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A Montis é uma associação de conservação a que estou ligado (a quota de 25 euros anuais é do meu dinheiro mais bem gasto).
De vez em quando escrevo sobre a Montis, por esta ou aquela razão e desta vez tenho duas razões.
A primeira é que a Montis está a contratar, portanto quem queira trabalhar numa associação de conservação que não tem posições políticas e se foca na gestão de terrenos com objectivos de biodiversidade, é só dar aqui um salto e ver se lhe serve.
A segunda razão é que a Montis vai ter eleições a meio de Dezembro e, infelizmente, ainda só concorre uma lista.
Pela primeira vez, desde que a Montis foi fundada, não estou nos órgãos sociais, já estive na direcção e já estive no conselho fiscal, não me lembro se cheguei a estar na Mesa da Assembleia Geral (a Montis tem normas estatutárias que impedem a eternização nos órgãos sociais, limitando o exercício de cargos a dois mandatos no mesmo órgão social).
Pediram-me que fizesse funcionar o conselho consultivo, um órgão de aconselhamento facultativo que nunca funcionou e eu aceitei tentar (se nunca funcionou, é porque não é fácil fazê-lo funcionar, claro).
Estou muito contente com as pessoas que aceitaram estar nesse Conselho Consultivo (António Salgueiro, Carlos Aguiar, Hélia Marchante, Henk Feith, Henrique Pereira dos Santos, Humberto Rosa, Ivan Sellers, Luís Tiago Filipe, Nuno Neves, Pedro Braz Teixeira, Wouter De Broeck) mas, mais que isso, estou muito contente que na lista candidata à direcção estejam três antigos funcionários da Montis.
A Montis também tem normas estatutárias que impedem os órgãos sociais de ser pagos pela associação, o que, evidentemente, exclui actuais funcionários, e a Montis não será o melhor sítio do mundo para trabalhar (a demonstração é que estes três funcionários saíram para outras opções profissionais e há, infelizmente, uma rotação da equipa técnica que é maior que o desejável), porque paga o que é possível e não, forçosamente, o que as pessoas gostariam de receber.
O facto de três antigos funcionários aceitarem fazer parte dos órgãos sociais, no entanto, é o reconhecimento de que, enquanto trabalhadores, foram tratados com justiça e respeito, incluindo um forte investimento no seu desenvolvimento profissional (o que às vezes leva a que as pessoas tenham mais oportunidades fora da Montis).
Onze anos, muito mais terrenos a ser geridos do que se imaginou no início, e muito menos sócios do que gostaríamos, fico muito satisfeito em ver que uma pequena associação com elevados padrões de transparência e exigência na captação de recursos, vai fazendo serenamente o seu caminho, com as dificuldades inerentes a este tipo de organizações que se recusam a ser meras empresas de serviços disfarçadas de associações, ou correias de transmissão de agendas políticas de pequenos grupos empenhados em impor aos outros o que acham que está certo.
Até agora, com mais ou menos percalços, tem valido a pena.
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