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Miguel Sousa Tavares:

por Vasco Lobo Xavier, em 17.02.15

Com tantos malabarismos que certos comentadores se vêem obrigados a fazer para sustentar as suas opiniões, a caça é fácil e é só esperar e deixá-los pousar.

 

Cito Miguel Sousa Tavares, no Expresso: «Mas não foi o Syriza que conduziu a Grécia à ruína, (…); e não foi o Syriza que, depois de ter arruinado o país, chamou a troika e lhe pediu montes de dinheiro emprestado (…)». Pois não, e aqui em Portugal? Terá sido o PSD ou o CDS quem conduziu o país à ruína? Ou terá sido antes Sócrates e os desvarios dos governos socialistas que MST tanto defende? Esquece-se MST de que foi Sócrates quem negociou com a troika? Escondendo misérias do seu desgoverno, dívida escondida? E que anunciou a vinda da troika como fruto de uma negociação de sucesso?

 

E, caro MST: em Portugal foram o PSD e o CDS quem chamou a troika e lhe pediu montes de dinheiro, ou foi antes o PS de Sócrates quando não havia cheta nos cofres e ninguém nos emprestava dinheiro?

 

MST ainda escreve coisas do tipo «o Governo do Syriza não propôs nada de radical, nada do género “não pagamos e ponto final”». Não vou discutir agora essa opinião, que tem muito de discutível, mas isso foi exactamente o que propôs aquele deputado do PS em Castelo de Paiva, o que imaginava que os alemães ficavam com “as perninhas a tremer”, e que agora MST parece querer ver no futuro Governo PS.

 

MST considera também que o Syriza está a tentar resolver os problemas que os antecessores lhes deixaram em herança e que não tem nada a ver com eles?

Pois é exactamente o que o PSD e o CDS têm estado a fazer nestes últimos três anos. E com muito maior sucesso e sendo respeitado pelos parceiros europeus. Pela honra dos portugueses perante os seus compromissos.


2 comentários

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De Carmo Paes a 18.02.2015 às 14:23


Somos um povo, trabalhador e de boas contas, educado na moral judaico/cristã, já aprendemos que temos que ser "pobrezinhos, mas honestos". Assim fácilmente nos "fazem" a cabeça, através de tudo quanto é comunicação social. Opinamos: "mas então como é? quando se faz uma dívida, temos de a pagar!" e agora com o desenrolar do caso grego, a coisa sobe de tom "se eles não pagam, vamos nós pagar a dívida deles?! parece impossível!". « mas pagar uma dívida é uma coisa e pagar várias... vezes a mesma dívida, é agiotagem». olhamos para a carta que nos chega do Banco, demonstrando que depois de anos a pagar milhares de euros, ainda não possuimos da nossa casa, nem a campainha da porta. O que levamos anos a pagar foram só os juros! A Grécia e Portugal foram enredados numa teia de oferta de dinheiro a juros para pagar juros que cada vez eram maiores, têm de por um ponto final a esta extorsão. Os instrumentos foram as empresas de rating. Perante a desorientação geral dos governantes as agências de “rating” tomaram a primeira medida: obrigar os estados, ou seja as democracias, ou seja os contribuintes, a pagar o descalabro dos bancos. Como? É simples: Ao inventarem a mentira de que certos estados estavam falidos – ao serem classificados como “lixo”, puderam obriga-los a negociar com os bancos, de modo a que os contribuintes desses estados transferissem os seus salários/pensões para os bancos, estes sim, a precisar de resgate, pois herdaram os produtos tóxicos do crédito mal-parado (e mal concedido). Recorde-se que os bancos são clientes das agências de “rating”. Não sucedeu na Alemanha, que em 2009 tinha uma dívida pública de 76% do PIB,semellhante á nossa. Não aconteceu na Bélgica, cuja dívida ultrapassava, no mesmo ano, os 120% do PIB mas não foi “intervencionada”. Assim, apenas os países como Irlanda, Portugal e Grécia foram “resgatados”. Porquê? Concordo que as dívidas devem ser pagas, mas porque não a juros razoáveis. Já agora devemos reflectir também sobre o facto de a Alemanha não pagar uma dívida que contraiu com a Grécia, não paga porquê?
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De O circo é quem mais ordena a 18.02.2015 às 14:39

O MST pertence aquela casta "xuxialista" que também dá pelo nome de esquerda caviar, que depois daquelas manhãs de caça nas reservas da dita cuja, se refastela em lautas almoçaradas e de pança cheia puxa umas fumaças de charuto, e esofagando, diz meia-dúzia de tretas a favor dos pobres e necessitados e de como a direita neo-liberal está dando cabo do Estado Social. Assim descarregam a sua (má) consciência social. No fim é só regressar à casa de chauffage ligada com o gps a indicar o caminho dos Range e dos Land, para os braços das suas "teguis".

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