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Matilde e os mé-més

por José Mendonça da Cruz, em 02.07.19

matilde.jpg

Se bem compreendo, passou-se assim. Um bebé tem uma doença fatal identificada por um médico, mas com possibilidade de cura mediante um medicamento novo e muito caro: 1 milhão de euros. Num gesto de solidariedade admirável, milhares de cidadãos portugueses doaram o milhão necessário.

Admirável, comovente, e a bebé está salva, certo?

Errado.

Estamos no Portugal socialista, e o Estado é que decide de toda a vida, e da morte.

De maneira que a bebé só pode ter o medicamento depois de a Infarmed verificar se está em condições de o tomar, e se dignar contactar a farmacêutica.

Que os jornalistas portugueses não tenham nem um sobressalto, é normal. Há muito tempo se habituaram a pensar e agir em genuflexão.

Que os cidadãos em geral, e os dadores em particular não se indignem, é coisa que sugere a possibilidade de o estado ovino ter triunfado no país.


2 comentários

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De Anónimo a 03.07.2019 às 09:57

o social-fascismo transformou o rectângulo em
JAZIGO de FAMÍLIA
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De Manuel Ó Pereira a 04.07.2019 às 19:52


Fala o senhor dos jornalistas …
"A Matilde tem uma doença chamada atrofia neuromuscular de tipo I. O tal medicamento “milagre” para o tratamento desta doença, Zolgensma, é o segundo a existir no mundo para o tratamento da doença. O primeiro e, até há pouco tempo, o único, é o Spinraza, um medicamento aprovado pela FDA em 2017 e disponível em Portugal para pacientes do tipo I desde 2018. Este medicamento tem tido uma taxa de eficácia notável, relativamente semelhante à do Zolgensma. O Spinraza tem melhorado significativamente a qualidade de vida dos pacientes de tipo I em Portugal, medicamento este comparticipado a 100% pelo Sistema Nacional de Saúde, medicamento este que se torna mais caro, a longo prazo, que o dito “medicamento mais caro do mundo”. A Matilde vai ser tratada com o Spinraza, a partir do momento em que o seu estado de saúde o permita. Está disponível, é gratuito, é eficaz.
No entanto, a reação dos pais ao recente surgimento de um novo medicamento com mais vantagens do que o já existente (toma única, injeção intravenosa) é legítima. O novo é mais prático, melhor, mais barato a longo prazo. Querem o melhor para a filha, é compreensível. Mas o Zolgensma ainda não está disponível em Portugal. O Zolgensma ainda nem está a ser administrado nos EUA sequer. Foi aprovado pela FDA no final de Maio. Os trâmites legais exigem, com toda a lógica, que, para que este chegue a Portugal, seja aprovado antes pela EMA, depois pelo INFARMED. E isso vai acontecer. Isso já está a acontecer. Está em lista de espera para aprovação na EMA, aprovação esta que certamente não demorará muito tempo. Vai chegar a Portugal, vai ser administrado gratuitamente, vai passar por todo o mesmo processo que o Spinraza passou."

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