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Morrer na praia… ou por não querer viver

por João Távora, em 01.06.21

Oura.jpg

Estranho é encontrar tanta gente convencida que era possível convidar os ingleses para vir ver a bola e beber uns canecos ao Porto e obrigá-los (à bastonada?) a usar máscara e a circular com distanciamento. Na sua habitual crónica no Jornal Público, João Miguel Tavares explica explica como o governo inglês recusou a realização da final da Liga dos Campeões que este ano se realizava entre duas equipas inglesas em Wembley, um estádio neutro, por rejeitar as isenções de quarentena exigidas pela UEFA. Tenho para mim que a razão terá sido outra, o ónos político duma "experiência social" deste calibre, assustada que anda a opinião pública britânica. Já o governo português aceitou o risco (político, não sanitário, evidentemente) de trazer cá os bifes “como se o país fosse uma casa de câmbio desesperada pela liquidez da moeda estrangeira” e António Costa, “um empregado de pastelaria da praia da Oura, nos anos oitenta” a destratar os portugueses. Ou seja, o que o cronista releva essencialmente é que somos muito pobres e que, quarenta anos de socialismo depois, talvez com um pouco mais de sofisticação, continuamos a ser um país de hoteleiros, uma gigante esplanada da Europa à beira-mar - melhor que nada. E salienta que as restrições relativas ao Covid-19 são uma panaceia de gente rica, que não está ao alcance do nosso bolso enquanto a economia dos portugueses for tão dependente do turismo – só ontem aterraram em Portugal 53 voos vindos de Inglaterra – “condenados” a receber muitos milhares de turistas para alívio dos empresários e da autoridade tributária. Desconfio que quase tão difícil quanto nos libertarmos do socialismo que nos oprime, vai ser reaprendermos a viver em liberdade, sem restrições, que o pessoal habitua-se a tudo. Ou então, como já reclamam as carpideiras hipocondríacas, estaremos nós condenados neste Verão a morrer na praia infectados com a estirpe indiana?

 

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3 comentários

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De balio a 02.06.2021 às 10:00


Antes de escrever este post o João Távora deveria ter lido o anterior e questionar-se: para quê manter restrições, quaisquer restrições, quando os hospitais estão virtualmente vazios de doentes covid?
Deixar os ingleses vir para cá divertirem-se não somente faz bem à economia como não faz mal nenhum à saúde.
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De Anónimo a 04.06.2021 às 13:08

Viu-se! Irrestrições que nos estão a sair bem caras, veja as recentes medidas em Inglaterra...
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De Anónimo a 02.06.2021 às 10:36


Os recentes acontecimentos fizeram-me "rever a matéria" e lembrar outros episódios. Infelizmente já poucos se recordam (e foi apenas há escassos meses!) da enorme polémica em torno dos conteúdos da disciplina de Cidadania para "formatar" e "endoutrinar" os alunos e que incendiaram a opinião pública e arrancaram a sociedade portuguesa da sua letargia habitual. Os cidadãos que prezavam (e prezam) como valor supremo o respeito pela Liberdade cerraram fileiras contra o totalitarismo desta frente de esquerda que nos tem oprimido e ouvia-se repetidamente :

«Não queremos uma estética única, uma ideologia única, nem a ideologia oficial, nem a unicidade cultural e intelectual. Recusamos a filosofia única e o controlo político dos conteúdos da Educação e da Cultura». Na verdade, essa recusa era uma importante salvaguarda contra todos os atentado às liberdades individuais e uma recusa  do controlo do Estado na esfera privada e nas livres opções dos cidadãos. 
 Mas o mais curioso é que esse controlo sobre os cidadãos tem sido exercido com duas bitolas, com dois pesos e duas medidas. E de forma continuada. Assim o confirmam as desigualdade de tratamento em torno do football,  para não irmos mais longe buscar outros exemplos...
E vamos ter ocasião de continuar a sentir essas diferenças entre "nós" e os "outros", com Restrições , Perseguições , Caça à Multa ,  Vigilância Cerrada durante o Verão aos...  portugueses!

As pessoas devem ter presente os sucessivos atropelos e atentados à Liberdade que têm sido perpetrados por este governo. E podem estar cientes de que vão continuar, pois é _  além de uma vocação _  a sua imagem de marca. É um governo que nos domina e persegue de forma prepotente. É um governo estranho, pois está CONTRA os cidadãos. Numa atitude despótica bastante «inapropriada» »  e muito fora de comum, tendo em conta que supostamente vivemos numa democracia. 


E como o João Távora diz:
"Desconfio que tão difícil quanto nos libertarmos do socialismo que nos oprime, vai ser reaprendermos a viver em liberdade, sem restrições".



"Étienne da la Boétie dizia no seu livro "Discurso sobre a servidão voluntária" que "não é preciso rebelar-se contra o tirano. Basta apenas parar de lhe obedecer". 

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