Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Não passarão

por João Távora, em 30.10.15

A arrogância desta nova esquerda remete-nos para os tempos revolucionários. Sente-se na rua o incómodo das pessoas. Com obscuros golpes palacianos contra a tradição e jurisprudencia da nossa democracia eles meaçam roubar-nos o futuro: a confiança dos mercados, dos empresários, roubar-nos os timidos sinais de retoma, enfim, o trabalho que conquistamos com tanto custo.
Estes tempos são históricos e devem obrigar-nos a sair do sofá. Pelos nossos filhos, como fizeram os nossos pais.


15 comentários

Sem imagem de perfil

De Anónimo a 30.10.2015 às 12:34

Só há uma maneira de resolver isto. Só que o senhor doutor Costa, manhoso e trapaceiro, tratou de usar as limitações dos poderes do presidente em fim de mandato para se tentar colocar no poder. Isto ficará na história de Portugal. Isto, ele, e o partido dele, ou lá o que aquilo é agora.
Sem imagem de perfil

De Sousa a 30.10.2015 às 14:54

João Távora, o "incómodo das pessoas" é com o desemprego ou com o emprego mal pago, não é com os obscuros golpes palacianos contra a tradição e jurisprudencia, seja lá o que isso for. Percebe tanto o incómodo das pessoas como eu percebo de astronáutica. 
Imagem de perfil

De João Távora a 30.10.2015 às 16:40

Exactamente Sousa, concordo inteiramente com o primeira parte do seu texto. A segunda nem tanto - já tenho uns aninhos disto. 
Sem imagem de perfil

De Sousa a 30.10.2015 às 20:19

Não contam os anos que tem, conta a experiência de vida e o contacto com os outros. Eu ganho 600 euros e tenho família para sustentar com isto, porque a minha mulher, que era vendedora a recibo verde, não tem agora trabalho. Mas dizem-me que o que eu ganho é uma mais valia para o país, porque baixa os custos de produção. Portanto, como dizia o outro, é para meu bem. 
Mas adivinhe lá se o meu incómodo é com a tradição e jurisprudência. Se quer que eu seja mais concreto, descendo ainda mais à terra, também pode ser. Eu, no meu meio (no seu não sei como é) não conheço ninguém que esteja incomodado com a quebra da tradição, ninguém, nem sequer vem à conversa. 
Sem imagem de perfil

De João. a 30.10.2015 às 15:00

A maior tradição da nossa democracia é precisamente aquela que a direita não quer aceitar: passa o que tem mais votos na assembleia da república. 
Sem imagem de perfil

De Dário a 30.10.2015 às 16:32


Não, não é! A tradição, ou melhor dizendo, costume da nossa democracia é: forma governo o partido mais votado em eleições legislativas!
Sem imagem de perfil

De João. a 30.10.2015 às 18:02

A maior tradição do nosso sistema parlamentar, após as eleições que constituem as forças parlamentares, a é a da votação em assembleia da república, eleita por suftágio universal, das matérias concernentes ao governo do país, onde se inclui a da autorização de um governo a governar. 


Todas as demais tradições, com a excepção da do voto livre e universal para eleger a assembleia da república, empalidecem perante esta e dela dependem. 


Quem vota em legislativas pensando que vota não para eleger o orgão legislativo - a assembleia da república - mas o orgão executivo, claramente não sabe o que está a fazer. Não vejo porque razão a sua ignorância sobre o funcionamento do sistema deve passar a medida da verdade do sistema.
Sem imagem de perfil

De comunista a 30.10.2015 às 15:23

Eu não sinto na rua incómodo nenhum das pessoas, não sei como se sente isso, sequer, é pelos olhares? Deve ser uma ciência oculta.
São tempos históricos, porque como em qualquer país normal da UE, uma coligação vai governar o país, apesar das diferenças entre os partidos, é normal, o que não é normal é achar que só a direita tem o privilégio de governar.
Sem imagem de perfil

De MaoZéDong a 30.10.2015 às 16:12

Normal normal é governar quem ganhou as eleições. Normal é as coligações fazerem-se antes da votação, tal como aconteceu com a única coligação que houve, pelo menos até agora. Normal é haver controlo orçamental e pagar o que se deve.
Sem imagem de perfil

De comunista a 30.10.2015 às 17:04

Tudo isso é normal, mas um governo de coligação pós eleitoral liderado pelo 2º partido mais votado, nada tem de anormal, pode é assustar a direita, que como dizia há pouco na rtp3 o Filipe Luís, diretor da Visão, é mais papista que o papa, quando Bruxelas diz mata o PaF diz esfola. Foi assim quatro anos. Basta!
Sem imagem de perfil

De MaoZéDong a 30.10.2015 às 18:10

"Um governo de coligação pós eleitoral liderado pelo 2º partido mais votado" não só não é normal como é desonesto porque não foi assim que se apresentaram às eleições. E também é normal que não tenha havido coligação (e continue sem haver) porque os programas eram e pelos vistos continuam a ser incompatíveis.



