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Tal como temia, e escrevi aqui, e aqui, e aqui, o Novo Banco vai ser alvo de um bail-in. Pelo menos é essa a decisão do BCE, que delega depois no Banco de Portugal a árdua tarefa de o decretar e implementar. Vêm aí mais críticas políticas, mais jogos de culpas entre políticos. Carlos Costa vai ser novamente criticado. A Mariana Mortágua vai dizer que o melhor era a nacionalização, o Jerónimo de Sousa também.

Diz a TSF que "ao que confirmou, os 1,2 mil milhões vão resultar da transformação de dívida sénior, ou dívida não subordinada (obrigações que pressupõem prioridade no pagamento em caso de incumprimento), em capital".

O Novo Banco vai ser capitalizado através das obrigações séniores (não subordinadas) do banco ex-BES. E, ou muito me engano, ou os depósitos acima de 100 mil euros ficam na linha da frente para serem convertidos em capital do Novo Banco. 

As novas regras são essas, não há líder político de nenhum Estado-membro que tenha poder para as mudar. 

Obviamente que não vai ser um empréstimo do Fundo de Resolução que vai capitalizar o Novo Banco. O que seria para o sistema bancário que vai ter de encaixar perdas de uma venda abaixo dos 4,9 mil milhões, ainda ter de registar perdas maiores face a um capital lá injectado de 5,5 mil milhões? Só na cabecinha de pessoas que pensam pouco, pode surgir tal ideia e mais ainda ser difundida como notícia. Se assim fosse então é que a Resolução em vez de evitar o risco sistémico, propagava-o, uma vez que para salvar o Novo Banco havia dois ou três bancos que ficavam sem capital suficiente e a precisar de Resolução, e era uma espiral sem fim. O Novo Banco terá de se capitalizar com vendas de activos e com bail-in. Não há alternativa. A não ser que seja nacionalizado.O Estado não pode ajudar o NB, porque isso desvirtua a concorrência.



8 comentários

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De João. a 29.12.2015 às 13:28

Mais uma história de sucesso do governo da direita radical.
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De Maria Teixeira Alves a 29.12.2015 às 17:46

A culpa não é do governo. E se fosse também seria deste, porque este fez o mesmo que o outro. Fez uma resolução tal como outro.

Quem é que leva os bancos a isto? Não são os governos. Isso é garantido.
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De Nuno a 29.12.2015 às 19:51

O que leva os bancos a isto é terem convertido dinheiro líquido de depositantes, em créditos a longo prazo e de qualidade duvidosa, indexados a taxas (euribor) que já não representam os seus reais custos de refinanciamento, ao mesmo tempo que são obrigados a reconhecer imparidades em activos que consideravam seguros (e.g. dívida pública) e a constituir almofadas de capital.


Nesse sentido a culpa é de reguladores, governos e da população em geral, que continuam a pedir mais e mais regulação (e mais almofadas), ao mesmo tempo que insistem ser necessário mais crédito barato para a economia, e que sobrecarregam os bancos "saudáveis" com os erros dos outros.


Alguém vai pagar a conta, e não vão ser "os bancos" ou "o estado": antes "os clientes" e "os contribuintes", seja em comissões, taxas, contribuições ou impostos.
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De Maria Teixeira Alves a 29.12.2015 às 22:28

Nós não podemos querer ter uma regulação Independente e depois estar sempre a subjuga-la aos governos. 
A regulação hoje é BCE . Antes não era. Mas as almofadas de capital são europeias.
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De Nuno a 30.12.2015 às 12:28

Tem toda a razão.


Mas estou sempre a ouvir governantes a pedir crédito mais barato para "dinamizar a economia", ao mesmo tempo que, na ausência de lucros, se lançam sobre a banca impostos extraordinários. Isto claro além de políticos a defender que não se pague a dívida, a pedir mais e mais regulação. Tudo ao mesmo tempo.


A regulação é responsabilidade do BCE, mas a sociedade (políticos e pessoas) manifesta-se permanentemente hostil ao negócio da banca. Depois admira-se quando os bancos falham. Os bancos não são nenhuns santos, mas o dinheiro tem que vir de algum lado.
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