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Não dá para mais que isto

por henrique pereira dos santos, em 17.12.25

Um dos meus irmãos sempre insistiu comigo que não se pode pedir a uma pessoa mais do que aquilo que pode dar mas, reconhecendo eu a sageza, acho que nunca aprendi e continuo a esperar de pessoas e instituições mais que o que podem dar, razão pela qual continuo a escrever sobre jornalismo e outras quimeras.

Desta vez foi o ministro da educação (cuja história de vida basta conhecer para reconhecer a estupidez de tudo o que foi dito ontem sobre umas declarações normais que fez) que fez umas declarações dizendo uma coisa que é séria e que o país deveria levar a sério.

A propósito de residências universitárias, falou da dualidade social do país que é acentuada e prejudica os mais pobres sempre que das regras que temos resultam uma segregação social na prestação de serviços públicos.

Referiu ainda o efeito de retorno negativo sobre os próprios serviços públicos, que se degradam de cada vez que os seus beneficiários são apenas os mais pobres e frágeis, isto é, os que menos têm voz para exigir do Estado o que lhes é devido.

Quem quiser saber o que realmente disse o ministro, não se fie no jornalismo, vá directamente à fonte.

Dizem jornalistas que as declarações podem induzir uma leitura assim e assado.

Eu não acho que possam induzir a leitura que a imprensa, e a bolha política interessada, pretende que seja possível fazer, mas isso é irrelevante, o relevante é saber o que realmente o ministro disse e queria dizer, e não se uma interpretação criativa pode andar à procura de significados terceiros no que é dito.

O papel do jornalismo é exactamente ir à procura do que disse e quiz dizer o ministro, não é dar asas à imaginação para pôr o ministro a dizer o que não disse nem quiz dizer, baseando-se em possibilidades teóricas de interpretação da literalidade do que foi dito.

O que seria normal era haver pelo menos meia dúzia de jornalistas com liberdade e isenção suficiente para dizer que as reacções de vários partidos, do PS ao Chega, passando pela extrema esquerda (ou a esquerda da esquerda para não ferir susceptibilidades) são de enorme estupidez ou má-fé, sendo a terceira possibilidade, a que me parece mais provável, as duas coisas ao mesmo tempo.

Ide em paz, e que o Senhor vos acompanhe.


16 comentários

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De Pedro Oliveira a 17.12.2025 às 09:46

Henrique, não sei se teve oportunidade de ver, o ministro esteve brilhante nesta entrevista:
https://cnnportugal.iol.pt/fernando-alexandre/ministro-da-educacao/ministro-da-educacao-pede-para-andarem-uns-segundos-para-tras-e-para-a-frente-para-perceberem-o-que-ele-disse-sobre-alunos-de-meios-desfavorecidos/20251217/6941e6ecd34e2bd5c6d530ca
ao contrário do outro que só é Brilhante de nome.
A medida sobre as residências universitárias é uma ideia excelente mas há quem continue a querer que "os pobrezinhos" fiquem num gueto com um cordão de segurança bem forte e separados dos alunos "normais".
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De cela.e.sela a 17.12.2025 às 09:58

para além da má fé das oposições e seus serventuários 'jornalistas', acumula-se a estupidez e ignorância dos mesmos. o que mais impressiona é o ar pomposo e vazio das diversas reações. será que nem ao menos sabem que as suas residências também precisam de MANUTENÇÃO. o ministro e outros vão pagar a fatura da denominada 'greve geral' e alteração do código laboral. venha mais uma BANCARROTA 'bem tirada e com muita espuma'.
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De Anónimo a 17.12.2025 às 11:35

Também ouvi por puro acaso, o que disse o ministro e com toda a franqueza, as reações foram duma pulhice rasca.


Deve ser um viés esquisito.


As pessoas e não só os jornalistas, acham-se na obrigação de como disse aquele francês; 


Ser por tudo o que é contra e contra tudo o que é por.


Se calhar acham que dá status.
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De Júlio Sebastião a 17.12.2025 às 11:57

Não é status, é concertação e soundbyte - uma vez dito, é difícil desaparecer. Daqui a 10 ou 20 anos vai-se falar do caso do ministro da educação que era fassista e tinha horror a pobres.
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De Anónimo a 17.12.2025 às 16:38

Pois. Mas na história por regra, a verdade costuma vir ao de cima.


