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Nota sobre as próximas eleições

por henrique pereira dos santos, em 07.12.23

Hoje, Alexandre Homem Cristo tem um bom artigo no Observador sobre educação e avaliação de resultados, onde fui buscar esta longa citação: "Estas habilidades na comunicação têm sido uma constante no Ministério da Educação. Quando saiu o PISA 2018, o então Ministro Tiago Brandão Rodrigues responsabilizou o governo PSD-CDS (2011-2015) pelos maus resultados. Quando saiu o TIMSS 2019, o então Secretário de Estado João Costa responsabilizou Nuno Crato pelos maus resultados. Quando saiu o PIRLS 2021, o agora ministro João Costa responsabilizou a digitalização das provas pelos maus resultados. E, esta semana, quando saiu o PISA 2022, o ministro João Costa responsabilizou a pandemia pelos maus resultados. Coincidência difícil de explicar: desde 2016, todas as avaliações internacionais apontam para pioria dos alunos portugueses, mas o Governo PS encontra sempre uma explicação para culpar terceiros. Em 8 anos de funções, é notável conseguir-se decidir tanto (fim de exames, fim das metas curriculares, introdução das aprendizagens obrigatórias) e permanecer isento de responsabilidades".

A razão para fazer esta longa citação é por achar que é uma boa síntese do modelo de governação do PS, que governou 22 dos últimos 28 (dos restantes seis, quatro foram sob intervenção da troika).

No essencial, o PS, e António Costa é um bom intérprete dessa estratégia, conseguiu encontrar uma fórmula política muito eficaz, eficaz, entre outras razões, porque temos uma imprensa em que Ana Gomes, Carmo Afonso, Pedro Marques Lopes, Clara Não, Cristina Roldão, Manuel Loff, José Miguel Prata Roque, Bárbara Reis, e muitos outros com o mesmo interesse opinativo, têm lugar cativo no comentariado nacional.

Essa estratégia consiste em:

1) Responsabilizar sistematicamente terceiros pelos problemas existentes. O pináculo disso é o extraordinário número de circo montado por Sócrates para calcular um défice que nunca existiu que lhe permitiu aumentar o défice em relação ao governo anterior, sistematicamente apresentando-o como uma melhoria, com a conivência do Banco de Portugal e a simpatia da imprensa, a par do também extraordinário "a culpa é do Passos", omitindo as responsabilidades do PS nas circunstâncias que levaram à intervenção da troica, incluindo a negociação do colete de forças que condicionava as opções de Passos;

2) Atirar milhões, mesmo que retóricos, para cima dos problemas, sempre que se fala do futuro, por exemplo, as famosas casas de renda acessível que Costa vai anunciando ao longo do tempo, sempre fazendo deslizar o prazo para a sua real concretização, mas também para ilustrar o que se fez no passado, como o aumento do orçamento da saúde, sistematicamente referido, e real, para disfarçar a degradação do sector e decisões indefensáveis, como o fim das parcerias público privadas na saúde.

Com estas duas linhas argumentativas, o país pode ter a educação, a saúde, a habitação, o serviço de fronteiras, a justiça, a administração pública, a qualidade das instituições em sistemática degradação, que a campanha eleitoral está resolvida: dizer que os problemas que existem são problemas estruturais complexos que resultam de políticas erradas que irão ser mudadas quando o PS tiver a confiança dos eleitores, e que os recursos que o Estado tem estado a disponibilizar para resolver os problemas são imensos, e agora é apenas uma questão de assegurar que vão ser bem aplicados, o que é garantido pela eleição do PS.

Riscos sérios para o futuro só existem se a extrema direita for eleita ou os irresponsáveis do PSD que na verdade querem enganar os eleitores aliando-se à extrema direita, para já não falar dos riscos imensos de um pequeno partido liberal impor as suas visões destrutivas do Estado Social que, mais tarde ou mais cedo, vão impedir as pessoas de aceder aos serviços de saúde, de terem uma educação de qualidade e sem proselitismo, de se fazer a necessária transição energética, enfim, é escolher as boas causas que sirvam a cada um em cada momento.

