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O Brasil no chão

por João Távora, em 30.09.22

bandeira brasil (1).jpg

Evidentemente que o problema do Brasil estará a montante do presidencialismo vigente, mas fico com a ideia de que o sistema não ajuda nada, antes pelo contrário. A somar a tudo isto, porque dois males nunca vêm sós, verifica-se que, por contingências que mereceriam outra análise mais profunda, a disputa presidencial se dá entre dois absolutos desqualificados institucionais: um esquerdista venal e outro boçal populista. Venha o diabo e escolha, ainda bem que não tenho de resolver o dilema.

Como em Portugal, no Brasil o Chefe de Estado também é um chefe de facção, que a cada eleição deixa uma significativa parte das comunidades nacionais órfã de representação, com a agravante de acumular a chefia do governo. Num sistema complexo como o brasileiro, um país descomunal, de frágeis instituições e precária homogeneidade geográfica étnica e cultural, persistentes índices de desigualdade e pobreza endémica, a democracia clama por uma figura agregadora e consensual. E não nos esqueçamos que foi a monarquia bragantina que vigorou por três gerações que criou esta potência mundial, a quinta maior democracia do mundo – o milagre brasileiro, eterna promessa.

Quem assistiu ao debate eleitoral de ontem não terá conseguido evitar um calafrio na espinha perante tanta despudorada alarvidade esgrimida. Sempre precária e tumultuosa, os testemunhos que nos chegam, é de que a democracia brasileira chega a 2022 com o país multifracturado, num clima insalubre de conflitualidade, que as eleições de domingo vêm exponenciar, arriscando-se acender o rastilho da violência ou da tirania. Isto tudo porque o povo brasileiro tem de escolher uma de duas figuras tóxicas e sectárias. Rezemos então a Deus que afinal é brasileiro, pois os tempos reclamam por um novo milagre.

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2 comentários

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De entulho a 01.10.2022 às 09:33

a europa latrina gerou a américa latrina.
por cá Cavaco malha em ferro frio com o socialismo ' enguizalhado à cabeça da manada'. falidos como o Brasil. 
«pobre herança deixo ao meu filho» 
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De Luis a 01.10.2022 às 14:07

Infelizmente por cá não estamos muito melhor entregues, com um caniço na PR que abana ao sabor do vento (não me recordo de presidente tão medíocre quanto este), e um PM chefe dum governo cada vez mais parecido ao de Sócrates de que fez parte aliás (digamos que também não é propriamente abonatório ser comparado a um governo tão trágico e catastrófico como o do "Eng" Sócrates). Resta-nos rezar a Fátima e esperar pela esmola da UE. 

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