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Montenegro promete transformar PNS num menino de coro.

por Jose Miguel Roque Martins, em 26.11.23

Atendendo ao último congresso do PSD, não há dúvidas: Montenegro entrou no leilão com o PS por pensionistas e salários mínimos, somando a recuperação da esquecida função publica nos últimos anos e acrescentando um prometido renascimento da esmagada classe média. Só coisas boas. Fiquei apenas surpreendido por não haver menções enfáticas ao crescimento económico que poderia permitir que estas promessas sejam realistas. Montenegro promete transformar PNS num menino de coro.

Ou será que tambem vai fazer reformas?

 


20 comentários

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De João Távora a 26.11.2023 às 16:51

Estranho capricho, esse do PSD, pretender disputar as eleições ao PS. 
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De lucklucky a 26.11.2023 às 17:02

O PSD nunca aprende nada. Delenda est.
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De João Távora a 26.11.2023 às 17:13


A divisão acicatada da direita nos dias de hoje que permite a confortável preponderância do PS e dos progressistas no regime, faz-me pensar que talvez fizesse falta a muitos jovens políticos de agora ter vivido em Portugal antes do dia 25 de Novembro de 1975. Para perceberem como existem valores ameaçados mais nobres e perenes pelos quais se baterem, que essa estratégia de puritanismo ideológico fraccionado em camadas, apenas contribui para o crescimento do fosso entre Portugal e as democracias mais maduras dos países desenvolvidos. Tenho pouca esperança que os líderes da direita, - os liberais, sociais-democratas e conservadores - tenham por estes dias vontade real em assumir o papel de adulto na sala. E não é por falta dum Messias, é por falta de vontade.
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De Anónimo a 26.11.2023 às 18:05

João Távora, permita-me discordar de si: durante este vergonhoso atoleiro em que os actuais "dirigentes" mergulharam o país, o PSD manteve-se, por uma questão de higiene,  a uma distância bastante salutar. E não permitiu que o envolvessem nestas querelas de uma baixeza a que nunca se tinha assistido. Na minha opinião o seu comportamento demonstrou dignidade, sensatez e revelou maturidade cívica. Foi o "adulto na sala".

Creio que são a reserva de decência e de moderação neste país que perdeu a compostura, a formalidade institucional, e que se vai atascando, ameaçado de perder os seus valores «mais nobres e perenes»_ como referiu. 
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De João Brandão a 26.11.2023 às 21:29

Consegue dizer esses disparates todos sem se rir?!?!
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De lucklucky a 27.11.2023 às 02:44

Considera partidos com o PSD e CDS que sempre que estiveram no Governo aumentaram os impostos e o poder do Estado   como "Direita"?


A única maneira de o PSD não ir mais para a esquerda é ter pressão no lado direito.. Por isso sim é preciso divisão na Direita porque excepto um periodo curto dos Governos Cavaco nunca existiu Governo de direita em Portugal. Existiram mais governos da direita mas de direita não.




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De Anonimo a 27.11.2023 às 07:51

A esquerda também está "dividida".
A diferença está nos detalhes, o PS sempre foi mais unido quando toca a reunir para ir à gamela, no PSD nao há  trégua nos golpes palacianos.
Depois, o PSD tem o lastro da troika no eleitorado que vale; os pensionistas e os FP, aos quais o PPC "roubou" rendimentos, depois "repostos" pelo PS.
Por fim, há que admitir a falência ideológica e intelectual do PSD, que hoje em dia é uma versão pimba do Estado assistencialista que o PS defende e promove. As últimas eleições tivemos debates a discutir décimas de irs, como se fosse isso a fazer a diferença. 
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De Anonimo a 26.11.2023 às 17:42

Normal. Quem decide eleições são pensionistas e funcionários públicos. 
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De Anónimo a 26.11.2023 às 18:58

Desculpe, mas ainda falta muito ao Montenegro para competir com o "bar aberto" do orçamento eleitoralista do PS. Naturalmente já se esqueceu  dos truques relativos ao aumento dos pensionistas, o ano passado, e que o governo só corrigiu depois de ter sido desmascarado. E que dizer do "desaparecimento" na hora H do IUC? etc.
E de resto, se a economia está de tão boa saúde como o governo apregoa, não se percebe  porque os portugueses só vejam deterioração  no país e nunca  tenham sentido essa "prosperidade"  no seu bolso, nem visto qualquer efeito em melhorias nos Serviços públicos,  SNS,  Educação, aumento da oferta de creches, etc.  
Não me parece que se trate de um leilão. Montenegro faz as contas _ com base nas informações fornecidas pelo governo _ e depois limita-se a anunciar que vai corrigir a avareza do governo, aliviando os portugueses e as empresas da pesada carga fiscal que lhes tem sido extorquida. 
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De Anónimo a 26.11.2023 às 20:36