O facto é que a situação em que estamos é o resultado de 22 em 28 anos de governo do PS, sempre com as mesmas pessoas, mesmo que vão mudando os chefes e a JS vá criando novos membros que alimentam o polvo institucional.

O corolário lógico é que a primeira coisa que as eleições devem resolver é o afastamento do PS do poder.

Tudo o resto decorre desta primeira premissa e, pessoalmente, tomarei a decisão de votar naquilo que me parecer o voto mais eficiente para obter este resultado.

Felizmente voto num círculo suficientemente grande para ter liberdade de voto, mas se votasse em círculos mais pequenos, em que as probabilidades de eleger deputados se reduzem a dois ou três partidos, não teria a menor hesitação de votar no PC em Évora, se estivesse convencido de que essa seria a maior probabilidade de contribuir para ter menos um deputado do PS na Assembleia.


41 comentários

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De Anonimo a 07.12.2023 às 10:38

Nada a ver com o tema, mas há diversos países europeus em que os níveis de literacia têm vindo a cair. O mesmo para matemática. Problemático ou não, consequência do covid ou do socialismo, talvez.
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De Anonimo a 07.12.2023 às 16:21


Ou das redes sociais.

Em PT não faltam miúdos (sim, a ironia é propositada) a falar em siglas ou acrónimos, e com recurso a vocábulos brasileiros.
Matemática, Deus Nosso Senhor inventou a calculadora por alguma razão foi.
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De urinator a 07.12.2023 às 10:38

«sou o único com esperto na cabeça»
os comediantes estão na hora da gestão, ingestão, digestão ou congestão?
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De balio a 07.12.2023 às 10:57


se votasse em círculos mais pequenos, [...] não teria a menor hesitação de votar no PC em Évora, se estivesse convencido de que essa seria a maior probabilidade de contribuir para ter menos um deputado do PS na Assembleia



Tem graça, eu, que quase nada tenho em comum com o PCP, muito provavelmente nas eleições europeias votarei nesse partido, por ele dar a maior probabilidade de contribuir para ter menos uma Ursula von der Leyen na Comissão Europeia.
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De balio a 07.12.2023 às 10:58


as suas visões destrutivas do Estado Liberal


"Social" e não "Liberal"
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De henrique pereira dos santos a 07.12.2023 às 11:22

Obrigado, vou corrigir
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De balio a 07.12.2023 às 11:02


o país pode ter a educação, a saúde, a habitação, o serviço de fronteiras, a justiça, a administração pública, a qualidade das instituições em sistemática degradação



Eu diria que boa parte da degradação de todos esses serviços do Estado ocorre por motivos estruturais e não por motivo de um ou outro partido específico estar no poder. Os motivos estruturais são o envelhecimento da população e, portanto, o haver cada vez menos pessoas com capacidade para trabalhar, e cada vez mais pessoas com problemas graves de saúde. Esse problema também existe no setor privado, mas no setor público ele é mais agudo, dado que esse setor tem menor possibilidade de empregar imigrantes.
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De Anónimo a 07.12.2023 às 13:20


O Alex Cristo elencou o rol de desculpas utilizado pelos responsáveis da educação para justificar os maus resultados. Agora o LLavoura descobriu outra. Bestial!
De facto o PPCoelho já envelheceu oito anos e, se calhar, já não tem a disposição que noutros tempos teria para a cópula (devem exceptuar-se os quatro anos de troika).
O Cavaco, como provavelmente já se esqueceu, coitado, até vai ali para as bandas da Guarda perguntar o que é preciso fazer para que nasçam mais crianças no interior.
A culpa é deles.


Nestes oitos anos de socialismo a função pública engordou com umas dezenas de milhares de activos. Terá a administração contratado velhos e pessoas com problemas graves de saúde? Não. A administração foi preenchida com boys e boyas (inclusividade pois claro) socialistas portadores de cartão: satisfação das clientelas.
As necessidades reais - gente qualificada - ficaram para as calendas: Oitembro e dia de S.Nunca.
Portanto, quatro anos de memoradum socialista (eles bem negam) mais oito anos de socialismo causaram este dano. Quantos anos serão necessários para limpar essa rapaziada imprestável que infecta a administração e povoá-la com qualidade e horizonte?