Coisa que muitos dos personagens não parecem ter em conta.
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De M.Sousa a 17.12.2025 às 18:46

"Fascista", de Fascio italiano di combattimento,  e não fassista, caro Sebastião ...
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De Anónimo a 17.12.2025 às 12:50

O Brilhante Dias é uma conseguida  reencarnação do Conselheiro Acácio 
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De Manuel a 17.12.2025 às 13:33

Este triste episódio é mais um retrato que confirma a miséria em que vivemos, de politicos rascas sem ideias brilhantes que aproveitam a truncagem e a desconstrução de noticias, feitas por jornalistas não menos rascas, para dar ares de grandes defensores das classes mais desfavorecidas da sociedade portuguesa e atacar alarvamente quem quer melhorar de uma forma séria a realidade existente.
Este caso parece mesmo ter nascido numa central de propaganda. 
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De José Quitério a 17.12.2025 às 14:46

Na verdade, o ministro não estava a debitar um ensaio sobre a influência do rendimento familiar na degradação dos edifícios públicos.
Estava a fazer um discurso político. Estava a falar para ser ouvido.
Se não soube exprimir-se o problema é dele e não de quem ouviu as cavalidades que disse.
Posto isto, sou o mais possível a favor de residências estudantis interclassistas e mistas.
Meninos pobres e meninas ricas. Porque, meninas pobres e meninos ricos estamos fartos de saber o resultado: 
Mulheres abandonadas e crianças órfãs
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De Pedro Oliveira a 17.12.2025 às 17:23

"Meninos pobres e meninas ricas. Porque, meninas pobres e meninos ricos estamos fartos de saber o resultado: 
Mulheres abandonadas e crianças órfãs"


Caro José Quitério,
Tenho pena do mundo onde vive, tenho pena das teias de aranha que lhe enovelam os pensamentos.
Um menino rico, Cristiano Ronaldo, uma menina pobre, Georgina, empregada de balcão, argentina, num boteco em Madrid, o belo e a monstra.
Tiveram filhos, ela não foi abandonada, os meninos não são órfãos.
Será um caso único ou será o normal?
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De M.Sousa a 17.12.2025 às 18:40

Mais abaco na mistura, caro Qutério... mais tabaco ... 
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De Manuel a 17.12.2025 às 19:13

Eu por acaso ouvi o que ministro disse e sem andar para a trás ou para a frente percebi logo o que ele queria dizer e não não foi nenhuma cavalidade só pode pensar isso quem quer armar enredo,ou quem quer acreditar em gambuzinos.
Acho interessante ter chamado cavalidade ao que o ministro disse e depois dizer uma verdadeira imbecilidade acerca das relações de meninas e meninos no ensino superior onde só há adultos.

 
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De Carneiro a 17.12.2025 às 19:58

É facto objectivo, estudado e comprovado que os serviços e enfraestruturas  públicas tendem para o desprezo e ruína na proporção da classe social que o usa ou frequenta. 
Não é cavalidade, é a verdade. A constatação do resultado de políticas impostoras, subversivas e tolas. A verificação da máxima socialista: aos amigos tudo, aos inimigos nada e aos restantes aplique-se a lei!
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De Anónimo a 17.12.2025 às 16:56

Lembrei-me de uma anedota que exprime de forma brilhante o espírito do "jornalismo"


Numa visita papal a NY, á saída do avião, um Jornalista perguntou ao Papa:


-Que pensa V S das P de Nova York ?


Polidamente O Papa devolveu; Mas há P em N York ??


Título a toda a largura das Primeira Páginas na imprensa;


-Primeira pergunta de Sua Santidade á chegada a NY; 


- Há P em Nova York ?
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De Anónimo a 17.12.2025 às 18:47

O Ministério Público acaba de anunciar (o que era evidente desde o princípio) que não havia pingo de verdade, nas suspeitas postas a correr, sobre a Spinunviva e consequentemente, sobre as posses da família do Primeira Ministro.


Tudo não passou de atirar lixo que acaba por lixar os espertalhões;  


 Cá se fazem cá se pagam.







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De Anónimo a 18.12.2025 às 13:14

Por falar em gente fina;


Era de bom tom que uma ilustre e muitíssimo conhecida, jovem senhora socialista, que por acaso até disse cobras e lagartos deste caso, viesse pedir desculpou, ou em alternativa, garantisse que já cá não está quem falou.




Ora Anita ?! Vai ver que não dói nada !!

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