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"Enquanto psicólogo, há sinais claros de trauma coletivo? Quais são os mais evidentes? O que é que as pessoas no seu dia-a-dia fazem que torna evidente a existência do trauma coletivo de que tanto se fala?
Esta resposta antológica a perguntas de um jornalista, é dada numa entrevista a este senhor, que está em Gaza, numa zona intensamente bombardeada, a trabalhar em três clínicas dos Médicos sem Fronteiras, em diferentes localizações (uma das quais, com 560 grávidas), a falar por zoom, sem o menor sintoma de desnutrição, explicando que não tem problemas em entrar e sair de Gaza por causa de um sistema de quotas que existe para as organizações humanitárias, com uma janela atrás que facilmente poderia ser portuguesa, e com os vidros impecáveis, apesar dos bombardeamentos.

Não faço a menor ideia que verificações de factos fez o Observador (ou a SIC ou outros orgãos de comunicação social que o têm entrevistado) para ter a certeza de que o senhor não é um novo Artur Baptista da Silva, como a mim me parece, sem que eu tenha os meios para verificar o que realmente é dito.
O que sei é que se tudo o que é dito na entrevista fosse verdade, a situação humanitária em Gaza permitia a entrada e saída segura de trabalhadores humanitários, seria possível ter uma vida razoavelmente confortável porque havia acesso a electricidade (é ver as fichas impecáveis na fotografia), habitação (é não ver o menor sinal de degradação no fundo da fotografia, internet (que permite entrevistas com qualidade de transmissão suficiente para a televisão e os jornais), alimentação especial para trabalhadores humanitários, acesso a água especial por parte de trabalhadores humanitários, sessões de cinema ao ar livre com bonecos animados, reuniões tranquilas de crianças em plateias para essas sessões de cinema, etc., etc., etc..
Há uma coisa que fui aprendendo: de maneira geral, quando uma história parece mal contada, é porque está mesmo mal contada, e os precedentes de facilidade em enganar os jornalistas, incluindo o uso de fotografias com crianças com malformações congénitas para documentar uma fome generalizada (João Miguel Tavares usa outro critério, se Trump diz que há fome em Gaza, há de certeza), não me deixa nada tranquilo sobre a credibilidade deste músico, artista plástico e psicólogo humanitário internacional que anda nas equipas dos Médicos sem Fronteiras, sem se que se perceba a fazer o quê, até porque a própria organização caracteriza assim a sua actividade actual na região: "Plus de 1 000 collègues palestiniens travaillent toujours dans les projets MSF. Dans le cadre de rotations programmées, nous avons en moyenne une trentaine de staffs internationaux qui mènent des activités médicales sur place".
Se um jornalista quer acreditar que em trinta pessoas que a Médicos Sem Fronteiras tem em Gaza, é razoável supor que um deles é este músico, artista plástico e psicólogo humanitário internacional, quem sou eu para duvidar?
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