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Masoquismo

por Jose Miguel Roque Martins, em 14.10.21

 

Já muita tinta correu sobre Tiago Brandão Rodrigues quando, triunfante, esmagou a plateia com o custo por aluno/ano: 6200 euros.

Já quase tudo foi dito. Há um aspecto que me parece um pouco esquecido:  se incluíssemos uma renda pela utilização dos edifícios escolares, o valor de cada aluno no ensino publico, custaria mais do que as propinas das melhores escolas privadas. Aquelas onde, quem pode, tenta ter os filhos e ainda têm lucro.

A prova da inépcia da eficiência do sistema publico já tinha sido feita nas PPP da Saúde. Uma experiência desastrosa que só serviu para quantificar diferenças a favor do privado. Agora é confirmada também na educação, pelo próprio ministro. Podemos não ter as melhores escolas publicas, mas pelo menos gastamos imenso dinheiro. Mais custo, menor qualidade, uma dupla de sucesso.

Neste Portugal socialista, as conclusões são exactamente as opostas do que se poderia esperar: se é mais eficiente e melhor, deve ser abandonado.

Tudo para bem dos trabalhadores e dos Portugueses que, não só não se queixam, mas continuam a votar nos mesmos de sempre.

Não é impossivel que só quando os mais ricos poderem ter uma trotinete,  a maioria de esquerda acabe. E mesmo assim, apenas se o masoquismo tiver limites.

 



9 comentários

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De Anónimo a 14.10.2021 às 14:29

(agredecia que não publicasse, visto não se tratar de um comentário). Deve  emendar "poderem" na penúltima linha e escrever "puderem".
Fixe estas regras muito simples que me ensinaram, pois também me confundia às vezes (com sua permissão):


-Se reparar na letra " u,  U " ,  tem um aspecto aberto, como se fosse um círculo mal fechado, mesmo quando é manuscrito. 
-Mas a letra  " o,  O " , pelo contrário, tem uma forma completamente fechada, semelhante a um círculo, mesmo quando é manuscrito. 


1) Então, no verbo PODER , quando o "E" se  pronuncia bem aberto  como "é" ---- leva U ( como disse, a letra "U"  tem um formato também ABERTO)
Fica tudo a condizer. "aberto" com "aberto"


ex: "quando os mais ricos   p U d E r e m   ter uma trotinete" 
(TUDO ABERTO:  a forma do "u" é aberta e a pronúncia do "e" aberto)


       pUdEste  -    pUdÉssemos  - nós pUdEmos (difere de -nós pOdEmos-. note a pronúncia deste "E" com um som fechado  "ê" - como se tivesse um acento ^ circunflexo).
Conclusão: U+E aberto


2) Observe a letra " O " com o seu aspecto " fechadinho" como um círculo.   Usa-se quando o " E " deixa de ser aberto e se PRONUNCIA  FECHADO (soa  como um acento circunflexo) ou MUDO ( mal se pronuncia).



ex. Leia com naturalidade e pausadamente, mas preste MAIS atenção ao modo como pronuncia o "E" (isto é importante):
 ele pOdE  / ele pÔde  /  eles pOdErão  / tu pOdErias  / vós pOdEis  - 
 nós pOdEmos --»(repare que este "E" pronunciou-se FECHADO e por isso aparece o "O".   MAS em /nós pUdEmos / se pronuncia o "E" ABERTO e por isso se escreveu com´"U").


Registou que ao ler, que umas vezes pronunciou "E" mudo e outras vezes "E" fechado?  E que se escreveu sempre com "O" ?
FIXE: TUDO FECHADO: o "O"  associamos a algo com uma forma FECHADA, um círculo,  e ligamo-lo ao "E"  FECHADO ou MUDO)


3- Como em tudo, há uma excepção: 
  Eu pude (no pretérito Perfeito) - tem  "u" apesar do "e" ser mudo.


Espero não o ter maçado em demasia e oxalá pUdEsse ter sido útil , embora gostasse de pOdEr  encurtar mais o texto  ;-)) 
Com os melhores cumprimentos,
E. A. Ferreira
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De Anónimo a 15.10.2021 às 11:40

Gostei tanto da sua aula que decidi partilha-la com outros como eu! 
muito obrigado
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De Anónimo a 15.10.2021 às 10:12

É pelos "frutos" (cidadãos) que se conhece a "árvore" (o poder)
Significa que todo o Cidadão autónomo, com consciência cívica, livre para fazer as suas próprias escolhas e organizar a sua vida com independência porque é deixado em paz pelo Estado   é    um produto de uma Democracia PLENA, saudável que gera bem-estar e segurança e portanto cria as melhores condições para que cada cidadão possa melhorar as condições de vida e progredir nas áreas que bem entender.  O Estado considera que tudo isto pertence à vida Privada de cada um e que tem o dever de assegurar as condições para isso. É esse o papel do Estado e não outro num regime salutar.
Nestas Democracias desenvolvidas  faz-se muito bem a distinção entre o que pertence à esfera Privada e o que é da esfera Pública. Mas não se julgue que cada um está entregue a si próprio ao deus-dará sem qualquer tipo de assistência e que não existe estado social. Não só existe como é considerado pertencente à esfera Pública. E é aí (e só aí) que entra o Estado, que existe para funções muito bem determinadas, como  Amparar o cidadão no que é necessário (em questões como a melhor assistência na Saúde, por ex.) e  Assegurar (a melhor qualidade na Educação, nos transportes, e em todos os outros Serviços Públicos etc ).
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De Anónimo a 15.10.2021 às 10:32


(cont.)
Ao invés, em Portugal basta pôr um sinal contrário em (quase) tudo isto.

