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A sede de poder de António Costa é uma evidência que se manifesta desde a noite eleitoral de 4 de Outubro. De derrotado a putativo PM tudo tem feito quer para se manter na liderança do PS quer para assumir a chefia do próximo governo. Resta apenas saber qual a dimensão do custo que está disposto a assumir e que, todos, nós pagaremos com conflitos políticos e, sobretudo, com mais impostos e, mais tarde, com austeridade renovada
Mas a (suposta) alternativa interna socialista também tem apenas por fim a tomada de poder. Neste momento político em que está a causa a governação do país em que, segundo o próprio Francisco Assis, ”um Governo do PS apoiado por um partido tão conservador como é o PCP e por um partido tão contraditório como é o Bloco de Esquerda inibe-nos de ter a capacidade de promover as reformas de que o país precisa”, a postura é a de “não apelar a que desrespeitem a disciplina de voto porque a disciplina de voto é importante". Ou seja, vão esperar por uma melhor oportunidade para conquistar o poder. Como diria ontem Vera Jardim no programa “Falar Claro” da Renascença, em resposta à questão da não concordância com o acordo das esquerdas: “Direi que não me agrada e, depois, tirarei as minhas conclusões”. Olhando para os próximos tempos, só avançarão quando Costa e o seu governo caírem mas, nessa altura, teremos eleições com a mais do que certa vitória da coligação PSD-CDS. Só então serão, como agora afirma Assis, “um partido da oposição com sentido de responsabilidade e, a partir da oposição, construir uma alternativa de governação do país". Falta qualquer coisa a esta alternativa socialista!
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