Lá vamos cantando e rindo, levados, levados sim. Pela incompetência do socialismo tremendo, comentários do LLavoura sem fim ...


Pobretes, mas alegretes!
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De Anonimo a 08.12.2023 às 16:37

Há menos gente para trabalhar relativamente há 30 anos atrás, mas também há máquinas que fazem o trabalho das pessoas. O problema é quando os vícios humanos são metidos nox algoritmos, não há IA que resistz à degradação. 
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De G. Elias a 07.12.2023 às 12:53

O distrito onde resido (Portalegre) apenas elege dois deputados e os resultados possíveis resumem-se a dois: PS x 2 ou PS (1) + PSD (1). Tudo o resto são votos perdidos. Há muito que devia haver o círculo nacional de compensação, como já existe nos Açores.
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De henrique pereira dos santos a 07.12.2023 às 14:34

Noutras circunstâncias, eu diria para votar Iniciativa liberal porque defende exactamente isso (e um voto, seja onde for, aumenta o financiamento do partido que o recebe), mas neste caso acho mesmo que o fundamental é diminuir o número de deputados de quem nos trouxe até aqui
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De G. Elias a 07.12.2023 às 15:28

"e um voto, seja onde for, aumenta o financiamento do partido que o recebe" - isto é parcialmente verdade, aplica-se desde que o partido consiga representação parlamentar ou atinja um número mínimo total de votos, creio que 50 mil, caso contrário não recebe nada.
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De O apartidário a 07.12.2023 às 13:27

E se chegasse à escola e o seu filho/a já tivesse sido levado/a?

"Uma criança, independentemente da idade que tenha, chega a casa e diz aos pais que é gay, lésbica, transexual ou qualquer outra letra do abecedário colorido e, por exemplo, no caso de um menino, diz que quer mudar de nome, pintar as unhas e usar roupas de menina. Os pais, naturalmente, dizem-lhe que não, que precisam de conversar sobre o assunto e de consultar um psicólogo, para perceberem o porquê de ele estar a querer ser do outro sexo, a pensar em sexo tão cedo e a assumir algo que não tem sequer maturidade para assumir. O petiz, contrariado e furioso por os pais não lhe fazerem a vontade, denuncia-os à Srª simpática associação lgbtetc. (que costuma ir à escola e que é uma das entidades mencionadas no artº 7º), à professora progressista, ao responsável (que o (des)governo introduziu nas escolas) a quem as crianças manifestam a sua "identidade de género" (um conceito absolutamente ideológico) e até a um colega que já se tenha assumido ou que seja um militante das causas elgebetistas

Ou ainda, aquele jovem adolescente que não aceitou que os seus pais, cristãos, lhe dissessem que a homossexualidade é pecado e, que embora o amem muito e não deixem de o amar por ele se assumir como tal , nunca aceitarão que é algo natural e que Deus não aprova tal prática, podem ver o filho ser-lhes retirado porque ele, irado e aconselhado pela comunidade à qual se juntara, se queixou - às entidades competentes - de abuso e maus tratos emocionais. " 

É isto que as esquerdas se preparam para aprovar hoje e é por isto que não podem voltar ao poder. 

Daqui https://identdegeneroideologiaouciencia.blogs.sapo.pt/e-se-chegasse-a-escola-e-o-seu-filho-ja-6848

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De Carlos Sousa a 07.12.2023 às 14:04

"O corolário lógico é que a primeira coisa que as eleições devem resolver é o afastamento do PS do poder."
Ora aqui está uma análise séria dum verdadeiro adepto de futebol que fica muito mais contente quando o adversário perde do que quando o seu clube ganha. É a chamada análise feita com os pés. 
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De henrique pereira dos santos a 07.12.2023 às 14:35

Até agora, os únicos que estão a perder são as pessoas comuns
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De Carlos Sousa a 07.12.2023 às 14:48

Realmente, só mesmo as pessoas incomuns é que pensam ficar a ganhar com as próximas eleições. 
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De Anonimo a 07.12.2023 às 16:25


Confesso perceber e concordar com o C Sousa. O PSD, com os seus "quadros", não é alternativa credível. O resto é o resto...

