como paravam as "modas". No último trimestre do ano pára tudo e não é por causa do impasse político, é porque NÃO HÁ confiança no que saiu deste Parlamento. A confiança não se decreta, existe ou não existe. E quem tem dinheiro para investir ou para consumir não confia num governo minoritário de um partido notoriamente incompetente que depende do apoio parlamentar de comunistas e anarquistas. A "estabilidade" com mediocridade não serve para nada. 
Ninguém com bom senso quer que este "governo" suportado por esta maioria dure quatro anos. O Sampaio e os outros "testas-de-ferro" apenas procuram que seja o PS a determinar a "timing" das eleições, em seu benefício. Mas desconfio que a asneira será tanta, que nenhum "timing" será bom, e vão agarrar-se ao poder até poderem.
Pelo menos já existe um candidato presidencial a garantir que dissolveria a AR se as coisas corressem mal. Já não é mau, pois até agora era crime de "lesa-pátria" pôr em causa este "governo". Lá vai o Marcelo dar outra "pirueta" para não ficar atrás....


http://www.publico.pt/sociedade/noticia/reformados-avisam-governo-que-se-nao-cumprir-promessas-vao-exigir-a-sua-demissao-1715984
http://www.dn.pt/portugal/interior/henrique-neto-dissolveria-ar-se-houvesse-instabilidade-ou-ma-governacao-4907753.html
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De jo a 30.11.2015 às 19:33

O abrandamento no terceiro semestre, que se deu enquanto Passos e Portas clamavam que tinham recuperado a economia para as eleições, ficou a dever-se a eles não terem ganho as eleições.


É hábito as causas precederem os efeitos, menos na economia mágica da nossa direita. Haja pachorra!
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De Anónimo a 30.11.2015 às 21:54

Vocês já estão a tremer...

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