E quem é o "Filipe Luís, diretor da Visão"?? Alguma entidade acima da Constituição? Um 6º poder que era secreto e ninguém conhecia até hoje?
Sem imagem de perfil

De João. a 30.10.2015 às 18:41

O que é normal no nosso sistema não é o que a si lhe parece mas o que está previsto na Constituição e na legislação sobre a matéria em causa. 


A verdade é que legislação de que se vale o pif para formar governo é a mesma que o pode impedir de o fazer. Portanto não é possível contestar a legitimidade de Costa formar governo sem ao mesmo tempo desautorizar a lei mediante a qual o próprio puf quer persistir no governo.
Sem imagem de perfil

De MaoZéDong a 30.10.2015 às 19:11

Só faltou explicar é que desde quando e já agora porquê é que devia deixar ser o partido mais votado (logo legitimado para isso) a formar Governo, para dar lugar a outro com menor votação, com ou sem coligações pós-eleitorais falsas ou reais e de conveniência. Porque é que havia de ser assim? Porque lhe apetece a si? Por essa brilhante lógica agora já não bastava um partido ou coligação ter a maior votação para formar Governo. Mas eu percebo, como nunca passam dos 10 ou 6% ou lá que raio é, só com golpadas eleitorais, barricadas de estradas e outras vias pouco democráticas é que conseguem cheirar o poder. E pelos vistos até já estão a contar que o tal segundo partido mais votado vai ser vosso refém. Está-se mesmo a ver.


E se o 'João.' for bloquista ou comunalha, tem pouca ou nenhuma autoridade moral para se pôr a invocar a Constituição. Como tentaram impedir (mais uma vez de forma nada democrática) que esta entrasse em vigor quando foi criada, invocá-la NÂO É um direito que vos assiste. Portanto se for esse o seu caso e muito provavelmente é, poupe-nos à sua hipocrisia javarda se não for pedir muito.
Sem imagem de perfil

De João. a 31.10.2015 às 01:34

Você pode recorrer ao linguajar xunga o quanto quiser mas nada disso apaga o facto de o sr. aparentemente ignorar as leis que regem estas matérias. Nem eu nem o sistema temos que ceder perante a sua ignorância. 
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 31.10.2015 às 18:42

"Sente-se na rua o incómodo das pessoas"

? Incómodo por causa disso da quebra da tradição?
Qual rua? a do João Távora?

Comentar post



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com



Notícias

A Batalha
D. Notícias
D. Económico
Expresso
iOnline
J. Negócios
TVI24
JornalEconómico
Global
Público
SIC-Notícias
TSF
Observador

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes


Links

Muito nossos

  •  
  • Outros blogs

  •  
  •  
  • Links úteis


    Arquivo

    1. 2024
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2023
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2022
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2021
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2020
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2019
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2018
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2017
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2016
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2015
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2014
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2013
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2012
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D
    170. 2011
    171. J
    172. F
    173. M
    174. A
    175. M
    176. J
    177. J
    178. A
    179. S
    180. O
    181. N
    182. D
    183. 2010
    184. J
    185. F
    186. M
    187. A
    188. M
    189. J
    190. J
    191. A
    192. S
    193. O
    194. N
    195. D
    196. 2009
    197. J
    198. F
    199. M
    200. A
    201. M
    202. J
    203. J
    204. A
    205. S
    206. O
    207. N
    208. D
    209. 2008
    210. J
    211. F
    212. M
    213. A
    214. M
    215. J
    216. J
    217. A
    218. S
    219. O
    220. N
    221. D
    222. 2007
    223. J
    224. F
    225. M
    226. A
    227. M
    228. J
    229. J
    230. A
    231. S
    232. O
    233. N
    234. D
    235. 2006
    236. J
    237. F
    238. M
    239. A
    240. M
    241. J
    242. J
    243. A
    244. S
    245. O
    246. N
    247. D