A indigência intelectual é visível nos debates televisivos (nem indo a casos pessoais). A desqualificação da classe é uma certeza. Intelectual. A moral, deixo para quem percebe.
Uma espécie de eleições tiririca.
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De henrique pereira dos santos a 07.12.2023 às 17:51

Se o que está lhe é suficiente, vote no que está, não estou a fazer campanhas, estou a dizer quais são os meus critérios para as próximas eleições.
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De Anonimo a 08.12.2023 às 10:48

Tipica resposta woke. Falas mal do Passos, é porque gostas é do Sócrates. O raciocínio não dá para mais.
Continuarei a votar racista, vale pouco, eu sei.
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De henrique pereira dos santos a 08.12.2023 às 11:12

Acha que dizer-lhe para fazer o que entender melhor é uma resposta woke?
Eu não acho.
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De Anonimo a 08.12.2023 às 16:41

Está a assumir que voto no que está (quem está é ps). E que o está é suficiente. Típica conclusão de quem não lê, não quer ler, mas tira a conclusão pré definida. Definição de woke.
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De Carlos Sousa a 07.12.2023 às 19:20

O que me entristece é ver estas pessoas contentes com a queda do governo como se o país estivesse tão mal que não pudesse ir até ao fim da legislatura.
A minha esperança é que a subida de votos no Chega seja igual à descida de votos no PSD e a votação fique igual à das últimas eleições legislativas. 
Eu só pergunto, que moral é que tem o presidente para derrubar um governo por tráfico de influências?
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De G. Elias a 08.12.2023 às 06:31

Não foi o presidente que derrubou o governo. Foi o primeiro-ministro que se demitiu.
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De balio a 08.12.2023 às 10:38

É verdade que foi António Costa quem se demitiu, fazendo cair o governo. Mas a maioria absoluta do PS na Assembleia permaneceu. O Presidente não deveria constituir-se em fator de instabilidade do regime, dissolvendo uma Assembleia que estava capaz de sustentar um governo. Foi o Presidente quem nos conduziu a uma crise política evitável. Não havia qualquer necessidade de eleições.
Se Portugal quer ser um país de estabilidade e previsibilidade, um bom sítio por onde começar seria eliminar o arbítrio de que o Presidente dispõe, de dissolver Assembleias que dispõem de maiorias estáveis.
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De G. Elias a 08.12.2023 às 19:16

O presidente Sampaio fez o mesmo em 2004.
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De balio a 09.12.2023 às 13:52

É verdade que Jorge Sampaio fez o mesmo. E, antes dele, Mário Soares também tinha feito o mesmo. Fizeram ambos mal, tal como Marcelo  Rebelo de Sousa fez mal.
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De G. Elias a 09.12.2023 às 19:05

Quando Mário Soares dissolveu o parlamento, não havia maioria (o governo era minoritário).
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De balio a 10.12.2023 às 11:37


Quando Mário Soares dissolveu o parlamento, não havia maioria (o governo era minoritário).


Havia uma maioria em preparação (PS + PRD). Os partidos que tinham derrubado o governo minoritário de Cavaco Silva aprestavam-se para se coligarem e formarem novo governo. Mário Soares impediu deliberadamente isso.
O meu entendimento da política é que deve haver freios e contrapesos. Isso significa que o Presidente deve ter poderes, potencialmente conflituantes com os da Assembleia da República. Mas não significa que um dos poderes possa eliminar o outro.
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De G. Elias a 10.12.2023 às 13:09

Atenção eu não estou a dizer que concordo com estas dissoluções. Cada uma delas tem uma história (diferente) e cada uma delas provoca mais instabilidade.
A realidade é que o presidente tem esse poder - e mesmo assim os poderes presidenciais já foram muito diminuídos, fruto das sucessivas revisões constitucionais, em especial da revisão de 1982, que acabou com os chamados "governos de iniciativa presidencial" (no tempo do Ramalho Eanes era sempre a andar) 
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De balio a 11.12.2023 às 10:07


eu não estou a dizer que concordo com estas dissoluções


Nem eu estou a dizer que você concorda.


