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2015-08-26-Banif-Jorge-Tome.jpg

Nem queria acreditar quando li estas declarações da administração do Banif. É este o título do Expresso: Administração do Banif diz que não foi ouvida e que esta não é a sua solução.

Num comunicado enviado aos trabalhadores, a administração liderada por Jorge Tomé lamenta “profundamente a decisão de desagregar o Banif". 

A solução da administração do Banif é a mesma desde 2012: arrastar o processo até que haja um milagre. O Jorge Tomé entrou no Banif em Março de 2012. O banco que recebeu tinha muitos activos tóxicos é certo. Mas desde 2012 até hoje o que conseguiu fazer para os limpar? Não teve tempo de vender a carteira de créditos a alguma dessas empresas de créditos dificeis? Não teve tempo de limpar do balanço os créditos com défice de colaterais? E recebeu de mão beijada 1.100 milhões de euros!!!

O Banif não conseguiu vender as subsidiárias do Brasil (apesar de ter reestruturado muita coisa lá); não conseguiu vender a Açoreana (e havia interessados nela); só conseguiu vender o banco em Malta quando já tinha uma resolução a cair-lhe em cima. For god sake! 

O Banif andou anos a engonhar! Todas as perguntas que se fazia para lá obtinham como respostas que a consulta pública da investigação aprofundada ainda está a decorrer. Era desesperante.

E depois Jorge Tomé pôs as culpas nos outros: "O Governo não quis misturar processos do Novo Banco e Banif, não quis abrir concurso para vender o Banif porque não seria “a melhor solução” na altura. E o Banco em Malta alguém o proibiu de vender? E a Açoreana? 

O Jorge Tomé convenceu os accionistas privados a irem a um aumento de capital, acenou com accionistas da Guiné Equatorial, depois com chineses, por fim com fundos americanos e bancos espanhóis, mas nunca conseguiu concretizar nada.

Eles mandaram OITO planos de reestruturação para a DGComp europeia. Todos chumbados. Não realizaram que não iam ser aprovados nunca?! Estavam a pensar continuar a jogar ao jogo do gato e do rato eternamente? 

O único pecado do Governo foi não ter tido a coragem de intervencionar o banco mais cedo (iria ter inevitavelmente custos para os contribuintes) mesmo que tivesse que levar com os insultos e perda de popularidade. Talvez devessem ter ido contra o Banco de Portugal em 2012/2013 e aplicassem logo a Resolução ao Banif. 

Está tudo a passar ao lado da responsabilidade do board do Banif, mas porquê? Por causa da simpatia pessoal do Jorge Tomé? Eu também gosto bastante do Jorge Tomé, é um encanto de pessoa. Provavelmente acreditou que o banco iria ser vendido e tudo acabaria bem. Aliás perdeu 190 mil euros em acções do banco. Na altura das notícias de que tinha investido eu pensei (julgo que cheguei a legendar a notícia no Facebook com um ´Ganda Maluco´) que era o cumulo da inconsciência. Jorge Tomé falhou no Banif. 

O António Horta Osório deve achar do outro mundo alguém pegar numa banqueta e não lhe conseguir dar a volta (falo do Jorge Tomé) enquanto ele pegou no monstro do Lloyds e recuperou-o

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