Cada Cidadão português vive (de uma maneira ou doutra) dependente do Poder, do Estado-director e dum Governo opaco e prepotente. Nunca se tinha visto como hoje o Poder "dirigir", condicionar as pessoas na sua esfera privada (e até pessoal: veja-se o patrulhamento da linguagem e da nossa alimentação, por ex.) e imiscuir-se tanto na vida de todos os portugueses para os esmifrar de impostos e assim lhes retirar qualquer hipótese de serem autónomos e deixados em paz para serem empreendedores se assim o desejarem e terem possibilidade de singrar e melhorar a sua situação, os seus rendimentos. 
Se isto não é um estado de quase servidão, então o que é?! 
Vê-se o país a atrofiar, a sugar-lhes os seus poucos rendimentos e a definharem, sem um horizonte. Má prestação nos Serviços públicos e praticamente tudo entrou em decadência. A Saúde, ouvimos, está à beira dum ataque de nervos. Milhares de alunos "ainda" sem professores! E a qualidade do Ensino Público? E a exigência e o mérito e o incentivo à aprendizagem onde estão?!
E falar da Comunicação Social? Nem vamos entrar aí. Basta só dizer que a CS nunca tinha caído tanto no descrédito total. É a principal promotora do estado em que se encontra o país e a correia de transmissão do poder. Basta lembrar que também ela nos manipula para nos "dirigir" para as agendas do pensamento Único e do "politicamente correcto",  através da censura e do cancelamento das vozes discordantes que incomodem o poder e o põem em causa.
Se alguém tem dúvidas de que estes comportamentos são próprios dos tiranetes e que _se os deixarmos_ nos aproximaremos velozmente (perigosamente) dum Estado Totalitário...
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De Anónimo a 15.10.2021 às 10:33

(cont.)
 Então, nesse caso, seremos mesmo masoquistas. 


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De Anónimo a 15.10.2021 às 11:01

"Os parceiros da geringonça estão cada vez mais fracos, e toda a sociedade portuguesa, por causa do beco sem saída de estagnação e de dependência em que eles a encurralaram, está igualmente mais fraca. E não, não é apenas a posição de Portugal na hierarquia da riqueza europeia, onde todos os anos é ultrapassado por mais um país outrora pobre, que está em causa. Com a estagnação económica, é o modelo social que está em risco, porque não depende simplesmente da legislação, mas da riqueza produzida; com a dependência do Estado, é a democracia que está comprometida, porque não assenta apenas na consciência cívica, mas na autonomia dos cidadãos perante o poder. Nunca, nos últimos quarenta anos, uma mudança política foi tão urgente em Portugal. Que nos tirem depressa do meio desta comédia decadente." - Rui Ramos

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De Anónimo a 15.10.2021 às 11:05

"A comédia orçamental das esquerdas é o drama da nossa mediocridade. Vêm aí os milhões do PRR, que até darão para pôr umas janelas novas. Mas não é possível esperar mais, quando o que seria um ordenado médio-baixo no resto da Europa ocidental, ao alcance de um empregado de limpeza suiço (42 000 euros por ano), é aqui tratado como um rendimento milionário e sujeito pelo fisco a uma das taxas máximas de IRS (40,9 º/º  contra  15,9 º/º na Suiça). Os patrões não nos pagam mais, clama a esquerda. Mas não deveria clamar também contra o facto de o maior beneficiário de qualquer aumento, sobretudo se provocar mudança de escalão fiscal, não ser o trabalhador, mas o Estado?" - Rui Ramos


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De Anónimo a 15.10.2021 às 12:06

Nunca fez tanto sentido dizer que vivemos numa asfixia democrática. 
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De Anónimo a 15.10.2021 às 16:41

"É impossível calcular o número exato de decisões do juiz Ivo Rosa que já foram revogadas pelo Tribunal da Relação de Lisboa desde 2017, mas é certo que já estarão em causa perto de vinte acórdãos de diferentes desembargadores das três secções criminais daquele tribunal superior. Esta quarta-feira, mais um despacho do magistrado do Tribunal Central de Instrução Criminal foi anulado — e num tom bastante severo para com Rosa."

https://blasfemias.net/2021/10/15/sorte-a-dele-usar-sempre-mascara-caso-contrario-ainda-acabava-expulso-da-magistratura/



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