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Não são almofadas, são impostos

por Jose Miguel Roque Martins, em 21.09.21

Captura de ecrã 2021-09-21, às 21.45.25.png

Em Portugal, construímos, todos os dias, um mundo muito nosso. Fazemos de conta que as facadas ao mercado não fazem mal nenhum. Por isso, lutamos administrativamente contra a precariedade no trabalho, colhendo baixos salários e desemprego. È o que está certo. Por isso, também impedimos empresas ineficientes de fecharem. Que é o humanamente adequado. Obrigar as pessoas a encontrar novas formas de criar riqueza é uma violência, como se pode ver nos países mais desenvolvidos.  Por isso, continuamos a aumentar os serviços e os funcionários públicos. Não importa que o mercado possa realizar serviços mais eficientemente. Não importa que as pessoas possam preferir pagar menos impostos e ter menos serviços. É o que se exige ao Estado!

Quando a energia aumenta de preço, não faz mal, o Estado paga a diferença e todos fazemos de conta que não vamos pagar esses subsidio, através de impostos. No entretanto, vamos consumir mais do que  se pagássemos o verdadeiro custo. Uma contra-medida ao combate ás emissões de CO2, um incentivo ás emissões. Não faz mal, porque o que realmente importa é que o Estado aparentemente tome conta de nós.

Os Países comunistas pensavam da mesma forma. Até que implodiram. Há sempre um momento em que a realidade acaba por se  sobrepor á  fantasia. 

 



24 comentários

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De Zé Onofre a 22.09.2021 às 02:05

Boa noite, Sr. José Miguel Roque Martins.
Não vou comentar a sua publicação. Apenas lhe peço que reflita sobre esta frase escrita em 184(6?) , séc. XIX
  "quantos pobres são necessários para fazer um rico?"-
in Almeida Garrett, Viagens na minha Terra-
Zé Onofre
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De Anónimo a 22.09.2021 às 08:08

Na Epoca em que foi escrita, fazia sentido. Hoje o que não faz sentido é sermos praticamente todos pobres. Por escolha. 
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De Zé Onofre a 22.09.2021 às 11:52

Bom dia
Já disse algures, que não gosto de pessoas que se escondem no anonimato. Até de mostrarem o nome têm medo? A PIDE já lá vai! Já não precisamos de viver na clandestinidade.
Adiante - Hoje o que não faz sentido é sermos praticamente todos pobres. Por escolha. - 
Estamos exatamente como no tempo de Almeida Garrett 
1º- Os ricos estão mais ricos e os pobres estão cada vez mais pobres.
2º Ninguém é pobre por escolha. 
Zé Onofre
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De Anónimo a 22.09.2021 às 13:49

Mas porquê?  Não lhe interessa apenas ler o que pensam e como pensam as pessoas?!  Quer identificá-las para quê? Que diferença lhe faz? Um nome ou pseudónimo diz-lhe alguma coisa, porventura? As pessoas têm todo o direito à sua reserva e de protegerem a sua identidade. Faz todo o sentido, sim, não é para se esconderem, mas porque não se confia no "sistema". E mesmo assim...


Claro que tem toda a razão quando, sob o anonimato, há insulto ou difamação pelo meio. Aí é simplesmente cobardia.


assina: Ninguém
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De Anónimo a 22.09.2021 às 13:51

Vê? Ficou na mesma!
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De José Machado a 22.09.2021 às 03:34

O objectivo não é o bem estar, é a dependência /servidão perante o Estado. É fundamental para o socialismo que sejam todos pobres e tementes do Estado.
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De Anónimo a 22.09.2021 às 08:18

É isso basicamente.
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De Anónimo a 22.09.2021 às 08:19

Mas é disso que gosto o meu povo!
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De Anónimo a 22.09.2021 às 08:40

Certo e subscrevo.
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De Anónimo a 22.09.2021 às 11:24

 A isso chama-se "explorar a desgraça alheia".  E o PS fá-lo como ninguém.
A táctica é espantosa pela dose de fingimento e de cinismo que a "encenação" envolve. Então fazem assim:
 Primeiro criam as condições necessárias para que se empobreça. (Os outros! Porque os amigos ficam assegurados). Está aí à vista de todos. Fazem-no assombrosamente, porque quantos mais pobres houver, melhor, que é preciso que haja uma boa clientela de dependentes.
A seguir vêm, matreiros, cheios de ronha, lamentar a situação. 
Depois de carpirem bem, aparecem por fim a "salvar" os mesmos da... pobreza! 


E então é um bodo aos pobres e um fartar-vilanagem. Em geral a festança termina mal, quando se lhes acaba o "guito". (E que interessa lá isso de "quem paga a conta"? Logo agora, que o pau vai no ar ...)