Os  governos de direita salvo no tempo de Cavaco Silva, só têm governado com o país "in extremis" para o salvar das aflições, para consolidar as contas deixadas pelas bancarrotas socialistas e reverter a degradação dos serviços públicos deixada por esses governos. Depois os socialistas acusam-no, cinicamente, de aplicar austeridade aos portugueses.   
É preciso dar hipótese ao psd de governar com o seu próprio programa,  que não tem conseguido pôr em prática nos últimos anos, para mostrar do que é capaz. 
Mas há uma coisa que o PSD conseguiu transmitir aos socialistas: parece que assimilaram o mérito da "contas certas". Finalmente!
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De IMPRONUNCIÁVEL a 26.11.2023 às 19:00


 

Mas os ditos «25 Abril» e «25 Novembro» não foram feitos pelo «PSD» e pela dita «direita»?

Esses dois «25’s» não foram feitos pelas pessoas que nessa época ganhavam menos de 3000 escudos («3 contos»). Foram feitos pelos que ganhavam ordenados médios e altos, quer nas Forças Armadas quer na Função Pública.

Os que ganhavam menos de 3000 escudos, são agora os que ganham o ordenado mínimo (ou pouco mais). Para quem sabe alguma coisa de matemática a conta é fácil de fazer.

Ou seja, nada mudou.

Nem vai mudar.

A dita «direita» nunca mais aprende.

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De IMPRONUNCIÁVEL a 26.11.2023 às 19:23

O que quero dizer, é que a «direita» nunca ganhará a confiança da maioria da «população eleitora» enquanto não protagonizar a nível empresarial e industrial uma verdadeira mudança no Desenvolvimento de Portugal.
Ou seja, quando deixar de viver comodamente à conta da subsidiodependência do Estado.
Não há uma verdadeira elite empresarial e industrial que seja competitiva à escala europeia e mundial. São apenas empresários de 2.ª classe, cujos defeitos são o mesmo comodismo e falta de ambição do resto da população.


Basta fazer uma lista de como vivem do Estado as maiores empresas portuguesas, para o constatar.


É por essa razão que digo, objetivamente, que em Portugal «esquerda» e «direita» é tudo o mesmo. 
Vivem do comodismo e da gamela do Estado (uns mais diretamente, os outros mais indiretamente).
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De Cá não há bar a 27.11.2023 às 09:14

Olhe agora esteve muito bem e percebi onde quer chegar, e não precisei de consultar a enciclopédia filo-parabólica que tenho a fazer de calço a um armário.
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De Rodrigo Raposo a 26.11.2023 às 19:15

Caros Jose Miguel Roque Martins e João Távora, concordo em absoluto convosco. No entanto, há um problema de fundo em Portugal, e que não tem solução. É que o maior grupo eleitoral são precisamente os reformados e os pensionistas... 
Por isso Montenegro, que de lider não tem nada, e de visão para o país, pelos vistos, também nada tem, se acobarda e entra neste jogo de não assustar os reformados. Compreende-se, mas não se aceita. Tem de se assumir como uma verdadeira alternativa ao lodaçal corporizado pelo PS.
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De Elvimonte a 27.11.2023 às 01:32

Reformas? Mas quais reformas?

Compreenda-se de uma vez por todas que aquilo que se designa por "mundo ocidental" está falido. Desde o advento da "globalização" que os fluxos monetários líquidos são favoráveis ao "mundo oriental" - realidade incontornável. Contudo, nem mesmo assim - ou talvez pela pertença de facto ao "mundo ocidental" desde o final da 2ª GM - a dívida pública do Japão parou de crescer, tendo já ultrapassado 200% em percentagem do PIB (https://www.imf.org/external/datamapper/CG_DEBT_GDP@GDD/CHN/FRA/DEU/ITA/JPN/GBR/USA). A realidade é deveras uma cabra, não haja ilusões.

Atente-se aos juros da dívida pública a 10 anos de vários países.
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De Elvimonte a 27.11.2023 às 01:33

Juros da dívida dos EUA a 10 anos alcançam os 5% pela primeira ...
www.jornaldenegocios.pt › mercados › obrigacoes › detalhe › juros-da-div...
23/10/2023 · Juros da dívida dos EUA a 10 anos alcançam os 5% pela primeira vez em 16 anos. 