A realidade é que o presidente tem esse poder - e mesmo assim os poderes presidenciais já foram muito diminuídos


É verdade que os poderes presidenciais foram muito diminuídos em 1982, mas foram-no mal.
O presidente não deveria ter o poder de dissolver a assembleia. Esta deveria dissolver-se automaticamente caso não fosse capaz de sustentar um governo, tal como acontece, por exemplo, em Espanha.
O presidente deveria ter outros poderes, nomeadamente o de nomear uma série de pessoas (membros do Tribunal Constitucional, presidente do Banco de Portugal, presidente da Autoridade da Concorrência, chefes de Estado Maior, etc etc etc) sem intervenção do governo nem da assembleia.
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De G. Elias a 11.12.2023 às 11:05

Não entendo o que significa isso de se dissolver "automaticamente". Quem é que avalia se a assembleia consegue sustentar um governo ou não? Por exemplo, se o orçamento é chumbado, dissolve ou não dissolve? E se for o programa de governo que é chumbado? E se houver uma moção de censura?
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De balio a 11.12.2023 às 11:28


Quem é que avalia se a assembleia consegue sustentar um governo ou não?


Não sei exatamente como se faz em Espanha. Sei que nesse país o Rei tem um poder residual, tal como é natural numa democracia em relação a um cargo não eleito. O Rei encontra-se com os partidos representados na assembleia, vê o que eles propõem, e nomeia um primeiro-ministro. Se a assembleia não aprovar esse primeiro-ministro, o rei nomeia outro. E assim sucessivamente. Ao fim de não sei quantas iterações, a Constituição determina que a assembleia não foi capaz de sustentar um governo, e então a assembleia dissolve-se automaticamente.


O Gonçalo Elias consulte a Constituição de qualquer monarquia democrática. Em todas elas há regras para a dissolução da assembleia que não passam pela intervenção do Rei. Nalguns casos, não passam pela intervenção de ninguém em particular.
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De G. Elias a 11.12.2023 às 13:01

A minha questão anterior não era em relação a Espanha e sim em relação a Portugal. Quando o Luis escreveu "O presidente não deveria ter o poder de dissolver a assembleia. Esta deveria dissolver-se automaticamente caso não fosse capaz de sustentar um governo" eu pergunto como é que isso se operacionalizaria na prática. Não estou a perguntar como é em Espanha e sim o que é a que a nossa constituição deveria dizer para pôr em prática essa dissolução "automática". Quer dizer, se é automática não precisa de ser validade por ninguém...
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De balio a 11.12.2023 às 15:05


eu pergunto como é que isso se operacionalizaria na prática


Eu não sou constitucionalista e portanto não sei.



Mas, tal como eu digo, há muitas monarquias democráticas, nas quais o Rei (ou Rainha) não tem qualquer poder de dissolver o parlamento. Em todos esses regimes deve haver alguma forma automática de o parlamento se dissolver quando, findos determinados prazos, não consegue dar origem a um governo. Aliás, mesmo em repúblicas, o poder de o presidente disolver o parlamento é, creio eu, excecional - sei somente que existe na Áustria.
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De anónimo a 07.12.2023 às 15:57


Interessante: Um candidato à chefia do partido dito socialista, o PS, nestas próximas eleições menciona, clara e enfaticamente, o grande problema que é, em Portugal, o facto de os eleitores para as Legislativas, só poderem votar em partidos, vulgo "sacos de gatos". Afinal uma Lei Eleitoral bem à moda das vivências, ao tempo, elaborada por conhecidos engajados constitucionalistas. Isso cria, ao cidadão eleitor, uma situação que rima com abstenção. 


Na prática qual é a escolha. Vejamos: "hoje só há esparguete ou massa". Volta-se a esse comedouro?. Só se fosse de borla. Mas não, é a pagar e não é pouco.  Ps- O dono da loja fica-se pelo caviar e pela champanhe.
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De Hugo a 07.12.2023 às 17:21

Muito bom artigo Henrique, na mouche.
Enquanto isto, quando parece impossível piorar, o estado a que isto chegou ainda vai mais fundo. Mas o problema para a democracia é a extrema direita e o partido liberal como você diz... está gente já não sabe o que fazer. Se não fosse triste era de rir até às lágrimas. 

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