Há uma expressão popular que define bem a estupenda hipocrisia do PS:
"Fazem o mal e a caramunha". Isto é, provocam o mal mas escondem que eles próprios são os autores do mal.
(São muitos anos a virar frangos!)
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De Zé Onofre a 23.09.2021 às 00:21

Boa noite
É bom para o Liberalismo que haja um exército de desempregados.
Zé Onofre
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De Anónimo a 22.09.2021 às 08:17

Para ouvir no Contra-corrente , sobre o comportamento e a estratégia populista de ACosta nas eleições autárquicas.
Inclui também a participação do Carlos Guimarães Pinto,  a partir + - do minuto  29' .  A não perder.
( vem explicar tim-tim por tim-tim o que vai significar para o bolso dos portugueses a proposta do englobamento obrigatório de todos os rendimentos do irs incluindo  o das casas arrendadas. E claro, desmascara as consequências desastrosas para o mercado de arrendamento.)
 
https://observador.pt/programas/contra-corrente/populismo-de-costa-mais-perigoso-que-o-de-ventura/
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De Anónimo a 22.09.2021 às 09:01

"Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruto,
Naquele engano da alma, ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito
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De Anónimo a 22.09.2021 às 11:39

Só que a doce e inocente Inês ignorava o que se estava a preparar e a urdir nas suas costas. Ora aqui não há ninguém enganado e ninguém tem ilusões. Todos conhecemos a fórmula e por isso sabemos o que se vai passar :
"aos amigos, tudo, aos inimigos, nada, aos restantes aplique-se a lei".




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De Anónimo a 22.09.2021 às 12:39

" Há sempre um momento em que a realidade acaba por se  sobrepor á  fantasia. "



Caro Senhor
Margaret Thatcher definiu bem esse "momento": é quando se acaba o dinheiro dos outros ( contribuintes, economia).


melhores cumprimentos


Vasco Silveira
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De Anónimo a 22.09.2021 às 18:42

“Os gajos da Moddy’s devem estar com uma “ganda buba”!
Ora vejam só, aumentaram o rating da dívida Portuguesa, de Baa3 para Baa2, sem perguntarem nada ao Mendes, ao Bastos, ao Saraiva, ao Zezé Ferreira, ao Camilo Lourenço, …
Já não se pode confiar em ninguém, fosca-se!”



São ceguinhos, estes Moddy´s !
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De João a 23.09.2021 às 10:44

As agências de rating vão percebendo que, por mais alarvidades que se cometam neste sítio mal frequentado da Europa, a UE vai sempre encontrar forma de pôr a mão por baixo com medo da alternativa: deixar cair este cantinho e iniciar um efeito de dominó que abanasse a confiança no Euro.
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De Anónimo a 23.09.2021 às 10:59

Não se passou bem assim. O sr. podia ter sido mais exacto e mais cauteloso. Nesta fase, não convém deitar foguetes antes da festa.
 A Moody's  NÃO afirmou que "estamos melhor". Mas que tem esperança de que "podemos melhorar " a longo prazo. Por conseguinte, esse rating significa um voto de confiança de que Portugal saiba aproveitar o "gatilho" do Plano (PRR) e corresponder às expectativas da Moody's  de que o país venha a melhorar o seu potencial de crescimento, «SE» souber utilizar bem o impulso dos fundos comunitários. Ou seja, se fizermos bom uso da "basuca".
O sr. também se esqueceu de referir que a Moody's fez uma ligeira pressão, com subtileza, acrescentando que a nossa recuperação iria depender muito das reformas de fundo, estruturais, e necessárias (que tardam, como sabe. Embora o governo agora pareça estar mais receptivo a fazer essas mudanças. A basuca faz milagres!)
 Oxalá se consiga, finalmente, reverter o nosso lugar na liga dos últimos.


Esta breve passagem resume bem as boas expectativas (futuras, repito). 
Haja esperança!:
"Um dos principais gatilhos para esta subida da classificação soberana é a expectativa da Moody's de que "Portugal verá melhorias nas perspetivas de crescimento de longo prazo devido à utilização dos fundos comunitários [a iniciativa europeia criada para responder às consequências da pandemia de covid-19] e à implementação de reformas estruturais", salienta a agência no seu relatório emitido esta noite."


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De Oscar Maximo a 22.09.2021 às 20:47

Aplicam mundialmente uma taxa de carbono para diminuir o consumo e depois dão subsídios para reduzir impacto ? Coisa de malucos. 
Oscar Maximo.
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De Anónimo a 22.09.2021 às 23:08

Porra, mudem de post. Um gajo abre o corta fitas e vê esta besta quadrada dá logo vontade de ir embora. 
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De Anónimo a 23.09.2021 às 12:13

Importante LER (assim como alguns dos comentários):


https://observador.pt/opiniao/todos-somos-carlos-moedas/
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De Anónimo a 23.09.2021 às 12:46


A incompetência da DGS na abertura do ano lectivo.


"(...) por que razão se continua nas escolas a seguir as mesmas medidas sanitárias de Março, com professores e turmas inteiras enviados para casa quando se detecta um caso positivo, inclusivamente quando até às crianças mais novas se exige que andem de máscara? A resposta é simples: porque a DGS deixou o ano lectivo começar sem actualizar as suas normas."
(Não publicou a revisão anunciada "para breve". Esqueceu-se!!!)
Consequências:


"Entrámos há dias no terceiro ano lectivo afectado pela pandemia e já se contam dezenas de turmas em casa e milhares de alunos prejudicados pela imposição de ensino a distância. Alguns estão no primeiro ano de escolaridade, sem qualquer autonomia para aprender remotamente, sem conhecer as novas professoras e sem ligação à escola nova".

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