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matar a galinha dos ovos de ouro (2)

por Jose Miguel Roque Martins, em 05.08.20

A nova frente de ataque ao livre comercio é a necessidade de eliminar dependências nas cadeias logísticas, partindo de países pertencendo a outros blocos.  

O exemplo mais retratado tem sido a dependência da industria de equipamentos médicos que surgiu na sequencia da Pandemia.

Equipamentos cruciais, como ventiladores, não surgiram em quantidade suficiente, quando foram necessários.  A China não foi capaz de aumentar a sua produção para suprir uma inédita necessidade pontual. Caso fosse a Alemanha ou os EUA a produzi-los teria sido diferente? Nenhuma industria está preparada para um aumento brutal de procura súbita, urgente e imprevista.

Acresce que, os exemplos de países Ocidentais impedindo a exportação de artigos subitamente considerados estratégicos, foram muitos. Ou seja, quando emergem problemas críticos, não há solidariedade na Asia, na Europa ou nos EUA. São os espaços nacionais que emergem de novo no seu egoísmo autárquico . Cada Pais tem então que produzir para autoconsumo quase tudo?

Num registo mais ridículo, tenho lido que os analgésicos são produzidos na Asia, criando uma enorme dependência desses mercados. Vamos deixar de produzir medicamentos muito mais rentáveis para produzir aspirinas? Faltaram analgésicos? Se fosse rentável produzi-los nos países ricos, porque não o são? Havia, antes da pandemia, desemprego que permitisse produzir adicionalmente analgésicos, sem deixar de produzir o que se estava a fazer? E mudar a estrutura de produção seria vantajoso, ou seja, permitiria aumentar o produto?

A resposta a  todas estas questões é um rotundo não.

O que temos é mais um pretexto usado para ferir o comercio livre, a globalização, que tanto bem estar tem proporcionado a todos os envolvidos, nomeadamente o mundo  Ocidental.  Uma tentação permanente, continua mas sempre errada. Uma daquelas ideias que parecem boas á primeira vista  mas que são um desastre.

Fechar fronteiras é adicionar uma desgraça á atual catástrofe. Mas esta é mais uma das vertigens dos nossos tempos.

 

 

PS: Outra questão, são os potenciais riscos geoestratégicos existentes por uma China num processo de afirmação musculado e perigoso.



3 comentários

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De Isabel a 05.08.2020 às 12:33

diga lá umas publicações onde eu possa ir ver mostrados preto no branco os benefícios da globalização.
SE entender francês e tiver paciência ( são quase 2h1/2 ) ouça isto e depois comente


https://www.youtube.com/watch?v=txl6l5ORhzo
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De Anónimo a 05.08.2020 às 13:56

Vale a pena ler o que se segue, porque nos damos conta de como  " a China conseguiu transformar o seu grande fiasco, com a contaminação do mundo inteiro, num magistral sucesso económico (...)" - tradução


" Mata-bicho 63: a informação que não temos sobre a China, a OMS e outros assuntos

Na revista Marianne desta semana que passa: grandes suspeitas... " etc.


em 23 de abril
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De Anónimo a 05.08.2020 às 15:50

Quando tiver tempo, irei ouvir com muito gosto. Mas a minha convicção na bondade do comercio internacional foi forjada ao longo de décadas de estudo e observação ( boas e más praticas) . 
Os blogs têm disto: não nos permitem aprofundar temas suculentos ! 

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