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Um dos meus irmãos sempre insistiu comigo que não se pode pedir a uma pessoa mais do que aquilo que pode dar mas, reconhecendo eu a sageza, acho que nunca aprendi e continuo a esperar de pessoas e instituições mais que o que podem dar, razão pela qual continuo a escrever sobre jornalismo e outras quimeras.
Desta vez foi o ministro da educação (cuja história de vida basta conhecer para reconhecer a estupidez de tudo o que foi dito ontem sobre umas declarações normais que fez) que fez umas declarações dizendo uma coisa que é séria e que o país deveria levar a sério.
A propósito de residências universitárias, falou da dualidade social do país que é acentuada e prejudica os mais pobres sempre que das regras que temos resultam uma segregação social na prestação de serviços públicos.
Referiu ainda o efeito de retorno negativo sobre os próprios serviços públicos, que se degradam de cada vez que os seus beneficiários são apenas os mais pobres e frágeis, isto é, os que menos têm voz para exigir do Estado o que lhes é devido.
Quem quiser saber o que realmente disse o ministro, não se fie no jornalismo, vá directamente à fonte.
Dizem jornalistas que as declarações podem induzir uma leitura assim e assado.
Eu não acho que possam induzir a leitura que a imprensa, e a bolha política interessada, pretende que seja possível fazer, mas isso é irrelevante, o relevante é saber o que realmente o ministro disse e queria dizer, e não se uma interpretação criativa pode andar à procura de significados terceiros no que é dito.
O papel do jornalismo é exactamente ir à procura do que disse e quiz dizer o ministro, não é dar asas à imaginação para pôr o ministro a dizer o que não disse nem quiz dizer, baseando-se em possibilidades teóricas de interpretação da literalidade do que foi dito.
O que seria normal era haver pelo menos meia dúzia de jornalistas com liberdade e isenção suficiente para dizer que as reacções de vários partidos, do PS ao Chega, passando pela extrema esquerda (ou a esquerda da esquerda para não ferir susceptibilidades) são de enorme estupidez ou má-fé, sendo a terceira possibilidade, a que me parece mais provável, as duas coisas ao mesmo tempo.
Ide em paz, e que o Senhor vos acompanhe.
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