       Portugal a 10 anos 3,209 3,220 3,248 3,168 -0,011 -0,34% 17:49:49
Alemanha a 10 anos 2,5610 2,5640 2,5960 2,5160 -0,0030 -0,12% 20:59:43
França a 10 anos    3,115 3,119 3,161 3,075 -0,005 -0,14% 21:00:01
Reino Unido a 10 anos   4,2080  4,1580 4,1800 4,0520 +0,0500 +1,20% 18:00:00
Espanha a 10 anos 3,553 3,561 3,589 3,507 -0,008 -0,22% 20:59:42
Itália a 10 anos 4,326 4,322 4,362 4,266 +0,005 +0,10% 17:59:13
(https://pt.investing.com/rates-bonds/ , dados relativos a 22/11/2023)
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De Ricardo a 27.11.2023 às 09:25

Isso quer dizer que a dívida dos EUA pode ir parar ao "lixo"? 
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De Elvimonte a 27.11.2023 às 01:34


Há, contudo, uma reforma que se impõe: a do sistema eleitoral que, desde a monarquia constitucional, tem sempre permitido aos partidos elegerem quem querem, desde que colocados nos chamados lugares eligíveis. Já Eça dizia (citado de memória): "eles elegem-nos e nós votamos neles". Depois de divulgadas as listas de candidatos a deputados, aqueles colocados nos lugares eligíveis têm uma probabilidade de serem eleitos a rondar os 80%. Para aqueles que ocupam os lugares cimeiros das listas a probabilidade de eleição ronda 100%. É claro que isto subverte o processo eleitoral - 80% dos deputados eleitos são conhecidos meses antes do primeiro voto cair nas urnas - e presumo seja uma das causas da elevada abstenção.


Mas nem esta reforma pode já mudar o destino de empobrecimento a que o "mundo ocidental" foi votado. Não obstante, por mais contraditório que possa parecer, os lucros empresarias continuarem tendencialmente a crescer. Algo a que o célebre artigo "Profits without prosperity" de William Lazonick, publicado na Harvard Business Review, faz referência fundamentada.


E com o processo de desindustrialização em curso na Alemanha ... Sobre o futuro da EU e do Euro retire conclusões quem quiser.




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De Elvimonte a 27.11.2023 às 01:34


As únicas reformas que fazem sentido, embora utópicas e isentas de humanismo, são:
1) aumento da idade de reforma para 100 anos, idade a partir da qual o número de reformados é diminuto;
2) diminuição progressiva dos salários a partir dos 60 anos, porque as pessoas são menos produtivas e os seus custos de manutenção aumentam, nomeadamente em assistência médica;
3) encaminhamento para eutanásia de todos os que já não conseguirem prover à sua subsistência, porque o estado e o planeta agradecem;
4) bio-combustagem humana compulsiva, para não se perder tudo e porque o planeta agradece;
5) impostos directos com uma componente proporcional ao peso das pessoas, porque os transportes, as obras de arte, os pavimentos e o planeta agradecem;
6) criação de imposto sobre todos os seres que consumam oxigénio e exalem CO2, porque o planeta agradece.
 
O objectivo destas reformas, há que ser claro, é a completa eugenia de todos os seres humanos e dos animais de cuja existência dependem, com os agradecimentos antecipados do planeta, do que resulta a completa eliminação de todos os custos com Segurança Social, SNS, educação, justiça, etc.. Dou assim razão àquele relatório produzido sob o auspício do Clube de Roma e intitulado "The First Global Revolution" ( https://archive.org/details/TheFirstGlobalRevolution/page/n85 ):


"In searching for a common enemy against whom we can unite, we came up with the idea that pollution, the threat of global warming, water shortages, famine and the like, would fit the bill. In their totality and their interactions these phenomena do constitute a common threat which must be confronted by everyone together. But in designating these dangers as the enemy, we fall into the trap, which we have already warned readers about, namely mistaking symptoms for causes. All these dangers are caused by human intervention in natural processes, and it is only through changed attitudes and behaviour that they can be overcome. The real enemy then is humanity itself."



 Dito de outra forma: rendo-me. Rendo-me e dou razão a Einstein quando dizia (citado de memória) que "só há duas coisas infinitas: o Universo e a estupidez humana, mas sobre o primeiro tenho algumas dúvidas". 


Nada a declarar em minha defesa.  
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De Cá não há bar a 27.11.2023 às 09:22

Esses 6 pontos incluem aqueles senhores no clube Bilderberg e afins? 

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